12 de janeiro. 2º Dia da Novena a São Sebastião. Evangelho do dia: Marcos 2,1-12

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Discípulas e discípulos de Jesus,
O Senhor está no meio de nos!
A «palavra», em Jesus, consiste em «falar» e em «fazer». Por isso, as curas realizadas por Jesus são «palavra». Marcos, depois de nos dizer que Jesus «anunciava a palavra» (v. 2), oferece-nos um exemplo plástico dessa «palavra atuante».
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (Marcos 2,1-12)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
2 1 Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava em casa.
2 Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía.
3 Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens.
4 Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico.
5 Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: “Filho, perdoados te são os pecados.”
6 Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros:
7 “Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?”
8 Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito em seus íntimos pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações?
9 Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?
10 Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho dó homem sobre a terra (disse ao paralítico),
11 eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa.”
12 No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o leito, foi-se embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante.”
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

O PODER DA FÉ

Os gestos poderosos realizados por Jesus pressupunham a fé por parte de quem se beneficiava deles. Não eram gestos mágicos, cujos efeitos independiam da liberdade humana. Antes, fluíam de uma relação com Jesus, onde o amor se manifestava em forma de misericórdia.
Jesus defrontou-se com muitas pessoas cujas expressões de fé o sensibilizavam. A fé do homem carente de cura para sua paralisia e de seus ajudantes foi claramente observada por Jesus. Ela não foi expressa com palavras, mas se escondeu atrás da sucessão de gestos que os fizeram chegar até Jesus. A fé os moveu a procurar Jesus como única possibilidade de solução para aquela grave doença. Levou-os a recorrer a um caminho difícil e perigoso para atingir seu objetivo. Deu ao doente uma certeza tal no poder de Jesus, a ponto de não hesitar em cumprir a ordem recebida, levantando-se e indo embora carregando o leito onde jazia. Na raiz do milagre, portanto, estava uma fé entranhada em Jesus.
Muitos, ao contemplarem o milagre, puseram-se a louvar a Deus que ofereceu à humanidade um dom tão excelente. Os milagres, todavia, tinham um objetivo mais radical: levar ao reconhecimento de Jesus como Filho de Deus. Em outras palavras, eles visavam suscitar a fé em Jesus e o seu seguimento.

Oração
Senhor Jesus, suscita no meu coração uma fé profunda em ti que me faça capaz de experimentar a grandeza de tua misericórdia.

Segundo Dia, reflexão: São Sebastião, testemunha de caridade. Sebastião, feito cristão pelo batismo, começou a ser, em Roma, entre muitos coirmãos na fé, vivo testemunho de caridade. Dizem os historiadores que, como conseqüência das perseguições, eram então numerosos os prisioneiros e os que se tornavam pobres porque o governo seqüestrava os seus bens. Sebastião deu-se ao intenso exercício da caridade, visitando os encarcerados e confortando-os, encorajando-os e ajudando os que foram atingidos pela pobreza. Muito antes, pois, de dar o testemunho do martírio, Sebastião dava perante todos o testemunho da caridade. Hoje em dia são muitas pessoas marginalizadas e desempregadas. É, certamente, a nova legião de sofredores mais característica de nossos dias. Só a caridade dos verdadeiramente cristãos poderá socorre-los, ampara-los e estimulá-los. São Sebastião se apresenta, assim como modelo e exemplo que devemos imitar. E, certamente também, como intercessor no céu, por aqueles que sofrem entre nós privações e falta de conforto. Peçamos a nosso santo resignação para os que sofrem e coragem para sermos todos testemunhas da caridade fraterna.

Oração: Ó glorioso Santo, que nos legais tão belo exemplo de coragem e caridade, nós vos pedimos que nos alcanceis de Deus o amparo para os pobres e marginalizados, e, para todos os cristãos, particularmente para nós que vos reverenciamos nesta novena, a graça do andor na caridade e da comiseração para com os sofredores. Por Cristo nosso Senhor, na unidade do espírito Santo. Amém. Pai-nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai. São Sebastião, rogai por nós !

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11 de janeiro. 1º dia da Novena à São Sebastião.

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São Sebastião era um soldado romano que foi martirizado por professar e não renegar a fé em Cristo Jesus. Sua história é conhecida somente pelas atas romanas de sua condenação e martírio. Nessas atas de martírio de cristãos, os escribas escreviam dando poucos detalhes sobre o martirizado e muitos detalhes sobre as torturas e sofrimentos causados a eles antes de morrerem. Essas atas eram expostas ao público nas cidades com o fim de desestimular a adesão ao cristianismo.

Bendito de São Sebastião

  1. A ti santo, hoje damos louvores, grande mártir, são Sebastião. Que da morte afrontaste os horrores,\: indo à gloria reinar em Sião.
  1. Protetor desta terra querida, livrai-nos dos flagelos mortais. Dai-nos paz pura e santa vida, \: para a glória gozar imortais.
  1. Tu, válido dos reis deste mundo, não te deixas da honra embair. Antes dar-lhe o desprezo profundo,\: para a glória do céu possuir.
  1. Vindo à hora das lutas tremendas, então mostra teu grande valor. Nem a dor nem as penas atentas,\: para a glória gozar do Senhor.
  1. Oh meu santo, se és verdade eterna, que coroa terás que vencer, belo trono na casa paterna,\: grande glória foste receber.
  1. Três batalhas tremendas vencestes: a abastança, a grandeza e o prazer. Três triunfos que cá merecestes,\: tríplice glória que sempre hás de ter.
  1. Duras setas em ti cravaram, a teu corpo ferindo mortal. Mas ao invés da morte que te deram,\: foi à glória, a coroa imortal.
  1. Grande santo alcança-me da glória força contra as más inclinações. De mim mesmo constante vitória, \: a vitória de minhas paixões.
  1. Tuas setas sagradas derribem de minha alma, inimigos cruéis, que invisíveis ferir-me pretendem,\: e da glória furtar-me os lauréis.
  1. Deste mundo em que vivo, os perigos dá-me sempre eu feliz evitar. Põe minha alma em seguros abrigos,\: até na glória sem fim descansar.

São Sebastião, testemunho de fé. Ao iniciar hoje os festejos deste glorioso Santo, coloque-nos diante dele como um exemplo vivíssimo de fé. Ele foi cristão nos tempos do Imperador Diocleciano em Roma. Viveu em tempos de perseguição. Muitos foram presos, degredados e mortos, em Roma, por causa de Jesus Cristo. Naqueles tempos não era fácil ser cristão. São Sebastião era Capitão da Guarda do Imperador. Mesmo conhecendo melhor que todos o risco que ia correr, pediu para ser admitido como cristão. Passou pelo catecumenato, foi instruído sobre os compromissos de fé, e recebeu, conscientemente o batismo. Hoje não corremos risco por sermos cristãos. Entretanto, muita gente renegava a fé do seu batismo. Muitas vezes passa até para outras religiões ou freqüenta a macumba. Peçamos a Deus, pela intercessão do glorioso São Sebastião, que nossa fé seja robustecida. Que tenhamos coragem de professa-la em todas as circunstâncias e de jamais renega-la por nenhum motivo. 
 
Oração: Ó glorioso Santo, que fostes tão corajoso em viver como cristão num meio tão adverso à fé; alcançai-nos de Deus, por Jesus Cristo, a graça de uma ardente fé, corajosa e destemida nas adversidades e que possamos, unidos a Cristo pela graça, dar testemunho daquilo que professamos em nosso batismo. Por Cristo nosso senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém. Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. São Sebastião, rogai por nós!

Ladainha de São Sebastião

D. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.

D. Cristo, tende piedade de nós. T. Cristo, tende piedade de nós.

D. Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós.

D. Cristo, ouvi-nos. T. Cristo, ouvi-nos

D. Cristo, atendei-nos. T. Cristo, atendei-nos.

D. Deus Pai do céu, T. Tende piedade de nós.

D. Deus Filho Redentor do mundo, T. Tende piedade de nós.

D. Deus Espírito Santo, T. Tende piedade de nós.

D. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, T. Tende piedade de nós

D. Santa Maria, Rainha dos Mártires, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, Mensageiro da Paz, T. Rogai por nós.

