Bênção da Fogueira na Noite de São João

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O Documento de Aparecida nos ensina que a religiosidade popular é “o precioso tesouro da Igreja Católica na América Latina”.[Devemos] “promovê-la e protegê-la. Essa maneira de expressar a fé está presente de diversas formas em todos os setores sociais, em uma multidão que merece nosso respeito e carinho, porque sua piedade ‘reflete uma sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer’”. (DA 258)

          Continua o texto: “Entre as expressões dessa espiritualidade contam-se: as festas patronais, as novenas, os rosários e via-sacras, as procissões, as danças e cânticos do folclore religioso, o carinho aos santos e aos anjos, as promessas, as orações em família”. (DA 259)

          No próximo dia 24 estaremos recordando o nascimento de São João Batista, o precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que “foi, em suma, uma figura ímpar na história de Israel. (…) Dentre todos os profetas do Antigo Testamento, só ele teve a incomparável glória de encontrar-se pessoalmente com o Divino Salvador e apontá-lo em termos inteiramente claros: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1,29)” (Revista Arautos do Evangelho nº 120, p 14)

          Apresentamos aos nossos leitores o belo cerimonial da bênção da fogueira na noite de São João. Tal benção encontra-se no RITUAL DE SACRAMENTOS E SACRAMENTAIS editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia da CNBB em 1965. No texto de apresentação deste, o então Secretário Nacional de Liturgia, Dom Clemente Isnard, OSB, assim se exprimia: “Na assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Roma, ao ser promulgadas, em dezembro de 1963 a Constituição Sacrosanctum Concilium, o nosso Episcopado decidiu introduzir o uso da língua vernácula nas partes permitidas da Missa e administração dos Sacramentos e Sacramentais. (…) Oxalá o uso destas versões contribua eficazmente para que os fiéis, acendendo aos Sacramentos numa iniciativa de Fé, participem ativa, consciente e mais facilmente das ações litúrgicas.

Bênção da Fogueira na noite de São João Batista

(Rit. Rom, tít. IX, cap III, 13)

 V. A nossa proteção está no nome do Senhor.

R. Que fez o céu e a terra.

V. O senhor esteja convosco.

R. E contigo também.

Oremos

Senhor Deus, Pai todo-poderoso, luz inextinguível e criador de toda luz, santificai + este fogo novo e dai-nos, um dia, após as trevas desta vida, que possamos, puros de coração, chegar a vós, luz inextinguível. Por Cristo, nosso Senhor.

R. Amém.

Asperge a fogueira com água benta. Em seguida:

Hino

 Doce sonoro, ressoe o canto.

Minha garganta, faça pregão.

Solta-me a língua, lava-me a culpa,

Ó São João

 Anjo no templo, do céu descendo,

Teu nascimento ao pai comunica,

De tua vida preclara fala,

Teu nome explica.

Da mãe no seio, calado ainda,

O Rei pressente num outro vulto,

E à mãe revelas o alto mistério

Do Deus oculto

Louvor ao Pai, ao Filho unigênito,

E a ti, Espírito, honra também,

Dos dois procedes, com eles sendo

Um Deus, amém.

V. Houve um homem por Deus enviado.

R. João era seu nome

Oremos.

Deus que nos concedeis este dia, para honrarmos o nascimento de S. João Batista, dai a vosso povo a graça da alegria espiritual e dirigi o coração dos vosso fiéis no caminho da eterna salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

R. Amém.       

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“O que necessita hoje a Igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”. Evangelho do dia: Mateus 5,13-16

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Discípulas e discípulos de Jesus,

Paz e bem para todos.
Sejamos sal e luz dando sabor e iluminando nossa vida e a dos demais.
Com a bênção de Deus sob o manto de nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS

Evangelho do dia: (Mateus 5,13-16)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
5 13 Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.

Meditação da Palavra – Pe. José Antonio Pagola

Jesus dá a conhecer com duas imagens audazes e surpreendentes o que pensa e espera dos seus seguidores. Não deve viver pensando sempre nos seus próprios interesses, seu prestígio ou seu poder. Apesar de ser um grupo pequeno no meio do vasto Império de Roma, deve ser o “sal” que necessita a terra e a “luz” que faz falta ao mundo.

“Vós sois o sal da terra.” As pessoas simples da Galileia captam espontaneamente a linguagem de Jesus. Todo o mundo sabe que o sal serve, sobretudo, para dar sabor à comida e para preservar os alimentos da corrupção. Do mesmo modo, os discípulos de Jesus devem contribuir para que as pessoas saboreiem a vida sem cair na corrupção.

“Vós sois a luz do mundo.” Sem a luz do sol, o mundo fica nas trevas: já não nos podemos orientar nem desfrutar da vida no meio da obscuridade. Os discípulos de Jesus podem aportar a luz que necessitamos para nos orientar, aprofundar no sentido último da existência e caminhar com esperança.

As duas metáforas coincidem em algo muito importante. Se permanecer isolado num recipiente, o sal não serve para nada. Apenas quando entra em contato com os alimentos e se dissolve na comida pode dar sabor ao que comemos. O mesmo sucede com a luz. Se permanecer encerrada e oculta, não pode iluminar ninguém. Apenas quando está no meio das trevas pode iluminar e orientar. Uma Igreja isolada do mundo não pode ser nem sal, nem luz.

O papa Francisco viu que a Igreja vive encerrada em si mesma, paralisada pelos medos e demasiadamente afastada dos problemas e sofrimentos como para dar sabor à vida moderna e para oferecer a luz genuína do Evangelho. A sua reação foi imediata: “Temos de sair para as periferias existenciais”.

O Papa insiste uma e outra vez: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair à rua que uma Igreja doente por estar encerrada e pela comodidade de agarrar-se às suas próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada por ser o centro e que termina enclausurada num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

A chamada de Papa Francisco está dirigida a todos os cristãos: “Não podemos ficar tranquilos numa espera passiva nos nossos templos. O Evangelho convida-nos sempre a correr o risco do encontro com o rosto do outro”. O Papa quer introduzir na Igreja o que ele chama de “cultura do encontro”. Está convencido de que “o que necessita hoje a Igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”.

Oração
Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do teu Reino.

Segunda-feira da 10ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia Mt 10,7-13. Festa de São Barnabé, Apóstolo.

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Discípulas e discípulos de Jesus,

Hoje recordamos na liturgia São Barnabé.
José, cognominado Barnabé, isto é, filho da consolação, é chamado apóstolo embora não tenha pertencido ao grupo dos Doze. Era membro da comunidade judaica de Chipre, em Jerusalém. Não conheceu pessoalmente Jesus, mas converteu-se logo nos primeiros anos do Cristianismo, e teve um papel importante na expansão da Igreja. Daí ser chamado apóstolo. Foi ele que apresentou Paulo à comunidade de Jerusalém, garantindo-lhe a sua recente conversão. Conduziu Paulo a Antioquia, apresentando-o também lá à comunidade dos fiéis. Acompanhou o Apóstolo na sua primeira viagem missionária, cerca do ano 60. Depois, separou-se de Paulo, regressando a Chipre onde terá sido martirizado no ano 60. 
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS

Evangelho do dia: (Mt 10,7-13)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ide ao mundo e ensinai a todas as noções!
Eis que eu estou convosco até o fim do mundo! (Mt 28,19s)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 7 “Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.
8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!
9 Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos,
10 nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.
11 Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida.
12 Entrando numa casa, saudai-a: ‘Paz a esta casa’.
13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

O REINO CHEGOU
Os discípulos foram enviados em missão com a tarefa de dar continuidade à missão de Jesus. A dupla face do messianismo de Jesus se expressaria no ministério dos apóstolos. Não somente com palavras, mas também com obras eles se poriam a serviço do Reino.
Aos apóstolos competia proclamar a chegada do Reino dos Céus na pessoa de Jesus. De que modo? Deus foi plenamente Senhor da vida de Jesus. Nada nem ninguém jamais o desviou do caminho traçado pelo Pai. Somente ao querer do Pai ele se submeteu. Jamais cedeu a qualquer tipo de tentação. Por isso, o Reino dos Céus se encarnou na sua pessoa e ação. Este evento deveria ser proclamado a todos os povos.
Por outro lado, como sucedeu com Jesus, a pregação dos apóstolos encontraria apoio nos milagres realizados por eles. Os quatro milagres apontados relacionam-se com a proteção da vida humana da investida das doenças, da morte e dos espíritos impuros. O ministério apostólico, portanto, estava destinado a colocar-se a serviço da vida. Onde a vida fosse defendida, restaurada ou garantida, aí estaria acontecendo o milagre do Reino, cuja presença seria historicamente perceptível.
A vida de Jesus é o ponto de referência da ação do apóstolo. A fidelidade à missão acontece na medida em que realmente Jesus continua atuando na pessoa de seus enviados.

Oração
Senhor Jesus, dá-me coragem suficiente para levar adiante tua missão, proclamando a chegada do Reino e me colocando a serviço da vida.

POR QUE QUEREM DESTRUIR A FAMÍLIA? Leia este texto e entenda por que, na luta pela família, está em jogo o destino do próprio ser humano.

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Os debates travados recentemente nas casas legislativas de todo o país – por conta da inclusão da “ideologia de gênero” nos Planos Municipais de Educação –, dão ensejo para que se pergunte por que, afinal, alguns indivíduos querem destruir a família. Já soaria absurdo se uma única pessoa se propusesse a fazê-lo – não tanto pela magnitude do trabalho que deveria empreender, mas pela própria insanidade que tal ideia carrega consigo. Que dizer, então, de um grupo estrategicamente organizado de pessoas determinadas justamente para esse fim?