D. Valente defensor do Evangelho, T. Rogai por nós.

D. Fiel imitador dos Apóstolos, T. Rogai por nós.

D. Invencível atleta da fé, T. Rogai por nós.

D. Morada do Espírito Santo, T. Rogai por nós.

D. Estrela radiante de sabedoria e humildade, T. Rogai por nós.

D. Protetor contra as guerras, T. Rogai por nós.

D. Radiante luzeiro de justiça e caridade, T. Rogai por nós.

D. Guardião perpétuo da Juventude, T. Rogai por nós.

D. Defensor poderoso contra a fome e as epidemias, T. Rogai por nós.

D. Escudo vitorioso contra os ataques do inferno, T. Rogai por nós.

D. Patrono e modelo dos militares, T. Rogai por nós.

D. Socorro contra as doenças e as calamidades, T. Rogai por nós.

D. Restaurador da paz entre os homens, T. Rogai por nós.

D. Consolação e esperança dos prisioneiros, T. Rogai por nós.

D. Profeta e Vítima do amor de Jesus Cristo, T. Rogai por nós.

D. Guerreiro defensor de vossos devotos, T. Rogai por nós.

D. Advogado dos desesperados e dos pecadores, T. Rogai por nós.

D. Querubim abrasado de zelo pela glória de Deus, T. Rogai por nós.

D. Porta-Estandarte da Cruz, T. Rogai por nós.

D. Servo e mensageiro da Santíssima Trindade, T. Rogai por nós.

D. Auxílio em nossas necessidades, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, cujo corpo foi dolorosamente transpassado por setas, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, que fostes cruelmente humilhado e açoitado, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, que sofrestes um duplo e heróico martírio, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, que tudo renunciastes para ganhar a Cristo, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, manso como um cordeiro levado ao sacrifício, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, confortado pelo anjos em vosso martírio, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, coroado de incomparável glória no céu, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, admirável Padroeiro do Rio de Janeiro, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião intercessor nosso junto ao trono do Altíssimo, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, cuja memória durará por todos os séculos, T. Rogai por nós.

D. São Sebastião, Mensageiro da Paz. T. Rogai por nós.

D. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, T. Perdoai-nos Senhor.

D. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, T. Ouvi-nos Senhor.

D. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, T. Tende piedade de nós.

D. Rogai por nós, glorioso São Sebastião, T. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

D. Oremos: Deus onipotente e misericordioso, destes a São Sebastião superar as torturas do martírio. Concedei que, celebrando o dia do seu triunfo, passemos invictos por entre as ciladas do inimigo, graças à vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. T. Amém.

Quarta-feira da 1ª Semana Comum. Evangelho do dia: Marcos 1,29-39.

Terça-feira da 1ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia: Marcos 1,21-28.

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Aleluia, aleluia, aleluia. 
Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


1 21 Jesus e seus discípulos dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
24 “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”
26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”
28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte: www.domtotal.com

PERSONALIDADES INCOMPATÍVEIS

A pergunta desesperada do homem possuído por um espírito imundo revela a incompatibilidade radical que existe entre Jesus e tudo quanto lhe é contrário. A frase “Que temos nós contigo, Jesus de Nazaré?” pode ser assim desdobrada: “Que existe em comum entre nós?”; “O que você está querendo fazer conosco?”; “Qual a sua intenção a nosso respeito?”.
Evidentemente, entre Jesus e o espírito imundo nada havia em comum. Um libertava o ser humano, o outro o escravizava. Um recuperava as pessoas para Deus, já o outro as afastava sempre mais do projeto do Pai, numa aberta afronta a ele. Um restaurava no coração humano o sentido da vida fraterna e solidária, o outro, pelo contrário, gerava discórdia e divisão. Um encarnava a novidade da misericórdia de Deus, o outro insistia no caminho inconveniente da soberba. Por isso, a única intenção de Jesus era derrotar este espírito mau.
À ordem do Mestre, ele deixou o possesso, depois de agitá-lo violentamente e fazer grande alarido.
Esta é a imagem do que se passa no coração de cada um de nós: o mau espírito reluta em abandonar o espaço conquistado no nosso interior. Se não nos deixamos ajudar por Jesus, corremos o risco de permanecer escravos desse espírito do mal. O discipulado cristão exige que façamos a experiência de ser libertados pelo Mestre, pois é impossível compatibilizá-lo com as forças do mal que age dentro de nós.

Oração
Pai, dá-me forças para que jamais eu permita ao poder do mal prevalecer sobre mim. Seja o meu coração totalmente voltado para ti e para o teu Reino

8 de janeiro: Batismo do Senhor.

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Evangelho do dia: (Marcos 1,7-11)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós! (Mc 9,7)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


1 7 João Batista pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado.
8 Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.”
9 Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão.
10 No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele.
11 E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.”
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

O FILHO QUERIDO

Jesus se fez presente na história humana, na condição de Filho querido de Deus, enviado como portador de salvação para a humanidade. Este é um dado fundamental para compreender tudo quanto diz respeito a ele.
Os Evangelhos patenteiam a filiação divina de Jesus, desde o início do seu ministério. Seu batismo foi marcado por uma manifestação de Deus, que proclamou ser Jesus seu filho querido, no qual só encontra alegria. Desta forma, o Pai já está dando sua anuência a toda ação futura de Jesus. Sendo motivo de prazer para o Pai, nada do que Jesus fará poderá opor-se à vontade paterna. Antes, seu agir deverá ser expressão do querer do Pai, que se saberá agindo na ação de Jesus.
A consciência de ser Filho deu a Jesus uma liberdade inaudita. O Pai constituiu-se como o único absoluto de sua vida. Nada, nem mesmo os laços familiares e as tradições religiosas do seu povo se sobrepuseram ao Pai. Todas as coisas tornaram-se relativas e só tiveram sentido na exata medida de sua relação com o Pai.
O batismo, portanto, consagrou Jesus para a missão, mas de uma forma muito particular. Ele não seria, como os rabis de sua época, um mero interpretador das Escrituras. Por meio dele, foi possível ouvir a voz do Pai e contemplar sua ação em favor da humanidade.

Oração
Senhor Jesus, que eu possa acolher-te como filho querido do Pai e, em ti, fazer a experiência de Deus.

 

Quem são os Três Reis Magos? São Beda nos explica.

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Os Três Reis Magos ou simplesmente “Os Magos”, a que a tradição deu os nomes de Melchior, Baltazar e Gaspar, são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após o seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz “uns magos”, que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três mas, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

Talvez fossem astrólogos ou astrónomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do rei Herodes em Jerusalém. Perguntaram-lhe sobre a criança mas ele disse nada saber. No entanto, Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que, se encontrassem o menino, o informassem, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo.

A estrela, conta o evangelho, precedia-os e parou sobre o local onde estava o menino Jesus. “E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo” (Mt 2, 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus, ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles: o ouro pode representar a realeza (eles procuravam o “Rei dos Judeus”); o incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus; a mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egipto antigo, remete-nos para o género da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40).

“Sendo prevenidos em sonhos a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melchior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que simbolizavam os reis de todo o mundo, representariam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Segundo a mesma tradição, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Devido ao tempo passado até que os Magos chegassem ao local onde estava o menino, por causa da distância percorrida e da visita a Herodes, a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de Janeiro. Algumas Conferências Episcopais decidiram, contudo, celebrar a festa da Epifania no primeiro domingo de Janeiro (quando não coincide com o dia 1)

Devemos aos Magos a troca de presentes no Natal. Dos presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de Janeiro, e os pais muitas vezes se disfarçam de reis magos.

Nos países em que a Epifania se celebra neste dia, as leituras da liturgia são Is 60, 1-6; Sl 71, 2.7-8.10-13; Ef 3, 2-3.5-6; Mt 2, 1-12

2 de janeiro: Terça-feira, Tempo do Natal. Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno.

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Discípulas e discípulos de Jesus,
Feliz ano novo.
Para acreditar, é preciso ser humildes como João Batista. O homem temperado na solidão do deserto esconde-se e desaparece à sombra d´Aquele que Se apresenta ao mundo. A sua missão foi exatamente dar testemunho. João não negou a Cristo.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS

Evangelho do dia: (João 1,19-28)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Depois de ter falado, no passado, aos nossos pais pelos profetas muitas vezes, em nossos dias Deus falou-nos por seu Filho (Hb 1,1s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


1 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: “Quem és tu?”
20 Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: “Eu não sou o Cristo”.
21 “Pois, então, quem és?”, perguntaram-lhe eles. “És tu Elias?” Disse ele: “Não o sou”. “És tu o profeta?” Ele respondeu: “Não”.
22 Perguntaram-lhe de novo: “Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?”
23 Ele respondeu: “Eu sou a voz que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías’”.
24 Alguns dos emissários eram fariseus.
25 Continuaram a perguntar-lhe: “Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?”
26 João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
27 Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado”.
28 Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

UMA DEFINIÇÃO DE IDENTIDADE

João Batista teve sua parcela de colaboração no projeto de Deus, com uma tarefa aparentemente simples: anunciar a chegada do Messias e predispor o povo para acolhê-lo. Contudo, defrontou-se com sérias dificuldades. A maior delas tocava sua identidade de Precursor. Sua figura ascética levava as pessoas a tomá-lo por Messias. Ele, porém, se esforçava para explicar não ser o Cristo, nem pretender sê-lo, reconhecendo-se apenas como uma voz clamando para que as pessoas se preparassem para a vinda do Messias.
João definia sua identidade confrontando-se com o Messias, que ele nem conhecia. Tinha consciência da superioridade daquele que viria depois dele. Por isso, na sua humildade, reconhecia não ser digno nem mesmo de curvar-se para desatar-lhe as correias das sandálias. Essa consciência mantinha-o livre da tentação de usurpar uma posição que não lhe pertencia.
O realismo de João não o impedia de realizar seu ministério com simplicidade. Ele não era um concorrente do Messias. Não agia por iniciativa própria; apenas fazia o que lhe fora pedido por Deus. Seu compromisso com ele impedia-o de extrapolar os limites do seu ministério. Sua figura só tinha importância por causa do Messias que estava para vir.
Foi a humildade de João que fez dele um grande homem, pois a verdadeira grandeza consiste em reconhecer a própria indignidade diante do Pai e colocar-se a serviço dele.

Oração
Senhor Jesus, ensina-me a servir ao Pai e a ti, com simplicidade de coração, reconhecendo minha pequenez.

 

Santos do dia.

Hoje diríamos que são Basílio era um homem de sorte, pois sua família contava com grande número de santos: sua avó Macrina, a mãe Emélia, a irmã Macrina e os irmãos Pedro, bispo de Sebaste e Gregório, bispo de Nissa. Além disso foi amigo íntimo de outro santo: Gregório Nazianzeno. Eles estão juntos no calendário litúrgico porque tiveram as mesmas aspirações à santidade, os mesmos níveis culturais e alimentaram a mesma chama de vocação à vida monástica. Aliás, são Basílio é pioneiro da vida cenobítica no Oriente: no ano 358 juntamente com o seu amigo, num retiro solitário em Neocesareia no Ponto, redigiu duas importantes Regras que orientam a vida dos monges, que por causa dele foram chamados basilianos.

Como aconteceu também a outras ilustres personagens, pôde desfrutar bem pouco tempo da solidão e do silêncio, tão caros ao seu coração. Ordenado sacerdote e depois chamado para reger a diocese de Cesareia da Capadócia, teve de empenhar-se na defesa do dogma cristão contra o arianismo, que se tornara forte graças ao apoio do imperador Valente. Basílio recolheu assim a herança de santo Atanásio e, como este, soube apoiar-se na autoridade do pontífice romano para debelar o erro. Não foi, porém, seu empenho doutrinal que lhe mereceu, em vida, o apelido de Magno (grande). Isso foi por causa da sua intensa atividade pastoral, de suas vibrantes homilias, de seus vigorosos opúsculos, como a Carta aos jovens e rico Epistolário.

O tema por ele preferido e enfocado era o da caridade concreta: ajudar aos irmãos necessitados. Dirigia-se a um interlocutor imaginário: “A quem fiz injustiça conservando o que é meu? Dizes tu? Diga-me, sinceramente, o que te pertence? De quem o recebeste? Se cada um se contentasse com o necessário e desse aos pobres o supérfluo, não haveria nem ricos nem pobres”. Ele não se contentava com palavras: às portas da cidade de Cesareia deu vida a um verdadeiro reino da caridade com hospícios, asilos, hospitais, laboratórios e escolas artesanais.

São Gregório Nazianzeno nasceu no mesmo ano que são Basílio (330). Sobreviveu dez anos ao amigo (morreu em 379). Homem de estudo e poeta, pela sua excelente doutrina e inflamada eloquência recebeu a alcunha de teólogo. É famoso o seu apaixonado Discurso de adeus, proferido quando teve de abandonar Constantinopla por causa das tramas de seus adversários. Escreveu em seus Poemas morais: “Tudo é instável para que amemos as coisas estáveis”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

Solenidade de Maria Mãe de Deus. Ultimo dia da oitava do Natal.

Panel-Theotokos+Glykofilisa

Seguidoras e seguidores de Jesus,

Feliz ano novo.

Abençoado 2018.

Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador. Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo. Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

As leituras que hoje nos são propostas exploram, portanto, estas diversas coordenadas. Elas evocam esta multiplicidade de temas e de celebrações.

O Evangelho mostra como a chegada do projeto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo através de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos também a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens. Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projeto divino de salvação para o mundo.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,
Pe. Agenor Sbaraini, CS

 Missa Santa Maria Mãe de Deus.

Palavra de Deus: Números 6,22-27; Gálatas 4,4-7; Lucas 2,16-21.

 

 

Evangelho do dia: (Lucas 2,16-21)

Aleluia, aleluia, aleluia.

De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; 
nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho (Hb 1,1s). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

2 16 Os pastores foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.
21 Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.
Palavra da Salvação.

 

A VERDADEIRA MUDANÇA SÓ PODE VIR DE DENTRO

Reflexões de P. Paulo Mazzi.

 

            Estamos diante do começo de um novo ano, e a vida nos convida a recomeçar. Na verdade, todos nós, todo ser humano, traz ou deveria trazer consigo o desejo de recomeçar. Deus nos convida a recomeçar, e recomeçar não significa simplesmente continuar a fazer as coisas como estamos fazendo; recomeçar significa retomar nossos ideais, reativar nossos sonhos e recuperar os valores que dão sentido à nossa vida.

            Em nome do quê nós vamos recomeçar? Em nome da mudança de calendário de 2017 para 2018? Para recomeçar é preciso ter a convicção que um novo começo é possível, e nós, cristãos, sabemos que um novo começo é sempre possível porque Deus se apresenta na Sagrada Escritura como Aquele que faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5). Além disso, o seu Espírito é descrito como Aquele que renova a face da terra (cf. Sl 104,30). Sim. A rotina é inevitável e ela marca a vida de todo ser humano. Porém nós, cristãos, não nos propomos a viver a vida como usuários de droga, que vivem buscando sensações novas a cada instante, e por isso mudam de droga constantemente, porque querem experimentar sensações diferentes, até morrerem de overdose. Nós, cristãos, olhamos a vida como Maria, procurando nos perguntar, nos acontecimentos mais rotineiros e aparentemente banais do nosso dia a dia, o que Deus está querendo nos dizer, quais os apelos do seu Espírito, para que a nossa vida se abra ao novo que Deus quer gerar em nós (cf. Lc 2,19).

            Certamente cada um de nós deseja e espera por alguma mudança neste novo ano que nasce. Mas é importante nos dar conta de que as coisas só mudam quando nós decidimos mudar. A mudança nunca vem de fora; ela sempre vem de dentro. Por isso, é muito importante estarmos conscientes de que os maiores obstáculos para a mudança se encontram dentro de nós, e não fora. O maior inimigo da mudança não é o outro, nem as circunstâncias, mas nós mesmos. Nós até podemos dizer da boca pra fora que gostaríamos que a nossa vida fosse diferente em 2018, mas precisamos ter a sinceridade e a humildade de reconhecer que nós temos muita resistência em mudar. Por mais que reclamemos da rotina da vida, nós sempre buscamos acomodação, sempre procuramos nos sentir seguros, agarrando-nos aos nossos velhos hábitos e trabalhando contra as mudanças que gostaríamos que acontecessem em nossa vida.

            Nunca como hoje as pessoas estiveram tão abertas a mudanças: elas demonstram não ter dificuldade nenhuma em mudar de religião, de igreja, de parceiro(a), de opinião, de roupa e de corte de cabelo, mas essas mudanças são “epidérmicas”, superficiais. São mudanças externas; por dentro, essas pessoas continuam as mesmas: mesquinhas, egoístas, desonestas, corruptas, imaturas, preguiçosas, chantagistas, sem disposição séria para se responsabilizarem pela própria vida, desfazer-se de suas máscaras, jogarem fora suas muletas e pararem de culpar os outros pela vida sem sentido que levam. Por isso, o apóstolo Paulo nos convida a abandonarmos a nossa postura de adultos acomodados e infantilizados, e assumirmos com determinação e responsabilidade o nosso papel diante da vida, como pessoas que carregam dentro de si o Espírito do próprio Filho de Deus, Espírito que confirma que somos filhos e não escravos (cf. Gl 4,7), isto é, pessoas capacitadas pelo próprio Deus para se tornarem um ser humano melhor e a fazer deste mundo um lugar melhor. Se toda mudança dá trabalho e exige determinação e perseverança, nós temos a graça do Espírito Santo que nos sustenta neste sentido.      

            O encontro dos pastores com o menino Jesus nos coloca uma pergunta: para onde estamos olhando nesta virada de ano? Os pastores nos convidam a olhar para Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e sempre (cf. Hb 13,8), Aquele que era, que é e que vem (cf. Ap 1,4.8). Em Suas mãos depositamos o nosso passado, certos de que Ele nos redime de todos os nossos pecados; em Suas mãos também depositamos o nosso presente, certos de que Ele cuida de nós e dirige o nosso caminho; em Suas mãos, enfim, depositamos o nosso futuro, sabendo que nenhum daqueles que n’Ele espera ficará desapontado. Se muitas incertezas rondam o nosso coração diante do novo ano que nasce, olhamos para Jesus e dizemos com a mais profunda convicção do nosso coração: “Sei em quem acreditei” (2Tm 2,12); sei em quem depositei a minha fé; sei pela Palavra de quem eu oriento a minha consciência, a minha conduta, a minha vida.  