Cabe dizer, em primeiro lugar, que não se trata de “história da carochinha” ou “teoria da conspiração”. Existem, de verdade, movimentos ideologicamente comprometidos com a destruição da família. De Engels, no final do século XIX – para quem o casamento monogâmico não passa de uma “forma de escravização de um sexo pelo outro” [1] –, até as autoras feministas contemporâneas – como Kate Millett, que pede o fim de tabus como “a homossexualidade” e “as relações sexuais pré-matrimoniais e na adolescência”, tendo em vista o desaparecimento da família [2]: são inúmeros os documentos que comprovam haver uma elite intelectual articulada para fazer sumir da face da terra a instituição familiar. Não é porque a Rede Globo ou os principais canais de notícias não reportam essas coisas, que elas deixam de ser verdadeiras. Levando em conta que é a própria mídia a promover certos hábitos e estilos de vida, facilmente se entende o porquê de seu silêncio.

Para entender, todavia, o que está na raiz do pensamento contrário à família, é preciso reconhecer o problema antropológico que o precede. Antes que se insurgissem contra o casamento, os arquitetos da engenharia social em curso traçaram o seu próprio conceito de ser humano – um conceito que, embora seja uma visão distorcida da realidade, já esteve em voga noutras épocas. Trata-se da separação radical entre o corpo e a alma. “O filósofo que formulou o princípio ‘cogito, ergo sum‘ (penso, logo existo), acabou por imprimir à concepção moderna do homem o caráter dualista que a caracteriza. É típico do racionalismo contrapor radicalmente, no homem, o espírito ao corpo e o corpo ao espírito.” [3]

Pela revelação divina, porém – como também pela razão natural [4] –, o homem pode compreender que é substancial e simultaneamente a junção de duas realidades: uma material, a que se chama corpo, e outra espiritual, a que se chama alma. Essa é a chave para entender o matrimônio como o único “significado teleológico intrínseco e adequado da sexualidade humana” [5] – já que é o único lugar em que são satisfeitos tanto o aspecto procriativo quanto o aspecto unitivo do ato sexual. Só no casamento o sexo pode ser vivido levando em conta a integridade do ser humano.

Serve como prova dessa verdade a curiosa e notável diferença que há entre o comportamento sexual dos animais e o da espécie humana. Diferentemente dos cachorros, dos coelhos ou dos macacos, que acasalam para procriar e estão plenamente satisfeitos depois do coito, o homem é capaz de fazer obstinada e repetidamente o mesmo ato sexual, em busca de um “algo mais” que não é possível encontrar na mera união dos corpos. Daí vem aquela terrível sensação de vazio depois do chamado “sexo casual”. Trata-se de um clamor silencioso da alma, alertando que a sexualidade humana é muito mais que uma realidade animal.

Por outro lado, homens também não são anjos. No outro extremo do dualismo moderno, está a mentalidade gnóstica de que “o espírito é bom, mas a carne é má”. Aqui deitam as raízes de uma ideologia que pretende eliminar as diferenças entre os sexos masculino e feminino, pois vê no homem “só espírito e vontade” [6], podendo a sua natureza ser manipulada como lhe apetece.

Não surpreende que uma das pioneiras da agenda de gênero, a feminista Margaret Sanger, estivesse ligada a grupos de matriz antropológica esotérica e gnóstica. Para acreditar nessas teorias insanas, de fato, é preciso ser profundamente religioso. Seja a “revolução sexual” utópica prevista por Shulamith Firestone – depois da qual “as diferenças genitais entre os seres humanos não mais importariam culturalmente”[7] –, seja o mito do “homem andrógino” da teosofia: nunca a modernidade esteve tão próxima dos falidos cultos pagãos e gnósticos da Antiguidade.

O Papa Francisco mostrou captar a essência dessa ideologia quando apontou, em sua encíclica Laudato Si’, para a necessidade de se “ter apreço pelo próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade”. Em uma referência inequívoca à “teoria do gênero”, o Papa escreveu que “não é salutar um comportamento que pretenda cancelar a diferença sexual, porque já não sabe confrontar-se com ela” [8].

No fundo – como alertou certa feita o Papa Bento XVI –, “na luta pela família, está em jogo o próprio homem” [9]. Não se destrói a célula mater da sociedade sem que se atinja de modo irreversível o ser humano. E esse processo, tragicamente, não é um desencadeamento natural ou simples obra do zeitgeist (o “espírito dos tempos”). Ao contrário, trata-se de um trabalho meticulosamente articulado e muito bem medido para implantar um projeto cruel e perverso de poder.

Não acredita? Então, estude! Não é preciso um ato de fé para dar crédito às verdades explicadas aqui. Consultar a bibliografia indicada logo abaixo pode ser um bom começo para entender de vez por que, afinal, querem acabar com a sua família.Mãos aos livros!

3 de maio Festa de São Filipe e São Tiago. Evangelho do dia: João 14,6-14

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Discípulas e discípulos de Jesus,
Celebramos hoje dos apóstolos de Jesus: São Filipe e São Tiago.
Como S. Pedro e S. André, Filipe era natural de Betsaida. O seu nome grego deixa supor que pertencia à comunidade helenista. Foi dos primeiros discípulos a ouvir o chamamento do Senhor: “Segue-me”. Pôs-se imediatamente ao serviço do Senhor e, bem depressa, começou a dedicar-se à missão. Segundo a tradição, S. Filipe evangelizou a Turquia, onde morreu mártir.
S. Tiago, o Menor, filho de Alfeu, era primo de Jesus e escreveu a Carta de Tiago. Foi testemunha privilegiada da ressurreição do Senhor (cf. 1 Cor 17, 7), ocupando um lugar proeminente na comunidade de Jerusalém. Depois da dispersão dos Apóstolos, nos anos 36-37, aparece como chefe da igreja-mãe (At 21, 18-26). Morreu mártir por volta do ano 62, sendo precipitado pelos Judeus do Templo e lapidado como Estêvão. Na sua carta, deixou-nos o testemunho da prática da Unção dos Enfermos já nos tempos apostólicos.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora continuemos testemunhando os valores que Jesus introduziu em nossa história.

Pe. Agenor Sbaraini, /Cs

Evangelho do dia: (João 14,6-14)


Aleluia, aleluia, aleluia.
Sou o caminho, a verdade e a vida, diz Jesus; Filipe, quem me vê, igualmente vê meu Pai! (Jo 14,6.9)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, 14 6 Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
7 Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto”.
8 Disse-lhe Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”.
9 Respondeu Jesus: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: ´Mostra-nos o Pai´.
10 Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
11 Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras.
12 Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.
13 E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
14 Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte: www.domtotal.com

JESUS E O PAI

Não se pode de compreender a existência de Jesus, prescindindo de sua íntima comunhão com o Pai. Suas palavras e seus gestos foram sempre referidos ao Pai. A consciência de ser o Filho enviado estava sempre presente em tudo quanto fazia. E mais: tinha consciência de estar chegando a hora de voltar para junto do Pai.
Sendo assim, o Filho divino pode ser considerado como a transparência do Pai. Quem o conhece, conhece o Pai. Quem o vê, vê também o Pai. Ouvi-lo, significa ouvir o Pai. Contemplar seus milagres, corresponde a contemplar o Pai manifestando seu amor pela humanidade. É, pois, inútil pretender ter acesso a Deus, prescindindo de Jesus.
Evidentemente, o Pai não é Jesus. E Jesus não é o Pai. As palavras de Jesus não dão margem para equívocos. Seria falsa qualquer identificação, e não corresponderia ao pensamento de Jesus. A comunhão entre ambos não redunda da fusão de um no outro.
Apesar disto, Jesus não titubeou em fazer esta afirmação ousada: “Quem me vê, vê o Pai”. Da contemplação da vida de Jesus, é possível chegar a compreender quais são as pautas da ação de Deus, ou seja, a maneira como ele se relaciona com os seres humanos, e o que espera deles.
Portanto, não é preciso ir longe para encontrar Deus. Jesus é o caminho pelo qual chegamos até o Pai.

Oração
Espírito de discernimento ilumina minha mente e meu coração para que eu possa reconhecer o Pai na contemplação do Filho Jesus.

 
 

5º Domingo da Páscoa. Evangelho do dia: João 15,1-8

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Bom domingo a todos!

A liturgia do 5º Domingo da Páscoa convida-nos a refletir sobre a nossa união a Cristo; e diz-nos que só unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira.

O Evangelho apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que dá os frutos bons que Deus espera. Convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que eles recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.

Pe. Agenor Sbaraini, cs

 Missa do 5º. dom. da Páscoa.

Palavra de Deus: Atos dos Apóstolos 9,26-31; 1João 3,18-24; João 15,1-8.

 Evangelho do dia: (João 15,1-8)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece; esse dá muito fruto (Jo 15,4s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


15 1 Disse Jesus: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;
2 e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.
3 Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
4 Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5 Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6 Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.
7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.
Palavra da Salvação.

 PERMANECER: UMA RESPONSABILIDADE PESSOAL

Reflexão de Padre Paulo Mazzi

 

Ao começar a preparar a sua despedida, Jesus disse aos discípulos: “Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vocês não poderão dar fruto, se não permanecerem em mim” (Jo 15,4).