                Algumas pessoas dizem que 2017 é um ano para ser esquecido, por causa do sofrimento que passaram (como se 2018 viesse com a garantia de que não iremos sofrer!). Ora, as coisas ruins acontecem não para serem esquecidas, mas para nos ensinar alguma coisa. Politicamente, 2017 foi um ano onde o esgoto de Brasília começou a ser exposto de maneira mais profunda pela Lava Jato, revelando que a Praça dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) está corrompida, está infestada por ratos que disseminam a leptospirose da violência, da desigualdade social, da pobreza, do desemprego, da ruína da saúde e da educação por todo o nosso país. Nunca como neste ano de 2017 ficamos conscientes de tanto roubo, de tanta corrupção e assistimos a tanta impunidade, a ponto de termos que admitir que o Brasil hoje é um país (des)governado por bandidos e assassinos; bandidos, porque roubam desmedida e

descaradamente; assassinos, porque o dinheiro que desviam causa estragos sociais, como a pobreza e a violência. Muitos desses bandidos e assassinos ainda ocupam a cadeira do Executivo, a maior parte das cadeiras do Legislativo e uma boa parte das cadeiras do Judiciário. Não nos esqueçamos que neste ano de 2018 teremos a possibilidade de varrer do cenário nacional, com o nosso voto, se não todos, pelos menos boa parte deles, caso se apresentem alternativas para tanto.

            Neste início de ano, a Igreja suplica com o salmista: “Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos” (Sl 67,2-3). Exatamente hoje, oito dias após o Natal, o Evangelho nos fala que “quando se completaram os oito dias (…), deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido” (Lc 2,21). O nome “Jesus” significa “Deus salva”, de modo que Pedro, cheio do Espírito Santo, declarou:“Em nenhum outro existe salvação, pois debaixo do céu não existe outro nome dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (At 4,12). Portanto, nesta noite de ano novo invocamos o nome de Jesus sobre nós, sobre a nossa Igreja e sobre a face da terra, lembrando que, em Jesus Cristo, o Pai nos abençoou do alto do céu com toda a bênção do seu Espírito (cf. Ef 1,3). Assim, diante do Santíssimo Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós cantamos:

https://www.youtube.com/watch?v=3Tn8XYWsPx8 (Benedicat)*

 * Um dia no Monte Alverne, Frei Leão se encontrava em um momento de grande aflição e pediu a Frei Francisco uma palavra sua. Frei Francisco escreveu esta Bênção a próprio punho (um dos únicos manuscritos de São Francisco). Frei Leão o guardou junto a seu hábito, em um pequeno bolso junto ao coração, e só foi encontrado pelos frades no momento de sua morte. Este pequeno manuscrito é hoje guardado no Sacro Convento de Assis, como uma verdadeira relíquia do amor fraterno que une os corações no Amor a Cristo.

 

TEXTO ORIGINAL – Benedictio Fratri Leoni data

 

Benedicat tibi Dominus et custodiat te; ostendat faciem suam tibi et misereatur tui. Convertat vultum suum ad te et det tibi pacem (Num 6,24-26). Dominus benedicat, frater Leo, te (cfr. Num 6,27).

 TEXTO TRADUZIDO – Bênção dada a Frei Leão

 O Senhor te abençoe e te guarde; mostre sua face para ti e tenha misericórdia de ti. Volte seu rosto para ti e te dê a paz (Nm 6,24-26). O Senhor te abençoe, Frei Leão (cfr. Nm 6,27).

31 de dezembro, Domingo 7º dia da Oitava da Páscoa. Solenidade da Sagrada Família

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Evangelho do dia Lc 2,22-40: “O pai e a mãe estavam maravilhados com o que se dizia do Menino”.

22Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor, 23conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2); 24e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. 25Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor. 27Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei, 28tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos: 29Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. 30Porque os meus olhos viram a vossa salvação 31que preparastes diante de todos os povos, 32como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel. 33Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, 35a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma. 36Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. 37Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. 38Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação. 39Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. 40O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.

A Sagrada família sobe a Jerusalém para dar cumprimento a duas prescrições da Lei de Moisés: purificação da mãe, e apresentação e resgate do primogênito. Segundo Lv 12,2-8, a mulher ao dar à luz ficava impura. A mãe do filho varão aos quarenta dias do nascimento terminava o tempo de impureza legal com o rito da purificação. Maria Santíssima, sempre virgem, de fato não estava compreendida nestes preceitos da Lei porque nem tinha concebido por obra de varão, nem Cristo ao nascer rompeu a integridade virginal de Sua Mãe. Não obstante, Maria Santíssima quis submeter-se à Lei, embora não estivesse obrigada. Igualmente, em Ex 13,2.12-13 indica-se que todo o primogênito pertence a Deus e deve ser consagrado a Ele. Se este primogênito fosse da Tribo de Levi, era dedicado ao culto divino. Aqueles primogênitos que não pertenciam a esta tribo não eram dedicados ao culto e para mostrar que continuavam a ser propriedade especial de Deus, realizava-se o rito do resgate. A Lei mandava também que os israelitas oferecessem para os sacrifícios uma rês menor, por exemplo, um cordeiro, ou se eram pobres um par de rolas ou dois pombinhos. O Senhor que “sendo rico Se fez pobre por nós, para nos enriquecer com a Sua pobreza” (2Cor 8,9), quis que fosse oferecida por Ele a oferenda dos pobres. Neste trecho do Evangelho, contemplamos a figura Simeão, qualificado como homem justo e temente a Deus, atento à vontade divina, dirige-se ao Senhor na sua oração como um servo leal que depois de ter estado vigilante durante toda a sua vida, à espera da vinda do seu Senhor, vê agora por fim chegado esse momento, que deu sentido à sua existência. Ao ter o Menino nos seus braços, conhece não por razão humana, mas por graça especial de Deus, que esse Menino é o Messias prometido, a Consolação de Israel, a Luz dos Povos. O Cântico de Simeão (vv. 29-32) é, além disso, uma verdadeira profecia. Têm este cântico duas estrofes: a primeira (vv. 29-30) é uma ação de graças a Deus, que sai do coração de Simeão, por tamanha alegria, por ter visto o Messias. A segunda (vv. 31-32) acentua o caráter profético e canta os benefícios divinos que o Messias traz a Israel e a todos os homens. A Virgem Santíssima e São José se admiram, com as palavras de Simeão, não porque desconhecessem o mistério de Cristo, mas pelo modo como Deus o ia revelando. Uma vez mais, a Virgem Maria e São José, nos ensinam a contemplar os mistérios divinos do nascimento de Cristo. Depois de abençoá-los, Simeão, movido pelo Espírito Santo, profetiza de novo sobre o futuro do Menino e de Sua Mãe. As palavras de Simeão tornaram-se mais claras para nós ao cumprirem-se na Vida e na Morte do Senhor. Jesus, que veio para a salvação de todos os homens, não obstante, será sinal de contradição, porque alguns irão rejeitá-Lo. Para outros, porém, ao aceitá-Lo com fé, Jesus será a salvação, livrando-os do pecado nesta vida e ressuscitando-os para a vida eterna. As palavras dirigidas à Santíssima Virgem anunciam que Maria teria de estar intimamente unida à obra redentora do Seu Filho. A espada de que fala Simeão expressa a participação de Maria nos sofrimentos do Filho; é uma dor inenarrável, que traspassa a alma. O Senhor sofreu na Cruz pelos nossos pecados; também são os pecados de cada um de nós que forjaram a espada de dor da nossa Mãe. Por conseguinte, temos um dever de desagravo não só com Deus, mas também com a Sua Mãe, que é igualmente nossa Mãe. O testemunho de Ana é muito parecido ao de Simeão: como este, também ela tinha estado à espera da vinda do Messias durante a sua longa vida, num serviço fiel a Deus; e também é premiada com o prazer de ver o Menino Jesus. Assim, pois, o nascimento de Cristo manifesta-se por três espécies de testemunhas e de três modos diferentes: primeiro, pelos pastores, depois do anúncio do anjo; segundo, pelos Magos, guiando-os a estrela; terceiro, por Simeão e Ana, movidos pelo Espírito Santo. Quem, como Simeão e Ana, persevera na piedade e no serviço a Deus, converte-se em instrumento do Espírito Santo para dar a conhecer Cristo aos outros. Nos Seus planos, Deus aproveita as almas simples para conceder muitos bens à humanidade. Antes da volta a Nazaré aconteceram os fatos da fuga e permanência no Egito que São Mateus relata em 2,13-23. Ao final o Evangelista narra que “o menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele”. Nos dias de hoje, não raro, as pessoas se preocupam em crescer em fortaleza (as academias estão cheias, todo mundo malhando), que é muito bom! Todos procuram crescer em sabedoria (estudar, ganhar conhecimento, aprender línguas etc…), também muito bom! Mas crescer em graça. Este é o problema, a grande maioria ignora, não procura os sacramentos, não participam de uma comunidade e cada um quer encontrar Deus a seu jeito. Fiquemos como a Sagrada Família, maravilhados com o Menino que crescia em Fortaleza, Sabedoria e Graça.