Como estão os ramos da nossa vida afetiva e profissional? Como estão os ramos da nossa vida espiritual? Eles estão produzindo frutos? Os frutos que estamos produzindo são saudáveis e saborosos, ou estão doentes, estragados? Como você está se sentindo nesse momento: uma pessoa fecunda, com vitalidade interior, ou uma pessoa sem seiva, sem vitalidade, uma pessoa que, apesar dos seus esforços, não produz aquilo que desejaria produzir?

Estamos no outono, uma estação que nos fala de perda, de adormecimento: muitas árvores perdem suas folhas; ficam, de certa forma, “feias”, parecendo mortas; mas, na verdade, não estão mortas; estão adormecidas. Dentro delas existe seiva, existe vida. Elas despertarão na primavera, voltarão a florescer e produzirão frutos novamente. Da mesma forma, nossa vida é feita de estações: não existe apenas a primavera, existe também o outono. Precisamos acolher as estações, as mudanças, a perda das nossas folhas. O importante é manter nossas raízes em Deus; o importante é manter nosso relacionamento pessoal com Jesus, pois é d’Ele e somente d’Ele que recebemos a seiva do Espírito Santo, que nos devolve fecundidade, que nos faz florescer e frutificar, mesmo quando à nossa volta existe deserto e aridez.

O que nos chama a atenção nessas palavras de Jesus é a sua insistência conosco: “permaneçam”; “permaneçam em mim”. Atitude desafiadora essa de “permanecer”! No mundo do trabalho já não se permanece no mesmo emprego por muito tempo, assim como no campo afetivo muitas pessoas não permanecem por muito tempo no mesmo relacionamento. Até mesmo no campo da fé já não há permanência: muitos não permanecem na mesma igreja, na mesma religião. Desse modo, é muito comum nós vermos muitas pessoas sendo levadas pela vida como folhas secas empurradas pelo vento. São pessoas que não foram habituadas a criar raízes, e pessoas sem raízes tombam com facilidade; pessoas sem raízes são superficiais: vivem uma fé superficial, relacionamentos superficiais e são superficiais inclusive em relação a si mesmas, não cultivando a sua própria interioridade.

            “Permaneçam em mim”, nos diz Jesus. ‘Aprofundem o relacionamento de vocês comigo. Não sejam superficiais na vida espiritual. Direcionem as raízes de vocês para mim. Independente da “estação” em que vocês estão vivendo, mesmo que suas folhas estejam caindo e não seja época de encontrar frutos em seus ramos, permaneçam em mim; confiem na fecundidade do meu Espírito que está escondida dentro de vocês e que fará com que vocês produzam frutos, independente das condições externas! Permaneçam em mim, com a convicção de que Eu sou absolutamente necessário para vocês, independente se vocês estão produzindo frutos ou não. Relacionem-se comigo de maneira profunda e não superficial, pois só quando suas raízes forem profundas é que seus frutos serão abundantes’.

            Quando comparamos a humanidade a uma imensa floresta, ficamos assustados com a quantidade de árvores secas, doentes, estéreis, árvores que se tornaram incapazes de produzir bons frutos, homens e mulheres que “secaram” no amor conjugal, pais que desenvolveram um relacionamento superficial com seus filhos, criando-os também como pessoas superficiais, pessoas sem raízes, adolescentes e jovens que tombam diante do vento de qualquer dificuldade, de qualquer frustração. Neste sentido, vale a pena resgatar a importância da poda: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa (poda), para que dê mais fruto ainda” (Jo 15,1-2). A grande maioria dos pais hoje não tem a coragem de “podar” seus filhos, seja porque não querem ter conflitos com eles, seja porque não querem frustrá-los. Com isso, nós temos uma geração que esbanja beleza e saúde física, mas é totalmente fraca, emocional e espiritualmente, uma geração desprovida de seiva interior, uma geração que quebra diante de qualquer vento que sopre contrário.   

            Mas não só os adolescentes e jovens! Todos nós temos nos tornado avessos às podas. Embora Jesus tenha comparado Deus Pai a um agricultor, nós não admitimos que esse Agricultor interfira na maneira como conduzimos nossa vida afetiva e profissional, na maneira como usamos nossa liberdade e lidamos com nossa sexualidade. E ao rejeitarmos a “interferência” de Deus em nossa vida, nós crescemos de qualquer jeito, como uma árvore selvagem, nunca podada, e que, justamente por falta de poda, produz frutos de baixíssima qualidade, isso quando produz algum fruto…

“Eu sou a videira e vocês são os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15,5). Jesus fala do “permanecer” como uma necessidade vital: sem alimentar um relacionamento profundo com Ele, nossa fé morre; se não nos esforçamos para nos manter junto d’Ele e do seu Evangelho, nós murchamos, secamos e morremos, como um ramo que se desprendeu do tronco da videira. “Permanecer” na comunhão com Jesus é responsabilidade nossa. Somos responsáveis por criar um espaço diário em nossa vida onde nos voltamos para as nossas raízes, onde cultivamos a nossa comunhão com o Senhor por meio da oração e da meditação da sua Palavra. A oração raramente nasce em nós como algo espontâneo; nós só encontramos tempo para a oração quando estamos convencidos acerca do que Jesus disse: “Sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15,5). Se hoje mais do que nunca estamos tendo a sensação de que corremos muito e cada vez mais rápido, mas não chegamos a lugar algum, é hora de nos voltarmos para Jesus como nossa única fonte de vitalidade, de fecundidade. Só d’Ele procede o nosso fruto.          

            Olhemos para as nossas raízes. Perguntemos a nós mesmos se somos pessoas profundas ou superficiais; se buscamos a Deus com profundidade ou de maneira superficial; se O buscamos diariamente, convencidos de que a oração vale por si mesma, independente se “produz” algo em nós ou não. Se porventura nossos ramos estão murchos, secando, perdendo a vitalidade, voltemos a nos enxertar em Jesus; voltemos a nos alimentar da seiva da sua Palavra e da sua Eucaristia. “Permanecer” na comunhão com Jesus não é uma atitude automática em nós, mas uma decisão diária, um desejo da nossa vontade, uma vontade consciente de que, sem Ele, nada podemos, nada construímos, nada alcançamos. Enfim, “permanecer” em Jesus é algo que depende da minha decisão pessoal; sou eu que me empenho em alimentar meu relacionamento com Ele, não mais movido pelo meu cônjuge, por minha mãe ou por qualquer outra pessoa, mas movido pela consciência de que, sem Ele, eu nada posso e nada sou.

 

25 de abril, Festa de São Marcos Evangelista. Evangelho do dia: (Marcos 16,15-20)

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
Paz e bem a todos.
Hoje recordamos s. Marcos Evangelista.
Parabéns a todos os que se chamam Marcos.
Com a bênção de Deus sob o manto De Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (Marcos 16,15-20)

Aleluia, aleluia, aleluia.
É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o crucificado, poder e sabedoria de Deus (1Cor 1,23s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


Naquele tempo, 16 15 disse Jesus aos seus onze discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.
17 Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,
18 manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados”.
19 Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.
20 Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

IDE PREGAR O EVANGELHO
A ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre.
Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão.
Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.

Oração
Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.

 
 

4ª Semana da Páscoa. Evangelho do dia: João 10, 1-10

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Paz e bem a todos com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.

Evangelho: João 10, 1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1«Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador. 2Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre-a e as ovelhas escutam a sua voz. E ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair. 4Depois de tirar todas as que são suas, vai à frente delas, e as ovelhas seguem-no, porque reconhecem a sua voz. 5Mas, a um estranho, jamais o seguiriam; pelo contrário, fugiriam dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos.» 6Jesus propôs-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. 7Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. 8Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção. 9Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. 10O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

 Acertar a porta 

Reflexão de Pe. José Antônio Pagola

O Evangelho de João apresenta Jesus com imagens originais e bela. Quer que seus leitores descubram que só ele pode responder plenamente às necessidades mais fundamentais do ser humano. Jesus é “pão da vida”: quem se alimenta dele não terá mais fome. É “a luz do mundo”: quem o seguir não caminhará na escuridão. É o “Bom Pastor”: quem escuta a sua voz encontrará a vida.

Entre essas imagens há uma, humilde e quase esquecida, que, no en­tanto, encerra um conteúdo profundo. “Eu sou a porta.” Assim é Jesus: uma porta aberta. Quem o segue cruza o umbral que conduz a um mundo novo: uma maneira nova de entender e viver a vida.

O evangelista explica isto com três traços: “Quem entrar por mim se salvará. A vida tem muitas saídas. Nem todas levam ao êxito, nem ga­rantem uma vida plena. Quem, de alguma maneira, sintoniza com Jesus e trata de segui-lo, está entrando pela porta certa. Este não porá a perder sua vida, mas a salvará.

O evangelista diz ainda algo mais: quem entrar por Jesus “poderá sair e entrar”. Tem liberdade de movimentos. Entra num espaço onde pode ser livre, pois só se deixa guiar pelo Espírito de Jesus. Não é o país da anarquia ou da libertinagem. “Entra e sai” passando sempre através dessa “porta” que é Jesus, e se move seguindo seus passos.

O evangelista ainda acrescenta outro detalhe: quem entra por essa porta que é Jesus “encontrará pastos”, não passará fome nem sede. Encontrará alimento sólido e abundante para viver.

Cristo é a “porta” pela qual também hoje nós cristãos temos de entrar, se quisermos reavivar nossa identidade. Um cristianismo formado por pessoas batizadas que se relacionam com um Jesus mal conhecido, vagamente lembrado, afirmado de vez em quando de maneira abstrata, um Jesus mudo que não diz nada especial ao mundo de hoje, um Jesus que não toca os corações… é um cristianismo sem futuro.

Só Cristo pode conduzir-nos a um nível novo de vida cristã, mais bem fundamentada, motivada e alimentada no Evangelho. Cada um de nós pode contribuir para que, na Igreja dos próximos anos, Jesus possa ser sentido e vivido de maneira mais viva e apaixonada. Podemos fazer que a Igreja seja mais de Jesus.

2ª feira da Segunda Semana da Páscoa. Solenidade da Anunciação do Senhor.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
” Espírito de perfeita santidade, como Maria, plenifica com a graça de Deus o meu coração, 
de forma a não sobrar espaço para o egoísmo e o pecado”.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (Lucas 1,26-38)

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
A palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai (Jo 1,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”
35 Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível”.
38 Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.

Meditatio

Os primeiros cristãos reagem às perseguições com a oração. Não rezam para serem livres dos incómodos da perseguição. Rezam para não se deixarem bloquear pelas dificuldades e para não perderem a coragem de anunciar a Palavra. A sua oração é escutada, porque o Espírito vem dar-lhes força e coragem.
Não se pode evangelizar sem fazer oração, muita oração. A evangelização, com efeito, é obra do Espírito Santo, que toca, não só o coração dos ouvintes, mas também o do evangelizador, tantas vezes tíbio e vacilante.
O evangelho de hoje parece ter pouco a ver com o mistério pascal que estamos a celebrar: não fala de morte nem de ressurreição. Mas há uma relação profunda com a Páscoa e, na verdade, fala-se da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição. De facto, a Sagrada Escritura fala da ressurreição de Cristo como de um novo nascimento. Paulo, num seu discurso, aplica à ressurreição de Jesus o Salmo 2, onde Deus diz ao Filho: «Hoje Te gerei» (cf. Act 13, 16ss.). Na ressurreição, Cristo foi gerado para uma vida nova: era home
m de carne e tornou-se homem «espiritual», de Espírito Santo. O mesmo Paulo, noutra passagem das suas cartas explica que, primeiro há o homem feito de terra e, depois, o homem celeste, que é Cristo ressuscitado (cf. 1 Cor 15, 44ss.). E tudo aconteceu por nós. O Filho assumiu corpo humano, de que não precisava, para tornar possível um novo nascimento para todos nós: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus» (Jo 3, 5). Renascer da água e do Espírito Santo é dom de Cristo ressuscitado. Esse dom vem pelo sacramento do Baptismo que nos faz
«renascer do alto» (v. 7) e introduz em nós um dinamismo que nos permite crescer e desenvolver-nos até à estatura de Cristo.
Este nascimento, preanunciado a Nicodemos (cf. Jo 3, 3.5), realizou-se na transfixão do Lado, onde a água que brota de Cristo é sinal do dom do Espírito, do Baptismo, do nascimento da Igreja e, na Igreja, de cada um de nós. «Do Coração de Cristo, aberto na cruz, nasce o homem de coração novo, animado pelo Espírito e unido aos seus irmãos na comunidade de amor, que é a Igreja» (Cst 3).

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

SUPERANDO O PECADO ORIGINAL
A celebração da Imaculada Conceição de Maria leva-nos reconhecer a possibilidade de superar a marca do pecado, que acompanha a história da humanidade. É possível considerar isso como uma forma de reversão da história: finalmente, alguém viu-se totalmente livre da tirania do pecado.
A experiência de Maria é melhor entendida, se a confrontamos com a de Eva. A primeira mulher, criada para a plena comunhão com Deus, deixou-se envolver pela força dos instintos, a ponto de romper com o Criador. Maria, a mãe do Redentor, mostrou-se tão radicalmente fiel a Deus, a ponto de não ser contaminada pelo pecado.
Aquela foi a “mãe de todos os viventes”, que contaminara, com sua infidelidade e pecado, todas as gerações humanas. Aquela que traria em seu ventre o Salvador, ao invés, por sua fidelidade transformou-se em fonte de bênção para a humanidade que seria redimida por seu Filho. Enquanto Eva representa a humanidade que passa da graça ao pecado, Maria, pelo contrário, aponta para a humanidade que supera o pecado, e se volta totalmente para a graça de Deus.
Quando o anjo chamou Maria de “cheia de graça”, estava indicando a profundidade do enraizamento da graça no coração dela. Com isto, apresentava-a como exemplo de humanidade salva por Jesus: o ser humano como saíra das mãos do Criador.

Oração
Espírito de perfeita santidade, como Maria, plenifica com a graça de Deus o meu coração, de forma a não sobrar espaço para o egoísmo e o pecado.

 
 

Sábado da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Marcos 16,9-15

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


16 9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.
10 Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos.
11 Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar.
12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo.
13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram.
14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho

A ALEGRE NOTÍCIA

O encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e, sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a mesma.
No entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade às palavras de uma mulher.
A reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena. Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
Da mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se debateram com a incredulidade dos companheiros.
Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora.

Oração
Espírito de comunicação, apesar da incredulidade do mundo, que eu proclame, com vibração, a alegre notícia da ressurreição do Senhor.

Quinta-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Lucas 24,35-48

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 24 35 Os discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!”
37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.
40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”
42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
43 Ele tomou e comeu à vista deles.
44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.
45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

A PAZ ESTEJA CONVOSCO

Os encontros do Ressuscitado com os discípulos começavam, muitas vezes, com o augúrio de paz. O desejo de que houvesse paz entre eles não era pura formalidade. Antes, a saudação de Jesus adquiria uma consistência especial.
Para os discípulos, perturbados com a ressurreição, essa paz consistia em estabelecer um relacionamento correto com o Ressuscitado. Tratava-se de superar o medo, a perplexidade, o espanto, a perturbação, a dúvida, a incredulidade, a desconfiança, e acolher, na fé, o Ressuscitado presente no meio deles. Todos estes sentimentos revelam ausência de paz. Eis por que Jesus é apresentado como quem se esforça por fazer a paz acontecer no coração dos discípulos, em forma de abertura para a fé, de capacidade para reconhecê-lo como o Mestre de outrora, de iluminação da inteligência para penetrar o sentido das Escrituras, de superação da dureza de coração.
Portanto, sem a paz, no sentido querido por Jesus, eles não poderiam abrir-se para a novidade da ressurreição. Só na paz, os discípulos estariam em condições de reconhecer Jesus ressuscitado, e experimentar a comunhão com ele. Este era o primeiro passo a ser dado pelo discípulo no processo de concretizar sua fé no Senhor.

Oração
Espírito de paz, coloca, em meu coração, as disposições adequadas para que eu viva a comunhão com o Ressuscitado.

A distância não nos separou, a morte menos ainda!

Dom-Ricardo-50-anos

“Apesar do parentesco do sangue ter um grande valor, o laço da amizade é maior”. (Santo Agostinho, Carta, 84,4).

“A amizade que pode acabar nunca foi real” (São Jerônimo).

“A amizade é a mais perfeita realização da pessoa” (Santa Teresa de Jesus).

“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nestes santos exercícios” (São Francisco de Sales).

“A amizade consiste em um compromisso pleno da vontade em relação a outra pessoa, em vista do seu bem” (São  João Paulo II).

“A amizade cuja fonte é Deus, não se esgota jamais” (Santa Catarina de Sena).

“Eu não saberia viver sem amizades” (Santo Agostinho).

“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que as nossas almas fossem uma só em dois corpos” (Santo Agostinho).

O amor, matrimonial é exclusivo. O amor da amizade, para ser verdadeiro, tem que ser aberto a outras pessoas. A nossa consagração a Deus, com um amor exclusivo, não fecha as portas ao amor da amizade. E quem não vive o amor da amizade não consegue saborear a exclusividade de seu amor a Deus! A novidade da pregação de Jesus não foi a de amar os inimigos. Isto Já havia no Antigo Testamento. A novidade Evangelho foi a do amor de amizade: reconhecer o outro com seu nome, como uma pessoa única, irrepetível e insubstituível.

Quero partilhar com o leitor desta página, não a perda de um amigo, mas a graça de ter podido saborear uma amizade verdadeira, real, fiel e profunda com Dom Ricardo, ao longo de vinte e oito anos.

A amizade verdadeira acontece. Ela não é calculada. Ela é desinteressada. Ama-se na necessidade de se ver o amigo feliz, sem nada esperar em  troca. Na amizade verdadeira, os desajustes não atingem o cerne da amizade (Rogers).

Agradeço, pois, a Deus, ter permitido que eu pudesse conhecer mais de perto o coração e a mente de Dom Ricardo. Penso que eu não seria infiel a ele, ao colocar, aqui, algumas notas características de sua personalidade, sem querer colorir os fatos.

Sua alegria interior e permanente que se revelava em seu sorriso, como o de uma criança, desarmado, espontâneo e sereno. Assim ele apareceu em uma de suas últimas fotos que lhe fizeram, ainda no hospital. Essa alegria, penso, a recebeu da senhora sua Mãe, Dona Paula. Quando ela completou 100 anos, convidava os amigos para virem à festa de “seu primeiro centenário”! Participei da Missa em Ação de Graças. Ela havia ido ao salão, feito escova, etc., entrou sozinha na igreja com seus cabelos brancos prateados, com óculos sem aro, sem se apoiar em ninguém!

Uma bondade de coração, que por ser tanta, chegava às raias de um defeito. Ele não conseguia responder ou retrucar a uma  ofensa ou crítica que lhe fosse feita, quer em público quer em particular. Calava-se. Quando sozinho, depois, às vezes, chorava. E, sobretudo, não  guardava mágoas de quem quer que fosse. Houve quem abusasse de sua bondade. Mas ele limitava-se ao silêncio, não se justificava. Seu excesso de bondade, se assim o pudesse dizer, era incorrigível. Sofreu muito pelas consequências de tanta bondade!