Por Mons. Inácio José Schuster
Hoje celebramos com a Igreja a festa da Sagrada Família de Nazaré. Em Nazaré, na Terra Santa, podemos olhar para aquela casinha, aquelas ruínas, que se encontram hoje dentro de uma grande basílica moderna, construída no século XX. A família que lá morou não tinha, nem de longe, o conforto que as nossas famílias têm. Naquela época não se sonhava com nada, absolutamente nada que caracterize um lar moderno e contemporâneo. E, no entanto, as três pessoas que lá viveram, viveram com profunda união, concórdia e caridade, com respeito, obediência por parte de Jesus e, sobretudo, viveram o vínculo da caridade, que é a perfeição. Sob este aspecto, nossas famílias modernas, com todo o conforto que possuem, com televisão, com serviços essenciais garantidos, com internet, com telefone celular, podem e devem aprender, porque apesar de todo o progresso, muitos de nós não vivemos a concórdia, não vivemos o respeito, não vivemos o amor, não vivemos a doação, mesmo que ela custe sacrifícios. Quantos lares foram construídos com tanta alegria e esperança, e hoje ruíram totalmente? E por quê? Porque a casa foi construída sobre a areia, porque aquelas pessoas se esqueceram, lamentavelmente, que no Cristianismo se casa a três, não a dois. Casa-se em Cristo e com Cristo também. E Cristo é o cimento que une um tijolo ao outro tijolo, O Cristo é o cimento que une o tijolo masculino ao tijolo feminino. E sem esse cimento de meio, sem a presença de Cristo em nosso lar, os dois tijolos não se superpõem, e não permanecem unidos por muito tempo. Basta um pequeno abalo – e todos sabem de que estou falando – para que tudo aquilo desmorone, e não reste à pobre vítima, ou às pobres vítimas, outra coisa senão juntarem os cacos do próprio fracasso. Podem as sociedades admitir o divórcio, como de fato admitem. Mas uma coisa não se pode negar; aquela família tomou o bonde errado, tomou uma condução errada e com 40, 50 ou 60 anos, ter que recomeçar tudo na vida, por falta de previdência, por falta de alicerce, por falta de firmeza e por falta de consolidação, não é nada fácil. Ao menos nisso irão comigo convir. É um trauma ter que recomeçar, quando estava quase na hora de terminar.

PROCLAMEMOS COM ALEGRIA E CORAGEM O EVANGELHO DA FAMÍLIA
Padre Bantu Mendonça

Da gruta de Belém, onde naquela noite santa nasceu o Salvador, o olhar volta-se hoje para a humilde casa de Nazaré, para contemplar a Santa Família de Jesus, Maria e José, cuja festa celebramos no clima festivo e familiar do Natal. O Redentor do mundo quis escolher a família como lugar do Seu nascimento e crescimento, santificando assim esta instituição fundamental [família] de todas as sociedades. O tempo passado em Nazaré e que Lucas descreve, no qual diz: “O menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus”, representa o mais longo da sua existência. O Menino permanece envolto por uma grande discrição e dele poucas notícias nos são transmitidas pelos evangelistas. Se, porém, desejamos compreender mais profundamente a vida e a missão de Jesus, devemos aproximar-nos do mistério da Santa Família de Nazaré para ver e ouvir. A liturgia de hoje oferece-nos para isso uma oportunidade providencial. A humilde casa de Nazaré é para todo o cristão, e especialmente para as famílias cristãs, uma autêntica escola do Evangelho. Aqui admiramos a realização do projeto divino de fazer da família uma íntima comunidade de vida e de amor; aqui aprendemos que cada núcleo familiar cristão é chamado a ser pequena «Igreja doméstica», onde devem resplandecer as virtudes evangélicas. Recolhimento e oração, compreensão mútua e respeito, disciplina pessoal e ascese comunitária, espírito de sacrifício, trabalho e solidariedade são traços típicos que fazem da família de Nazaré um modelo para todos os nossos lares. Querendo realçar os valores da família na Exortação apostólica «Familiaris consortio», São João Paulo II afirmou que “o futuro da humanidade passa pela família”. Embora, nos tempos atuais, a família esteja sendo assinalada por profundas e rápidas transformações da cultura e da sociedade, a Igreja, porém, nunca deixou de fazer chegar «a sua voz e oferecer a sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimônio e da família, procura vivê-lo fielmente; a quem, incerto e ansioso, anda a procura da verdade e a quem é injustamente impedido de viver livremente o próprio projeto familiar» (Familiaris consortio, 1). Ela dá conta da sua responsabilidade e deseja continuar, ainda hoje, «a oferecer o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimônio e da família». Para realizar esta sua ingente missão, a Igreja conta de modo especial com o testemunho e contribuição das famílias cristãs. Melhor ainda, «perante os perigos e dificuldades que a instituição familiar atravessa, ela convida a um suplemento de audácia espiritual e apostólica, na consciência de que as famílias são chamadas a ser ‘sinal de unidade para o mundo’, e a testemunhar ‘o Reino e a paz de Cristo, para os quais o mundo inteiro caminha’». Os cristãos, recorda o Concílio Vaticano II, atentos aos sinais dos tempos, devem promover «ativamente o bem do matrimônio e da família, quer pelo testemunho da sua vida pessoal, quer pela ação harmônica com todos os homens de boa vontade» (Gaudium et spes, 52). É necessário proclamar com alegria e com coragem o Evangelho da família. Jesus, Maria e José, abençoem e protejam todas as famílias do mundo, para que nelas reinem a serenidade e a alegria, a justiça e a paz, que Cristo, ao nascer, trouxe como dom à humanidade.

IMITAR OS VALORES DA SAGRADA FAMÍLIA
Padre Vicente, SCJ

Somos convidados a olhar mais uma vez para o presépio. Essa oitava natalina nos convida a celebrar a semana toda como se fosse um dia, é Natal. Celebramos esse mistério que não se esgota. Somos chamados a mergulhar cada vez mais e não ainda não conseguiremos atingir todo o seu fundo. Nós vamos mergulhando e nos deixando encantar com o mistério. A oração da coleta tem a característica de sintetizar a intenção litúrgica da missa, aquilo que a Igreja quer que você celebre neste dia. “Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. A família é responsável pela educação religiosa de seus filhos. A sagrada família levou o menino Jesus ao templo. Como é importante a família levar seus filhos a Igreja! A fé dos filhos depende dos pais. Imitar os valores da Sagrada Família é isso. Não existe família perfeita, a minha não é e eu sei que a sua também não é. E Deus sabe que a sua família não é perfeita, Ele sabe que os pais luta, que os filhos lutam, e se não lutam, está na hora de lutar para que a família seja um laço de amor. Tire a ideia de perfeição, a Palavra diz que é preciso se relacionar no amor. Deus quer famílias restauradas, abençoadas, que se esforçam no amor. Não desista da sua família. É preciso olhar com esperança para a Sagrada Família. As verdadeiras promessas que você precisa fazer para o ano vem, passa pela fé e principalmente por um projeto de família. É preciso que as famílias se comprometam com um projeto de família restauradas. Esse é o melhor projeto, muito mais importante que dinheiro e prosperidade no trabalho. Eu quero realmente que você seja abençoado em todas as áreas da sua vida, mas principalmente que a sua família seja abençoada. Porque não existe sucesso que compense uma família desestruturada. “Honrarás pai e mãe para que tenham vida longa” Isso só acontecerá se os membros das famílias se amarem de todo coração. Fim de ano é tempo de balanço, de analisar prós e contras. E precisamos fazer isso diante de valores definitivos, aqueles que não passam. Se tiver alguém na sua casa que ainda não perdoou, não perca tempo, decida-se perdoar. Imite nisso a Sagrada família, perdoe seu pai, seu esposo, seu filho. É hora de recomeçar. Leve teus filhos para Deus, Maria e José fizeram isso como exemplo. Muito do que o menino Jesus aprendeu foi com a fidelidade de José e Maria, e seus filhos aprenderão também com sua fidelidade. Não tenha medo, aproveite esse tempo, busque a confissão. Pois é de coração limpo que você precisa projetar um novo ano. Reúna sua família e faça um projeto para o ano que vem. Esse é o caminho para uma família estruturada. Sentem e conversem e faça o céu na terra. O céu precisa ser na sua casa. Quais os valores que não podem faltar em 2012 na sua casa? Não projetem coisas grandes, de rezar 1000 ave-marias. Projetem coisas simples, ler um capítulo da bíblia, rezar um terço. Pai e mãe, a única arma que vocês tem contra esse mundo, que querem roubar seus filhos, é o afeto de vocês, é o amor. 

http://paroquiadapiedade.com.br/2017/12/26/festa-da-sagrada-familia-ano-b/

30 de dezembro 6º Dia da Oitava do Natal. A profetisa Ana.