Seu profundo espírito de fé que se revelava numa intensa vida de oração. Isso pude acompanhar melhor nas eucaristias que celebrávamos e nas orações do Breviário que fazíamos em nossos passeios e viagens.

Amava a Igreja, amava a Arquidiocese, gostava dos Padres, dos seminaristas. Gostava de estar com os padres. Lembrava, com alegria, histórias amenas e alegres do dia a dia de seus padres. Mas não os despreciava.

Não falava mal de ninguém. Mas tal atitude já é uma consequência da sua bondade de coração.

Era uma pessoa humilde. Viveu sem ambições de honras e cargos. Não se comparava com outros bispos ou com outras pessoas. Aceitava-se nas suas qualidades e era feliz em seu modo de viver.

Não pude partilhar com ele seus sentimentos na reta final de sua vida. Seu cérebro fora atingido. Mas, por tudo o que soube, a morte não o pegou de surpresa.

Agradeço a Deus por tê-lo conhecido e por ter saboreado a sua amizade.

Nesta madrugada de  Domingo de  Páscoa, Deus o libertou das limitações do tempo e da matéria para poder penetrar definitivamente na alegria sem limites da eternidade.

Agradeço a todos que, percebendo nossa grande amizade, me dirigiram palavras de conforto pela ausência  visível desse amigo! Deus os abençoe!

Dom João Bosco Óliver de Faria

Arcebispo Emérito de Diamantina – MG

Durante a oitava da Páscoa acontece a novena da Divina Misericórdia

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Novena à Divina Misericórdia

É tradição que a novena seja rezada, principalmente, antes da Festa da Misericórdia, iniciando na Sexta-feira da Paixão. “Em cada dia da novena, conduzirás ao meu coração um grupo diferente de almas e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai. Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que Tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás ao meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas.” A Novena é rezada junto com o Terço da Divina Misericórdia.

Primeiro dia

Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Segundo dia

Hoje traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.

Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Terceiro dia

Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o vosso Coração para com o Pai Celestial.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa bênção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quarto dia

Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quinto dia

Hoje traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os vossos bens e abusaram das vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.


Sexto dia

Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Sétimo dia

Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória.” Amém.


Oitavo dia

Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa Justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.


Nono dia

Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia… Amém. Diário 1210-1228

Quarta-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Lucas 24,13-35.

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Aleluia, aleluia, aleluia. 
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117) 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
24 13 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.
16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
17 Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?”
18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?”
19 Perguntou-lhes ele: “Que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.
20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.
22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;
23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.
24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram”.
25 Jesus lhes disse: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!
26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?”
27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.
29 Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia”. Entrou então com eles.
30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram mas ele desapareceu.
32 Diziam então um para o outro: “Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”
33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.
34 Todos diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão”.
35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: José Antonio  Pagola

ACOLHER A FORÇA DO EVANGELHO

Dois discípulos de Jesus vão-se afastando de Jerusalém. Caminham tristes e desolados. Quando O viram morrer na cruz, nos seus corações, apagou-se a esperança que tinham posto Nele. No entanto continuam a pensar Nele. Não o podem esquecer. Terá sido tudo uma ilusão?

Enquanto conversam e discutem sobre tudo o que viveram, Jesus aproxima-se e caminha com eles. No entanto, os discípulos não o reconhecem. Aquele Jesus em quem tinham confiado e que tinham amado com paixão parece-lhes agora um caminhante estranho.

Jesus junta-se à conversa. Os caminhantes escutam-No primeiro surpreendidos, mas pouco a pouco algo vai despertando nos seus corações. Não sabem exatamente o que lhes está sucedendo. Mais tarde dirão: «Não ardia o nosso coração enquanto nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?».

Os caminhantes sentem-se atraídos pelas palavras de Jesus. Chega um momento em que necessitam da Sua companhia. Não querem deixa-Lo partir:«Fica conosco». Durante o jantar abrir-se-ão os olhos e reconhecem-No. Esta é a grande mensagem deste relato: quando acolhemos Jesus como companheiro de caminho, as Suas palavras podem despertar em nós a esperança perdida.

Durante estes anos, muitas pessoas perderam a sua confiança em Jesus. Pouco a pouco converteu-se num personagem estranho e irreconhecível. Tudo o que sabem Dele é o que podem reconstruir, de forma parcial e fragmentada, a partir do que escutaram de pregadores e de catequistas.

Sem dúvida, a homília dos domingos cumpre uma função insubstituível, mas é claramente insuficiente para que as pessoas de hoje possam entrar em contacto direto e vivo com o Evangelho. Tal como se leva a cabo, ante um povo que há de permanecer mudo, sem expor as suas inquietudes, interrogações e problemas, é difícil que consiga regenerar a fé vacilante de tantas pessoas que procuram, por vezes sem o saber, encontrar-se com Jesus.

Não terá chegado o momento de instaurar, fora do contexto da liturgia dominical, um espaço novo e diferente para escutarmos juntos o Evangelho de Jesus? Porque não, reunirmos laicos e presbíteros, mulheres e homens, cristãos convictos e pessoas que se interessam pela fé, para escutar, partilhar, dialogar e acolher o Evangelho de Jesus?

Temos de dar ao Evangelho a oportunidade de entrar com toda a sua força transformadora em contacto direto e imediato com os problemas, crises, medos e esperanças das pessoas de hoje. Em breve será demasiado tarde para recuperar entre nós a frescura original do Evangelho. Hoje é possível. Isto é o que se pretende com a proposta dos Grupos de Jesus.

Oração
Espírito de otimismo, abre meus olhos para que eu perceba a presença do Ressuscitado junto de mim, e assim, reencontre a razão de viver.

NOTA PELO DIÁLOGO ACADÊMICO. Contra a intimidação e a censura promovida nas Universidades.

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A Arquidiocese de Belém do Pará emite a presente Nota Pública acerca de um caso de intimidações de ordem ideológica que vêm ocorrendo no âmbito da Universidade Federal do Pará (UFPA) em relação à aluna de Pós-Graduação Dienny Estefhani Magalhães Barbosa Riker e seu orientador, Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro, em função da dissertação de mestrado intitulada “O BEM HUMANO BÁSICO DO CASAMENTO NA TEORIA NEOCLÁSSICA DA LEI NATURAL: RAZÃO PRÁTICA, BEM COMUM E DIREITO”. Tomamos conhecimento que ambos estão sendo acusados erroneamente de defenderem no texto acadêmico acima mencionado, uma visão de matriz teorética-filosófica que estimularia o preconceito e a violência para Grupos com sensibilidades diversas.

A referida aluna do Programa de Pós-graduação em Direito da UFPA, Dienny E. M. B. Riker, teve o seu projeto de pesquisa, intitulado originalmente “Casamento: Sua Natureza Conjugal e Relevância para o Bem Comum”, aceito e aprovado pelo PPGD-UFPA, com a designação da orientação ao Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro. Depois de dois anos de pesquisa, o seu trabalho foi qualificado segundo as normas em vigor, em agosto de 2017.

Em março de 2018, foi feito pela mestranda o depósito da dissertação “O Bem Humano Básico do Casamento na Teoria Neoclássica da Lei Natural: Razão Prática, Bem Comum e Direito”, com defesa marcada e aprovada pelo PPGD-UFPA para o dia 4 de abril de 2018.

Alguns movimentos sociais ao tomarem consciência da existência do referido trabalho de pesquisa acadêmica e de seu conteúdo, começaram a organizar uma série de protestos nas redes sociais e no próprio campus da UFPA, com o escopo de desqualificar o referido trabalho acadêmico acusando-o de ser uma “pesquisa não científica de caráter religioso”, cujo conteúdo seria ameaça aos Direitos Humanos, o que violaria o regimento do PPGD-UFPA.

Em defesa da inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença (art. 5º, inciso VI, da CF/88), e da Universidade pública como lugar democrático e plural de formação, de pesquisa e de debate acadêmico-científico, assim sendo, a Arquidiocese de Belém do Pará repudia a todo tipo de movimento que vise intimidar, limitar ou censurar qualquer tipo de atividade intelectual-científica, apenas pelo fato de estar virtualmente ligada a uma tradição filosófica ou religiosa que contrarie o interesse de um determinado grupo descontente com o seu conteúdo científico. Tal fato, se comprovado, constitui um grave desrespeito aos direitos constitucionais da discente e do docente em questão, um ato de intolerância radical e violenta contra a liberdade de pesquisa e de expressão que devem nortear o espírito de uma Universidade, uma iniciativa que não contribui para a construção de uma sociedade baseada no respeito, na tolerância e na paz.

Seria muito mais proveitoso para a Universidade e para a sociedade, que as discordâncias de matriz filosófica, científica ou religiosa, se tornassem não um espaço para a violência e a desordem, mas a oportunidade para um autêntico, honesto e claro debate sobre a matéria em questão. Deste modo, pelo diálogo respeitoso, na busca da verdade pelos melhores argumentos, e não pela violência verbal, moral ou física, estaremos contribuindo para uma autêntica cultura de diálogo e de respeito pelas diferenças.

Belém do Pará, 02 de Abril de 2018

ARQUIDIOCESE DE BELÉM DO PARÁ
Assessoria de Comunicação Social

Terça-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: João 20,11-18.

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, 20 11 entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”.
14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
15 Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.
16 Disse-lhe Jesus: “Maria!” Voltando-se ela, exclamou em hebraico: “Rabôni!” (que quer dizer Mestre).
17 Disse-lhe Jesus: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.
18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte:www.domtotal.com

NÃO ME RETENHAS!

A cena comovente do encontro de Maria de Mágdala com Jesus evidencia a mudança de relacionamento entre o discípulo e o Mestre, operada a partir da ressurreição. A nova condição de Jesus exigia um novo tipo de relacionamento.
Maria expressou o carinho que nutria por Jesus nos vários detalhes de seu comportamento. A notícia do desaparecimento do corpo do Senhor deixou-a perplexa. Com isso, perdia um sinal seguro da presença do amigo querido, mesmo reduzido a um cadáver. Sem ele, não teria um lugar preciso ao qual se dirigir quando quisesse prantear a perda irreparável do amigo. Por isso, mesmo que todos tivessem se afastado, ela permaneceu sozinha, à entrada do túmulo, chorando.
Seu diálogo com os anjos ocorreu de maneira espontânea, sem ela se dar conta de estar falando com seres celestes. Só lhe importava saber onde puseram “o meu Senhor”. Da mesma forma aconteceu o diálogo com o Ressuscitado. Num primeiro momento, Maria pensou tratar-se de um jardineiro. Demonstrando uma admirável fortaleza de ânimo mostrou-se disposta a ir, sozinha, buscar o cadáver do Mestre para recolocá-lo no sepulcro. Tão logo reconheceu a voz do Mestre, tentou agarrar-se a ele. Ele, porém, exortou-a a mudar de comportamento. Doravante, o sinal de amizade que o Senhor queria dela era que se tornasse missionária da ressurreição. Já se fora o tempo em que podia tocá-lo fisicamente.

Oração
Pai, ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da ressurreição.

 
 

Celebração Pascal das Alegrias de Nossa Senhora

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ALEGRIAS DE NOSSA SENHORA

Como forma análoga às Dores de Maria, propomos a celebração pascal das Alegrias de Nossa Senhora, considerando toda a vida da Virgem, desde o anúncio da Encarnação de Jesus até sua glorificação como Rainha do céu como um caminho de fé e de alegria: caminho articulado exatamente em sete “estações”, correspondentes às “sete alegrias” da Mãe do Senhor.  

PRES: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

PRES: “Alegrai-vos, Virgem e Mãe!

Todos: Porque Cristo ressurgiu do sepulcro, como disse! Aleluia!

Canto de acolhida da Imagem de Nossa Senhora

PRES: Vinde, Espírito Santo,

 

PRIMEIRA ALEGRIA

ANUNCIAÇÃO DO ANJO

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Do Evangelho de São Lucas: “Alegra-te, Cheia de graça, o Senhor está contigo. Encontrastes graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um Filho, a quem chamarás Jesus”. 

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

LEITOR 2: A alegria deve fazer parte da identidade do cristão, pois, assim como com Maria, o Senhor está sempre conosco. Se o Senhor é nossa luz e salvação, se Ele é a proteção de nossa vida, de que teremos medo?  Perante quem tremeremos? Com a vinda de Deus para o nosso meio, a vida humana descobriu infinitos motivos para a alegria, muito mais do que para a tristeza! Vivamos na alegria e na graça de nosso Deus e Senhor.

(Após alguns instantes de silêncio, reza-se uma ou sete Ave-Maria, concluindo com a seguinte oração e canto)

PRES: Oremos. Ó Deus, que pela anunciação do anjo quisestes que vosso Filho se encarnasse no seio da Virgem Maria, concedei-nos o auxílio de sua intercessão, pois cremos e professamos que ela é a mãe de Deus. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

SEGUNDA ALEGRIA

SAUDAÇÃO DE ISABEL

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse. Aleluia!

LEITOR 1: Do Evangelho de São Lucas: “E, repleta do Espírito Santo, Isabel exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Feliz aquela que acreditou, pois será cumprido tudo aquilo que Senhor lhe prometeu’”.                                                                                                        

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.                          

LEITOR 2: Após a Ressurreição, Jesus também dirá a Tomé: “Acreditaste porque me viste, Tomé? Felizes serão aqueles que acreditarem sem terem visto!”. Fazemos parte da bem-aventurada geração que, seguindo o exemplo de Maria, busca crer nas promessas do Senhor. Ele prometeu nunca nos abandonarmos. Que a experiência da alegria de tê-lo junto a nós nos impulsione a irmos ao encontro de nossos irmãos, levando Jesus Cristo ao mundo. 

PRES: Oremos. Ó Deus, salvador dos homens, que pela Virgem Maria, arca da Nova Aliança, trouxestes à casa de Isabel a salvação e a alegria, concedei que obedecendo à inspiração do Espírito, possamos levar Cristo a nossos irmãos e gloriar-vos com nossos louvores e nossa santidade de vida. Por Cristo, nosso Senhor.  Amém.

TERCEIRA ALEGRIA

NASCIMENTO DE JESUS

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Do Evangelho de São Lucas: “Estando José e Maria em Belém, completaram-se os dias para o parto e ela deu à luz um filho primogênito, envolveu-o em faixas e reclinou-o numa manjedoura. Maria, contudo, meditava todas estas coisas em seu coração”.  

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

LEITOR 2: “Eis que vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor”. Jesus nasceu em nossa Terra, e aonde ele chega, tudo se transforma: o sofrimento se transforma em esperança, a tristeza em alegria, o luto em vida! Seguindo os passos de Maria, abramos nosso coração ao Salvador para que Ele encontre digna morada em nós e nos transfigure com a luz de seu nascimento, de sua vida, morte e ressurreição gloriosa.

PRES: Oremos. Ó Deus, cujo Filho tendo deixado o céu, Santa Maria o concebeu antes na mente do que em seu seio, concedei que o mesmo Cristo, recebido por nós pela fé, seja manifestado por dignas obras de justiça. Por Cristo, nosso Senhor.  Amém.

 

QUARTA ALEGRIA

RESSURREIÇÃO DO SENHOR

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Do Evangelho de São Mateus: “Vinde ver o lugar onde Ele estava. Ide já contar aos discípulos que Ele ressuscitou dos mortos e que vos precede na Galiléia. Ali vós o vereis”. Elas, partindo depressa do túmulo, com medo e grande alegria, correram a anunciar aos seus discípulos.

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

LEITOR 2: A ressurreição é a mais estupenda novidade acontecida na história humana: Deus se faz homem para ser um de nós e, assim morrendo, derrotar a morte e renovar a vida! Nossa vida e nossa história tem futuro. Não podemos nos conformar com o pecado e com a morte, mas acreditemos que nosso Salvador está vivo para nos oferecer a verdadeira alegria da vida plena..

PRES: Oremos. Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos, por sua mãe, a Virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.  Amém.

       

 QUINTA ALEGRIA  PENTECOSTES

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Dos Atos dos Apóstolos: “Os Apóstolos eram unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais, Maria, a mãe de Jesus”.  

 Palavra do Senhor.    Graças a Deus!

LEITOR 2: Foi o Espírito Santo de Deus que santificou plenamente o ser de Maria para que pudesse se tornar a mãe do Senhor. Foi o Espírito Santo de Deus que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos. Foi o Espírito Santo de Deus que encheu os apóstolos de santa coragem e destemor para que pudessem espalhar para os quatro cantos do mundo a alegria da ressurreição e da vida nova. Vinde Espírito Consolador, e ilumine nossa vida. Faz de nós homens e mulheres renovados!

 PRES: Oremos. Ó Deus, que comunicastes o Espírito Santo aos vossos apóstolos a orar com Maria Mãe de Jesus, concedei-nos, por sua intercessão, servir fielmente à vossa majestade e difundir pela palavra e pelo exemplo a glória de vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

SEXTA ALEGRIA  

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Do salmo de Davi: “A vossa direita se encontra a Rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir. Em vestes vistosas ao rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo, entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

LEITOR 2: Ao fim de sua existência terrena, entre cantos de festa e com grande alegria, Maria ingressa no palácio real, na Jerusalém celeste, no céu. Um dia chegará também a nossa vez de, igualmente com o coração radiante de júbilo nos apresentarmos ao nosso justo e misericordioso Juiz. Que este santo dia nos encontre preparados para o definitivo encontro com o Senhor a quem aqui buscamos entre os véus da fé. Enquanto vivemos neste mundo, busquemos as coisas do alto, pois só elas, com todas as suas exigências, nos dão a verdadeira alegria.

PRES: Oremos. Ó Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.  Amém.

 

SÉTIMA ALEGRIA

COROAÇÃO DE MARIA

PRES: Alegrai-vos e exultai ó Virgem Maria, Aleluia! TODOS: Pois o Senhor Ressuscitou como disse, Aleluia!

LEITOR 1: Do Apocalipse de São João: “Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher, vestida com o sol, tendo as luas sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de 12 estrelas…”.

Palavra do Senhor. TODOS: Graças a Deus.

LEITOR 2: A verdadeira coroa dos pais são seus filhos. As estrelas que ornam a coroa de Maria deverão ser cada um de nós que a admiramos com amor filial. Seguindo o ensinamento da Mãe do Senhor, realizando tudo aquilo que Jesus nos mandar, seremos felizes aqui na terra como também um dia lá no céu. Que nossa terna mãe nos acompanhe no peregrinar desta vida, para que entre as dores e as angústias, as alegrias e as esperanças, possamos andar juntos no caminho do Reino definitivo.