 

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Evangelho do dia: Lucas 2,36-40
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um dia sagrado brilhou para nós: nações, vinde todas adorar o Senhor: pois hoje desceu grande luz sobre a terra.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, 2 36 havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada.
37 Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.
39 Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré.
40 O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

A PROFETISA ANA

A opção da profetisa Ana, cujo nome significa graça, misericórdia, é símbolo da expectativa pela vinda do Senhor. Sua escolha de permanecer no Templo, após um breve período de matrimônio, deu-se por causa de sua esperança messiânica. Com jejuns e orações, pôs-se a serviço de Deus, absolutamente certa de ver realizado seu único desejo: contemplar o Messias. Ela sabia em quem tinha posto a sua confiança. Esta foi também a atitude de muitos outros judeus piedosos, que nutriam no coração o desejo de ver o Salvador.
A fidelidade dessa mulher idosa foi recompensada, pois ela teve a graça de estar no Templo, por ocasião da liturgia da apresentação do menino Jesus e da purificação de Maria. Como Simeão, reconheceu ser aquele menino penhor de libertação para Israel, conforme todos esperavam. E proclamou publicamente esta sua convicção, tornando-se testemunha da missão que seria confiada àquele menino. Profeticamente, colocou-se a serviço do Messias e de todos quantos ansiavam por redenção. De certo modo, antecipou, também, a futura missão dos apóstolos: proclamar o nome de Jesus por toda a Terra. No âmbito restrito do Templo, anunciou ter-se realizado a promessa divina, e que a salvação havia chegado. Como Simeão, também ela pode dizer: “Agora, Senhor, podes deixar tua serva ir em paz!”
O testemunho de Ana é uma lição de como esperar o Messias: com paciência e perseverança.

Oração
Espírito de paciente perseverança, não permitas que meu coração desfaleça, à espera do Messias, confiante de que o Senhor realiza sempre suas promessas
.

29 Dezembro 5º dia da Oitava do Natal. Evangelho do dia: Lucas 2,22-35.

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Discípulas e discípulos de Jesus,
O Senhor está no meio de nós.
A contemplação do encontro de Simeão com o Menino Jesus, deixa-nos entrever a alegria imensa de quem vê realizar-se um desejo antigo, próprio e de todo o povo. Simeão contempla e recebe nos braços o Messias de Israel, Aquele que traz consolação, salvação, luz e glória a Israel.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 
 

Evangelho do dia: (Lucas 2,22-35)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2,32).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.


2 22 Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
23 conforme o que está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”;
24 e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
25 Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
26 Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
27 Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
28 tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
29 “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
30 Porque os meus olhos viram a vossa salvação
31 que preparastes diante de todos os povos,
32 como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”.
33 Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35 a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – www.domtotal.com

LUZ DAS NAÇÕES
A cena da apresentação do menino Jesus no templo e o rito de purificação de Maria são ricos em detalhes que evidenciam a identidade do Salvador. Revestem-se de um conjunto de elementos proféticos, pelos quais a existência de Jesus se pautará.
Ele foi apresentado como pobre. Seus pais ofereceram um casal de rolinhas ou dois pombinhos, como era previsto para as família mais pobres Aliás, toda a vida de Jesus transcorrerá na pobreza.
Com o rito de oferta, o Messias tornava-se uma pessoa consagrada ao Pai. Esta será uma marca característica de sua existência. Não se pertencerá a si mesmo; todo seu ser estará posto nas mãos do Pai, por cuja vontade se deixará guiar.
O velho Simeão definiu a missão do Messias Jesus: ser luz para iluminar as nações e manifestar a glória de Israel para todos os povos. Por meio de Jesus, a humanidade poderia caminhar segura, sem tropeçar no pecado e na injustiça, e, assim, chegar ao Pai.
Por outro lado, o Messias Jesus estava destinado a ser sinal de contradição. Quem tivesse a coragem de acolhê-lo, seria libertado de seus pecados. Mas para quem se recusasse aderir a ele, seria motivo de queda. Portanto, Jesus seria escândalo para uns, e ressurreição para outros.
Esta cena evangélica retrata, assim, o que Jesus encontraria pela frente.

Oração
Senhor Jesus, possa tua luz brilhar em minha história e ajudar a me reerguer da prostração a que o pecado me reduziu.

28 de dezembro 4ºdia da Oitava do Natal: Martírio dos Santos Inocentes.

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Evangelho do dia: (Mateus 2,13-18)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Avós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva o exército dos vossos santos mártires!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
2 13 Depois que os magos partiram, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”.
14 José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.
15 Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “Eu chamei do Egito meu filho”.
16 Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos.
17 Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias:
18 “Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem!”
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

O MARTÍRIO DOS INOCENTES
A presença de Jesus na história humana despertou a fúria de quem estava firmemente alicerçado num esquema de pecado, posto em xeque pela salvação oferecida à humanidade. A pregação de Jesus desmascarava a injustiça, punha a nu a perversidade dos opressores, revelava a fragilidade de sistemas fundados na opressão e na violência.
A matança dos inocentes de Belém foi uma espécie de antecipação do futuro de Jesus e de seus discípulos. Um frágil recém-nascido foi suficiente para abalar a segurança do prepotente e violento Herodes. Sua decisão de eliminar as crianças da região onde nascera o Messias Jesus visava eliminar no seu nascedouro, tudo o que pudesse pôr em risco a segurança de seu reino. No coração do rei sangüinário não havia lugar para o amor.
Herodes, em última análise, ousou desafiar o próprio Deus, de quem Jesus era Filho e recebera uma missão. Levantar-se contra o Messias correspondia a rebelar-se contra quem o enviou. Mas Deus não se deixou vencer por Herodes: salvou seu Filho pela ação previdente de José, que se pôs em fuga para o Egito, com o menino e sua mãe.

Na vida de Jesus e de seus discípulos, a perseguição e a morte, por causa do Reino, seriam uma constante. Entretanto, como estão a serviço do Reino do Pai, podem contar com a vitória, uma vez que os prepotentes jamais prevalecerão.

Oração
Senhor Jesus, apesar das perseguições e da morte que deverei defrontar, ponho-me em tuas mãos e me consagro totalmente ao serviço do teu Reino.

Padre José Eduardo Jesus socialista?