(Após alguns instantes de silêncio, reza-se uma ou sete Ave-Maria. Pode-se, neste instante, proceder à coroação da imagem de Maria, com algum canto apropriado, seguida da seguinte oração:)

PRES: Oremos. Ó Deus, que designastes a mãe de vosso Filho como nossa mãe e rainha, concedei bondoso que, apoiados em sua intercessão, consigamos no reino celeste a glória de filhos vossos.  Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

CONCLUSÃO DA ORAÇÃO

PRES: Celebrando a gloriosa ressurreição de teu Filho, louvamos-te Maria, portadora do Verbo Humanado. Recebas pois, nossa humilde homenagem: TODOS: A ti, Maria, como a um general invencível, nossos cantos de vitória!  A ti, que nos livrastes de nossos males, oferecemos os nossos cantos de reconhecimento!  Pois que tens uma força invencível, livrai-nos de toda a espécie de perigos, a fim de que te aclamemos: Ave, Virgem e Mãe!

PRES: Que o Senhor nos abençoe e nos acompanhe, Ele que é Pai, e Filho e Espírito Santo.

TODOS: Amém.

PRES: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado.

TODOS: Para sempre seja louvado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Segunda-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Mateus 28,8-15.

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos.
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.


Naquele tempo, 28 8 as mulheres se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos.
9 Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “Salve!” Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés.
10 Disse-lhes Jesus: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão”.
11 Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes.
12 Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes:
13 “Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis.
14 Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades”.
15 Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte: www.domtotal.com

UMA FALSA EXPLICAÇÃO

Os judeus adeptos da sinagoga divulgaram falsas explicações a respeito da ressurreição de Jesus no contexto da controvérsia com os cristãos. Foram tentativas de esvaziar o elemento central da fé cristã, reduzindo ao descrédito tudo quanto se dizia a respeito do Senhor. Com isto, buscava-se dar um xeque-mate no que se configurava como uma nova seita no interior do judaísmo.
Uma falsa explicação consistiu em dizer que os discípulos haviam roubado o corpo de Jesus, num momento de descuido dos soldados romanos que vigiavam o sepulcro. O túmulo vazio, portanto, resultava de uma fraude grosseira.
Os cristãos rebateram tal acusação. Os soldados prestaram-se para mentir, grosseiramente, por terem sido subornados. O dinheiro fê-los ocultar a verdade e propagar uma reconhecida mentira!
Ao rebater a falsa acusação, os cristãos tornavam seus acusadores testemunhas do evento maravilhoso acontecido com Jesus. Eles sabiam que o corpo do Mestre não se encontrava mais no sepulcro, embora desconhecessem como isto acontecera. Também desconheciam as reais dimensões do que se passara. Tinham apenas consciência de não terem tirado o corpo de Jesus do sepulcro. Faltava-lhes ainda saber que tinha sido o Pai quem o ressuscitara.

Oração
Pai, faze-me compreender que a ressurreição de Jesus é obra do teu amor por ele e por toda a humanidade.

 
 

Sexta feira Santa. Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Evangelho do dia: (João 18,1-19,42)

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Jesus Cristo se torno obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8s).

N: Narrador
P: Presidente
G: Grupo ou assembléia
L: Leitor 

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.
N: Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2 Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3 Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4 Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes:
P: A quem buscais?
N: 5 Responderam:
G: A Jesus de Nazaré.
N: Jesus respondeu:
P: Sou eu.
N: Também Judas, o traidor, estava com eles. 6 Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7 Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
P: A quem buscais?
N: Disseram:
P: A Jesus de Nazaré.
N: 8 Replicou Jesus:
P: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
N: 9 Assim se cumpriu a palavra que disse: “Dos que me deste não perdi nenhum”. 10 Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:
P: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
N: 12 Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. 15 Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém 16 Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17 A porteira perguntou a Pedro:
L: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?
N: Respondeu Pedro:
L: Não o sou.
N: 18 Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19 O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20 Jesus respondeu-lhe:
P: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21 Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
N: 22 A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus:
P: 23 Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
N: 24 Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
G: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?
N: Pedro negou:
L: Não!
N: 26 Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
L: Não te vi eu com ele no horto?
N: 27 Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28 Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29 Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
L: Que acusação trazeis contra este homem?
N: 30 Responderam-lhe:
G: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
N: 31 Disse, então, Pilatos:
L: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.
N: Responderam-lhe os judeus:
G: Não nos é permitido matar ninguém.
N: 32 Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. 33 Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: És tu o rei dos judeus?
N: 34 Jesus respondeu:
P: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
N: 35 Disse Pilatos:
L: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
N: 36 Respondeu Jesus:
P: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
N: 37 Perguntou-lhe então Pilatos:
L: És, portanto, rei?
N: Respondeu Jesus:
P: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
N: 38 Disse-lhe Pilatos:
L: O que é a verdade?
N: Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
L: Não acho nele crime algum. 39 Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
N: 40 Então todos gritaram novamente e disseram:
G: 19 1 Não! A este não! Mas a Barrabás!
N: Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3 Aproximavam-se dele e diziam:
G: Salve, rei dos judeus!
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
L: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
N: 5 Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
L: Eis o homem!
N: 6 Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
G: Crucifica-o! Crucifica-o!
N: Falou-lhes Pilatos:
L: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
N: Responderam-lhe os judeus:
G: 7 Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
N: 8 Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
L: De onde és tu?
N: Mas Jesus não lhe respondeu. 10 Pilatos então lhe disse:
L: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
N: 11 Respondeu Jesus:
P: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
N: 12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
G: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
N: 13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14 Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
L: Eis o vosso rei!
N: 15 Mas eles clamavam:
G: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!
N: Pilatos perguntou-lhes:
L: Hei de crucificar o vosso rei?
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: Não temos outro rei senão César!
N: 16 Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. 17 Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18 Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”. 20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: Não escrevas: “Rei dos judeus”, mas sim: “Este homem disse ser o rei dos judeus”.
N: 22 Respondeu Pilatos:
L: O que escrevi, escrevi.
N: 23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24 Disseram, pois, uns aos outros:
G: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será.
N: Assim se cumpria a Escritura: “Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica”. Isso fizeram os soldados. 25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
P: Mulher, eis aí teu filho.
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: Eis aí tua mãe.
N: E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28 Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
P: Tenho sede.
N: 29 Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30 Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
P: Tudo está consumado.
N: Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.

VOCÊ TAMBÉM JÁ FOI ALCANÇADO (A)

Reflexão Padre Paulo Mazzi

Adoração da Cruz. Palavra de Deus: Isaías 52,13 – 53,12; Hebreus 4,14-16; 5,7-9; João 18,1 – 19,42.

            A ciência e a tecnologia nos prometem um mundo e um futuro sem dor, um mundo e um futuro onde não haverá mais acidentes (tudo será controlado por computadores, inclusive os carros), onde as doenças não serão apenas curadas, mas mesmo impedidas de se manifestarem, graças à manipulação genética. Sonha-se com um mundo e um futuro onde – quem sabe – a própria morte será eliminada! No entanto, o mesmo ser humano que busca formas de não sofrer e de não morrer, produz sofrimento e morte; o mesmo ser humano que sente repulsa da cruz produz situações de cruz para si mesmo e para o seu semelhante.

            A liturgia desta tarde de sexta-feira santa nos coloca diante da Cruz. Ela não é um símbolo inofensivo. Na verdade, a Cruz sempre provoca uma reviravolta em nossa maneira de compreender Deus e a própria vida. Ela nos lembra que os caminhos que Deus usa para nos salvar são muito diferentes do que aqueles que imaginamos. Além disso, quando pensamos que o sentido da nossa vida está em ter sempre boa saúde, superar todas as dificuldades, obter todas as respostas, resolver todos os problemas e sermos bem sucedidos em tudo o que fazemos, a Cruz fere o nosso orgulho e abate a nossa autossuficiência, nos lembrando de que nenhum ser humano se salva por sua própria força.

Mas há um lado positivo em tudo isso. Ao derrubar nosso orgulho e nossa autossuficiência no chão, ao desmontar os nossos esquemas, a Cruz nos faz enxergar que até mesmo quando fracassamos aos olhos dos homens, até mesmo quando descemos no mais fundo do poço, justamente ali pode ser dar a nossa redenção, a nossa cura, a nossa salvação. Como escreveu o Pe. Amedeu Cencini, “desde que Cristo morreu na cruz, toda situação, inclusive a mais frágil e trágica ou a aparentemente falimentar e maldita, pode tornar-se lugar e causa de salvação”. Desde que Cristo sofreu e morreu na cruz, toda dor que você sofre e toda morte que você enfrenta podem se tornar experiências de redenção, de cura e de salvação para você e para a humanidade.

Nesta tarde, nós não olhamos apenas para a Cruz, mas, sobretudo, para o Crucificado: “Tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse” (Is 53,2). Porque somos influenciados pela cultura da aparência, nós desviamos o olhar de tudo o que é feio, de tudo o que nos lembra fraqueza, imperfeição, dor, envelhecimento e morte. Mas o Crucificado nos ensina que também fazem parte da vida o deficiente, o fraco, o imperfeito, aquilo que consideramos feio, desprezível e sem importância. Se nós queremos ser curados, precisamos aprender a ouvir as nossas feridas, e não fazer de conta que elas não existem. Se nós queremos um mundo melhor, precisamos ouvir o grito dos crucificados, e não ignorá-los.

  O Crucificado “era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos… A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,3.4). A verdade é que nós achamos que o sofrimento do outro é problema dele e não nosso. A verdade é que nós sempre achamos que as coisas ruins podem acontecer com os outros, nunca conosco. A verdade é que nós esperamos que Deus “funcione” para nós como blindagem diante de todo tipo sofrimento. A verdade é que nós, muito diferente de Jesus, procuramos afastar de todas as maneiras o cálice da dor, esquecendo-nos de que este cálice pode contar o remédio amargo para nos curar, a correção necessária para nos resgatar e nos devolver ao caminho da justiça, da santidade e da salvação. A verdade é que muitos de nós estamos criando as futuras gerações num mundo de mentiras, onde não há dor, nem luta, nem sacrifício, nem frustração, nem morte, um mundo onde tudo é fácil: basta fazer manha, fazer chantagem, fazer corpo mole, e as dificuldades desaparecerão.

            Ao profetizar a sua morte de cruz, Jesus havia dito: “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32). O que nos atrai para o Crucificado é a sua atitude de recolher em si toda dor, todo sofrimento, toda morte, e entregar tudo ao Pai, o único que pode transformar a dor em alegria, a morte em vida. O que nos atrai para o Crucificado é reconhecê-Lo como o Divino Pontífice, a ponte que foi estendida entre o céu e a terra, para reconciliar o homem com Deus. Havia um abismo que separava a humanidade de Deus (cf. Is 59,1-2), mas sobre este abismo foi deitada a Cruz do Crucificado. Por isso, o autor da carta aos Hebreus nos convida: “Permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas… Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça,  para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno” (Hb 4,14-16).

            A Cruz tornou-se para nós o trono da graça, porque Aquele que nela esteve crucificado agora está vivo e ressuscitado diante do Pai, intercedendo por nós dia e noite (cf. Hb 7,24-25). Ainda que, como Ele, nós às vezes nos sintamos como um vaso despedaçado pelo sofrimento, podemos dirigir confiantemente nossa oração ao Pai, como Jesus mesmo rezou: “A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão!” (Sl 31,15-17).

                Ao finalizar esta reflexão, podemos nos perguntar: qual é o alcance da Cruz de Cristo? Por quem Ele morreu? Quem a sua morte redimiu? Sabemos que Ele morreu por todos, para reunir todos os filhos de Deus dispersos pela terra (cf. Jo 11,52). Todo ser humano está salvo pela Cruz de Cristo porque todo ser humano foi “alcançado” pela redenção realizada na Cruz. Foi isso que o apóstolo Paulo compreendeu, ao declarar: “eu também já fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl 3,12). Uma vez que nós todos fomos alcançados pela força redentora da Cruz de nosso Senhor Jesus, que possamos viver com a mesma disposição de fé e a mesma consciência que o apóstolo Paulo viveu: “Tudo considero como algo sem valor em comparação ao conhecimento de Jesus Cristo. Quero ganhar a Cristo e ser achado nele. Quero conhecê-lo, conhecer o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição de entre os mortos” (Fl 3,8-11).

Quinta feira Santa. Missa da Ceia do Senhor.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Quinta-feira Santa.

Peçamos ao Senhor para sermos envolvidos também nós, nesta tarde-noite, completamente na celebração, para que possamos oferecer os nossos corpos, como dizia S. Paulo, “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Este é o culto que nos é pedido: oferecer os nossos corpos, para que pelo menos em algum momento, em algum espaço, em algum âmbito de nossa vida, a ação de Deus possa tornar-se amor até o fim.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.

  1. Agenor Sbaraini, CS

Missa da Ceia do Senhor.

Palavra de Deus: Êxodo 12,1-8.11-14; 1Coríntios 11,23-26; João 13,1-15.

 

Evangelho do dia: (João 13,1-15)

Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.

Eu vos dou este novo mandamento, nova ordem agora vos dou, que, também, vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, diz o Senhor (Jo 13,34).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

13 1 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.
2 Durante a ceia, – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -,
3 sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,
4 levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela.
5 Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.
6 Chegou a Simão Pedro. “Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!”
7 Respondeu-lhe Jesus: “O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve”.
8 Disse-lhe Pedro: “Jamais me lavarás os pés!” Respondeu-lhe Jesus: “Se eu não tos lavar, não terás parte comigo”.
9 Exclamou então Simão Pedro: “Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça”.
10 Disse-lhe Jesus: “Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!”
11 Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: “Nem todos estais puros”.
12 Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: “Sabeis o que vos fiz?
13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
14 Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.
15 Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós”.
Palavra da Salvação.

 

 

DISCÍPULOS DO CORDEIRO

Reflexão de P. Paulo Mazzi

 

            A liturgia desta noite nos fala da preparação de duas páscoas: a páscoa do Antigo Testamento, quando o Senhor Deus passou pela terra do Egito e convidou seu povo (Israel) a fazer a passagem da escravidão para a liberdade, e a Páscoa do Novo Testamento, quando Jesus abraçou a sua hora de passar deste mundo para o Pai, oferecendo a todos os que n’Ele creem a possibilidade de passarem da morte para a vida. Duas páscoas muito diferentes, mas com um personagem central comum a ambas: o cordeiro.  

            Na páscoa do Antigo Testamento, Deus ordenou às famílias dos hebreus: “Cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa” (Ex 12,3). “Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes” (Ex 12,7). “E comereis às pressas, pois é a Páscoa do Senhor, isto é, a ‘passagem’ do Senhor! Naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei todos os primogênitos” (Ex 12,11-12). O pano de fundo dessa atitude de passar o sangue do cordeiro nas portas das casas vem de uma prática muito antiga dos pastores que, ao terem que percorrer os campos com seus rebanhos, sacrificavam um cordeiro e levavam um pouco do seu sangue à frente, como que abrindo o caminho, na esperança de que esse sangue afugentasse algum tipo de praga que pudesse ferir o rebanho de morte.

            O sangue que os hebreus passaram nas portas de suas casas recordava, antes de mais nada, o sangue de inúmeros hebreus que o Egito derramou, por meio da escravidão, de trabalhos forçados, de violência e de morte, para impedir que se multiplicasse e crescesse (cf. Ex 1,8-16). Mas esse sangue já remetia para o sangue de Jesus na cruz, o verdadeiro Cordeiro que morreria para reunir todos os filhos de Deus dispersos (cf. Jo 11,52). O fato é que o sangue nas portas das casas tornou-se um sinal de proteção para os hebreus: “O sangue servirá de sinal nas casas em que estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito” (Ex 12,13).

            Diante da páscoa do Antigo Testamento, nós precisamos nos perguntar: quais são as pragas que hoje ameaçam exterminar nossas crianças e nossos jovens? Quais são as pragas que podem exterminar o casamento, a família, as escolas, nossas cidades, nosso mundo? Qual sinal precisamos ter em nossa casa para que o espírito maligno reconheça que pertencemos a Deus e não atente contra nós? Mais do que as portas das nossas casas, é a porta da nossa consciência que precisa ser assinalada com o sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, sangue que é expressão do seu amor por nós: “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Quando nos dispomos a amar até o fim aqueles ou a missão que o Senhor nos confiou, o espírito exterminador não encontra espaço para se alojar em nós.

            Deus havia dado uma ordem aos hebreus: “Este dia… haveis de celebrar, por todas as gerações, como uma memória perpétua” (Ex 12,14). Enquanto o povo de Israel se preparava para celebrar a páscoa, Jesus começou a preparar a “sua” Páscoa: “Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). Antes de seu corpo ser doado e seu sangue ser derramado na cruz, “o Senhor Jesus tomou o pão (…), partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em minha memória’. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em memória de mim’ (1Cor 11,25).

            A Páscoa que Jesus celebra com seus discípulos é infinitamente superior à páscoa do Antigo Testamento, pois ele é o Cordeiro que se oferece livre e conscientemente para a salvação não só do povo de Israel, mas de toda a humanidade. Enquanto inúmeros cordeiros morreram sem saberem o porquê, ao longo dos séculos, Jesus é o Cordeiro que decide livremente nos amar até o fim, tornando-se “corpo doado e sangue derramado” em favor da nossa salvação. Seu sangue é um sangue consciente, e justamente por isso, capaz de operar a redenção eterna, como está escrito: “não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna” (Hb 9,12).

            Agora a pouco, cantávamos no salmo: “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor”. A nossa comunhão com o sangue do Senhor significa a nossa comunhão com o seu amor que ama até o fim, uma comunhão que nos convida a fazer de nós mesmos “hóstias vivas”, homens e mulheres que façam da sua existência uma “vida para”, cristãos que se tornem “corpo doado e sangue derramado”, para a salvação da humanidade. Foi por isso que Jesus, na última Ceia, realizou o lava-pés, como acabamos de ouvir no Evangelho: Ele “levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido” (Jo 13,4-5). Ao final desse gesto, disse aos discípulos: “Se eu, o Senhor e mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,14-15).

            Nós, cristãos, somos discípulos do Cordeiro; somos cordeiros vivendo no meio de lobos (cf. Lc 10,3), cordeiros chamados a não se corromperem em lobos como forma de sobrevivência, mas a testemunharem a vitória do Cordeiro que, depois de ter sido sacrificado na cruz, encontra-se agora em pé, à direita do trono de Deus, ressuscitado e vitorioso (cf. Ap 5,6); somos cordeiros chamados a oferecer o nosso sangue, no sentido de trabalhar e lutar pela redenção da humanidade, ajudando a poupar inúmeras casas, famílias, pessoas, doe todo tipo de espírito exterminador; enfim, somos cordeiros que nesta noite de preparação para a Páscoa se alimentam do Corpo e do Sangue do nosso Pastor, proclamando a sua morte redentora em favor da humanidade, até que Ele venha para realizar a Páscoa definitiva conosco (cf. 1Cor 11,26).