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O socialismo é um arranjo de ideias segundo o qual toda e qualquer transcendência deve ser refutada imediatamente como ideológica. A única realidade seria o dado sensorial imediato. Toda e qualquer interpretação deste, o que inclui a filosofia inteirinha, é por seus sustentadores considerada como ideologia opressora, autoritária e silenciadora.
Como, porém, alguém chega à afirmação grotesca de que Jesus Cristo teria sido socialista?
A distorção cognitiva é tão grande que requer a análise de cada termo do julgamento.
O termo “socialista”, aqui, é esvaziado de seu significado real, filosófico e histórico, e forjado retoricamente a partir de ideias difusas, genéricas, inconsistentes, imprecisas, composto pela revolução cultural gramsciana, que tomou os seus aspectos positivamente interpretáveis, quase de modo sentimentalista, para repropor o produto de modo propagandísticamente atraente. E deu certo por um certo tempo!
Ninguém sabia bem o que era o socialismo, mas as pessoas acreditavam que era uma coisa boa, que nunca deu certo, embora ninguém saiba muito bem o porquê, muito menos os socialistas, e que todo mundo que era “do bem” devia ser socialista de algum modo…
Neste sentido, Paulo Freire soube traduzir o ideário socialista num discurso tão sentimentalmente apelativo para a consciência cristã que, finalmente, conseguiu aquilo que a filosofia marxista de Karl Korsh pretendia, substituir a consciência do homem pela estrutura mesma do marxismo.
A falsificação, embora grosseira, precisava ir muito mais além, e recriar a própria imagem de Jesus Cristo. Em certo sentido, teria de dar-se a inversão completa do dado bíblico: agora teríamos que criar um Jesus Cristo à imagem e semelhança do “homem novo” socialista. Mas, como fazê-lo?
Havia um modo. Já nos finais do século XIX, a teologia protestante histórico-critica havia criado aquilo que, em lógica, se chama “falácia de falsa dicotomia”: o Cristo da fé versus o Jesus histórico. Aquele seria uma elaboração posterior da comunidade dos crentes, este seria o personagem real, com uma práxis histórica revolucionária.
Com um golpe de retórica, transformaram Cristo em mitologia e, obviamente, como o Jesus histórico seria em si mesmo inacessível, transformaram-no também num mito, num arquétipo que, apesar de inalcançável, seria, pelo menos, manipulável. A tese foi condenada por São Pio X, mas pouca gente deu importância.
A chamada “cristologia de baixo” se tornou o campo fértil para o desmonte do imaginário cristão. Apresentando-se um Jesus “humano demais” conseguiu-se interceptar nele um novo Cristo, desconhecido até então, um Cristo socialista.
Como, porém, esta série de desvios se tornou possível? Um sem-fim de forçações flagrantes, inadequadas, absurdas, que fizeram Cristo caber nos estreitíssimos limites materialistas do socialismo…
Não é possível substituir a fé por uma ideologia sem, antes, desligar a própria fé no coração do homem.
Se apresentassem este Cristo socialista para Agostinho, Tomás de Aquino, Teresa d’Ávila, Inácio de Loyola ou Francisco de Assis eles desprezariam o simulacro como uma loucura, no máximo, digna de risos. Isso jamais os convenceria!
Por quê? Porque, evidentemente, eles sabiam quem era Cristo. A luz da fé, brilhando em suas almas, dava-lhes a percepção clara de Jesus Cristo vivo, uma Pessoa real, na qual não há dicotomia alguma. É o Verbo Eterno, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada, e pronto!
Num certo dia, quando Santa Teresa recebeu a primeira vez a graça da oração contemplativa, disse ao seu confessor: “eu vi Jesus Cristo”. Ele perguntou-lhe como era Cristo. Ela não soube explicar. O sacerdote replicou-lhe: “mas como você sabe que era Ele?”. Ela disse: “estou mais certa disso do que da luz do Sol que ora brilha sobre nós”.
Ela conheceu Cristo porque, pela graça, penetrou em outro nível ontológico, percebeu o ser divino como fonte do ser mesmo de todos os seres. Ela viu a Deus pela fé.
O mesmo disse Agostinho: “queres tocar em Cristo, crê que Ele é co-eterno com o Pai e o terás tocado”.
Jesus Cristo jamais poderia ser socialista, não apenas porque isso seria totalmente extemporâneo, mas porque aqui há uma contradição radical de princípios: o socialismo, por princípio, não é sequer uma filosofia, mas um arranjo de ideias usado por um grupo de pessoas que visa somente o poder e, por isso, afirma que nada, na realidade, é alguma coisa, tudo, absolutamente tudo, é apenas dado material-sensorial puro sem significado; ao contrário, Jesus Cristo é a Verdade mesma, o próprio Logos de que está impregnada totalmente a criação, o Ser no ato de ser de todos os seres.
Entre estes dois princípios não há alguma conveniência. Conjugá-los só é possível para quem não sabe direito o que é socialismo, desconhece completamente Jesus Cristo pela fé e está munido de uma retórica fatalmente fajuta.

Tempo do Natal – 3º dia da Oitava do Natal. Festa de São João Evangelista. Evangelho do dia: João 20,2-8.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
o Senhor está vivo entre nós,
S. João é uma figura de fundamental importância na Igreja primitiva. De facto, é o discípulo amado que ensina a contemplar em Jesus, o Filho de Deus feito homem, para nos revelar o rosto do Pai e o caminho que leva à comunhão com Ele.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (João 20,2-8)

Aleluia, aleluia, aleluia.
A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos santos mártires!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


20 2 Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: “Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!”
3 Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
5 Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.
6 Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
7 Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho fonte: www.domtotal.com

O DISCÍPULO AMADO


A acolhida de Jesus e sua mensagem deram à comunidade de discípulos aos quais foi confiada a tarefa de levar adiante a missão do Mestre: estender, a toda humanidade, os benefícios da salvação. A convivência com Jesus como também o testemunho de seu modo de ser e de agir predispunham os corações dos discípulos para o aprofundamento da adesão a ele, explicitada no ato de fé.
A profundidade do relacionamento com Jesus variava de discípulo para discípulo. Esta é uma dinâmica própria da realidade humana. A figura do discípulo amado evocava um tipo de relacionamento profundamente afetivo com o Senhor. Relacionamento de confiança, de entrega da própria vida nas mãos do Mestre, de comunhão de sentimentos, de transparência mútua. Não se tratava, porém, de uma escolha arbitrária de Jesus, privilegiando, indiscriminadamente, certas pessoas e marginalizando outras. Antes, foi este discípulo que se deixou amar por Jesus e soube corresponder ao amor que lhe fora oferecido. Todos os discípulos poderiam ter feito o mesmo.
Ser discípulo amado, de certa forma depende do próprio discípulo, uma vez que o Mestre quer fazer morada no mais íntimo de cada um de seus seguidores. Deixar-se amar por Jesus comportava deixar-se plasmar e transformar por ele. Por isso, muitos se recusaram!

Oração
Senhor Jesus, quero viver a experiência de ser amado por ti, a ponto de toda minha existência ser plasmada e transformada por tua presença em mim.

É tempo do Natal: A Importância de viver a Oitava de Natal.

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Como viver este “tempo especial de graças”  da nossa Igreja?

Infelizmente a maioria dos católicos não sabe da importância da “Oitava de Natal”, bem como da Oitava da Páscoa.

Como essas duas Solenidades litúrgicas são as mais importantes do Ano litúrgico; pois marcam o Nascimento e a Ressurreição de Jesus, a Igreja prolonga as suas celebrações por oito dias. Com que intenção?

Com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significam a Páscoa e o Natal, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas.

Mas, só pode se beneficiar dessas graças abundantes e especiais, aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam, e que pedem. É uma lei de Deus, quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.

As mesmas graças e bênçãos do Natal se estendem até o final da Oitava. E neste período a Igreja acrescenta a celebração de alguns santos. No dia 26 de dezembro a memória do grande Santo Estevão, o primeiro mártir do cristianismo; para que, com sua intercessão, as graças do Natal sejam ainda mais copiosas sobre nós.

Depois temos a memória dos Santos inocentes que Herodes mandou matar. Eles intercedem por nós com seu sangue inocente.   De São João evangelista, o “discípulo que Jesus amava”, e outros santos.

No meio da Oitava, no domingo após o Natal, a Igreja nos leva a olhar e meditar na Sagrada Família de Nazaré. É hora de dizer como a música. “Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!”. É o momento de fazer um longo silêncio diante do Presépio e aprender as grandes lições dessa Família através da qual o Salvador quis entrar em nossa história.

Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Natal e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Reclamamos tanto de nossas misérias, mas desprezamos tanto os salutares remédios que Deus coloca à nossa disposição tão frequentemente.

Muitas vezes somos miseráveis sentados em cima de grandes tesouros, pois perdemos a chave que podia abri-lo. É a chave da fé, que tão maternamente a Igreja coloca todos os anos em nossas mãos. Mas quem acredita? Quem vive isso? Quem pede? Quem reza?

Pare diante do seu Presépio, durante esses dias e reze com devoção, como coração, e sua vida se transformará.

Prof. Felipe Aquino

26 de dezembro. Oitava do Natal e Memória de Santo Estevão, Mártir.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
 10, 17-22)

Naquele tempo, Jesus disse aos Apóstolos: “Cuidado com as pessoas, pois vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Por minha causa, sereis levados diante de governadores e reis, de modo que dareis testemunho diante deles e diante dos pagãos. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em como ou o que falar. Naquele momento vos será dado o que falar, pois não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão. Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.”

Começamos hoje a Oitava de Natal. Após termos celebrado o nascimento do Filho de Deus, lembramo-nos neste sábado do primeiro daqueles que, por amor ao santo nome de Jesus, derramariam o próprio sangue: o protomártir Santo Estêvão. De fato, Cristo veio ao mundo para trazer-nos a verdadeira paz; mas, ao dar-no-la, Ele nos pôs ao mesmo tempo em pé de guerra com o mundo. A paz do Senhor é, pois, um espada que separa esposo de esposa, irmãos de irmãs, os que desejam amar a Deus dos que preferem rejeitá-lo. Com efeito, diz Nosso Senhor aos seus discípulos, se “o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós” (Jo 15, 18), porque o “servo não é maior do que o seu senhor” (Jo 15, 20). Eis aqui a “tragédia” da Encarnação: a Paz e o Amor fizeram-se carne, e nós os crucificamos; a Luz veio para o que era seu, mas os seus não a receberam (cf. Jo 1, 11); o Verbo, que fez mundo, veio ao mundo, e o mundo, odiando-o, pregou-o a uma cruz, entre dois ladrões.

Por isso, se o mundo odiou Aquele que, por amor, o criou, com maior razão haveria de odiar aqueles que dariam testemunho desse mesmo amor. Se, por um lado, os que são do mundo desprezam Aquele a quem pertencem, os que não são do mundo chegam ao heroísmo de entregar a própria vida por Aquele cujas palavras se comprometem a guardar (cf. Jo 15, 20). Essa parresía, essa coragem típica dos corações mártires está belamente plasmada no exemplo de Santo Estêvão. Sem preparar nenhum discurso, antes se deixando guiar pelo Espírito Santo, conforme o mandamento do Senhor, Estêvão transcendeu a prudência e lógica humanas: o seu discurso diante dos sumos sacerdotes, se sob uma perspectiva meramente terrena se assemelha a um suicídio, sob a perspectiva de Deus, ao contrário, é um verdadeiro nascimento. Nascimento de Estêvão para a vida eterna; nascimento de inúmeros cristãos, cuja esperança é regada pelo sangue de mártires como ele.

Que o seu exemplo nos inspire a abraçar este Amor que se esquece de si e vem aos homens para abrir-lhes as portas do Céus. Que este Amor nos dê as forças necessárias para o professarmos diante do mundo e, se for preciso, pagarmos com a vida o preço deste amor, desta fé, desta entrega.

Padre Paulo Ricardo

Arquidiocese de Cuiabá. 

O que acontece no Natal?

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O que acontece no Natal? Para nos ajudar a responder a essa pergunta, o evangelista Lucas nos coloca no coração dos acontecimentos: Lc 2,1-20. Ele nos convida a contemplar o Presépio. A descrição que faz do que aconteceu na gruta de Belém nos deixa surpresos, pois Jesus não é descrito diretamente. Fôssemos nós a narrar o nascimento de uma criança, falaríamos de seu rosto e de seu choro, de seu tamanho e peso. Lucas nada nos diz a esse respeito. Não elogia Jesus e nem se preocupa em nos dizer como ele era.

Na primeira parte do que descreve, parece querer destacar José e Maria, que se submetem a um homem poderoso – César Augusto. Esse imperador espalha o medo pela região: como não obedecê-lo, já que queria um recenseamento completo da população, para que ninguém deixasse de pagar impostos? O imperador demonstra seu poder movimentando as pessoas, mesmo que se trate de mulheres, como Maria, que estejam grávidas e, para as quais, qualquer viagem é um grande incômodo.

A segunda parte da descrição é em torno dos pastores. Para que entendessem que a mensagem que ouviam era marcada pela alegria, foi preciso que os anjos os acalmassem: “Não tenhais medo!”

Mesmo que Lucas não entre em pormenores sobre Jesus, no centro não só da cena que descreveu, mas em todo o seu Evangelho, é o Filho de Deus que se destaca. Jesus é o centro do Natal. Tudo movimenta-se ao seu redor, isto é, ao redor de uma criança que, como toda criança, é frágil e indefesa. Ele está no centro da vida de Maria e de José; no centro da vida dos pastores. Mais: no centro da História. Tudo gira em torno dele; tudo foi feito por ele e para ele.

Gosto de observar presépios, não importa de que maneira são feitos, nem por quem. Vejo que em todos eles as personagens estão ali em função de Jesus. Todas estão voltadas para ele ou têm sentido em vista dele. José o protege. Maria é aquela que o enfaixa e o coloca na manjedoura. Os pastores, para visitá-lo, deixam seu rebanho. Jesus nada diz, nada ordena e, no entanto, todos são tocados por ele.

A partir de seu nascimento, em Belém, Jesus passa a estar no centro da vida dos homens e mulheres, dos jovens e crianças de todos os tempos – também dos que não o aceitam. Ele veio trazer a salvação e a paz para todos, mas não obriga ninguém a aceitá-las. No Natal, o Pai dá o maior de todos os presentes à humanidade. Mas não nos dá Seu Filho porque somos santos, mas porque somos necessitados e precisamos de um Redentor. Sem ele – Caminho, Verdade e Vida -, pereceríamos. Sozinhos, não conseguiríamos trilhar o caminho do amor.

O que acontece no Natal?, comecei perguntando. Com a ajuda do evangelista Lucas, descobrimos que, no Natal, Deus abre imensos horizontes diante de nós, pois nos tira do caminho da morte e nos introduz no caminho da vida. O apóstolo Paulo nos dirá que, no Natal, “a graça salvadora de Deus manifestou-se a toda a humanidade”, pois Cristo “se entregou por nós, para nos resgatar de toda iniquidade e purificar para si um povo que lhe pertença e que seja zeloso em praticar o bem” (Tt 2,11.14). Purificar para si um povo que lhe pertença! Somos chamados a pertencer a este povo que tem como centro Jesus. Um povo que se dedique a praticar o bem.

O que acontece no Natal? Acontece simplesmente isso: “nasceu para nós um menino” (Is 9,5). Jesus está no meio de nós!

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

25 de dezembro. Natal do Senhor. Que Cristo renasça em nós pela Fé.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Feliz Natal a todos.

A liturgia desta noite de Natal fala-nos de um Deus que ama os homens; por isso, não os deixa perdidos e abandonados a percorrer caminhos de sofrimento e de morte, mas envia “um menino” para lhes apresentar uma proposta de vida e de liberdade. Esse menino será “a luz” para o povo que andava nas trevas.

O Evangelho apresenta a realização da promessa profética: Jesus, o “menino de Belém”, é o Deus que vem ao encontro dos homens para lhes oferecer – sobretudo aos pobres e marginalizados – a salvação. A proposta que Ele traz não será uma proposta que Deus quer impor pela força; mas será uma proposta que Deus oferece ao homem com ternura e amor.

Com a Bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,

Pe. Agenor Sbaraini, CS

 Missa da noite de Natal.

Dia 25 de Dezembro – Segunda-feira

Palavra de Deus: Isaías 9,1-6; Tito 2,11-14; Lucas 2,1-14

 QUE HAJA LUGAR PARA ELE RENASCER EM VOCÊ A CADA DIA PELA FÉ

            Se quisermos compreender o sentido do Natal, precisamos nos lembrar desta Palavra: “Eu, o Senhor, habito num lugar alto e santo, mas estou junto ao abatido e humilhado, a fim de reanimar o espírito abatido, a fim de reerguer o ânimo dos humilhados” (Is 57,15). Jesus nasceu entre nós porque Deus escolheu descer do alto do céu para Se colocar junto a todo ser humano, especialmente junto daquele que se encontra abatido e humilhado. Justamente por isso, na noite em que Jesus nasceu o Anjo do Senhor se dirigiu aos pastores – homens considerados pecadores, perdidos e sem salvação pelas pessoas daquela época – e lhes disse: “Eu vos anuncio a boa notícia, que será uma alegria para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,10-11).

            “Nasceu para vós um Salvador” (Lc 2,11). Como nos lembra o Pe. José A. Pagola, “Jesus não nasceu para Maria e José; nasceu para nós!”; nasceu, sobretudo, para os pecadores, para as pessoas que se sentem perdidas, ou que são julgadas pelos outros como tais; Jesus nasceu para aqueles que não enxergam nenhuma chance de salvação. Justamente por isso, Ele disse na casa de Zaqueu que veio ao mundo “para procurar e salvar o que estava perdido” (Lc 10,19). Portanto, ao proclamarmos que o Filho de Deus se fez pessoa humana, devemos proclamar também que nenhum ser humano está abandonado a si mesmo; ninguém está sozinho em sua solidão, porque Jesus é “Deus conosco” (Mt 1,23), e Ele mesmo nos fez esta promessa: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Ele nasceu não somente para estar conosco por algum tempo, mas para permanecer conosco todos os dias, em nossa caminhada humana, até que um dia estejamos com Ele na casa do Pai (cf. Jo 14,2-3).

            Natal é a festa da encarnação: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). O Filho de Deus se fez pessoa humana; experimentou em seu próprio corpo tudo o que experimentamos: fome, dor, tristeza, ameaça, desejo, tentação, necessidade, carência etc. Mas Ele experimentou tudo isso em favor de cada um de nós, pois sabia que somente aquilo que é assumido pode ser redimido (São Gregório de Nissa). Jesus assumiu a nossa natureza humana, a nossa carne, aquilo que temos de mais frágil e passível de ser corrompido, para nos redimir, para nos reerguer, para nos retirar do abismo da condenação e nos dar a graça da salvação. Por isso hoje, nesta noite de Natal, cada um de nós pode proclamar com o apóstolo Paulo: “quando sou fraco, é então que sou forte” (2Cor 12,10), pois Cristo nos garantiu: “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que a minha força se manifesta” (2Cor 12,9).

            O Natal é a manifestação da força de Deus na fraqueza humana. O Natal é a celebração da graça de Deus “que se manifestou trazendo a salvação a todas as pessoas” (Tt 2,11). Portanto, o Natal, embora seja celebrado como festa para os cristãos, é, na verdade, uma festa que deveria ser celebrada por todas as pessoas, pois Jesus nasceu como Salvador de todo ser humano e não somente dos cristãos, não somente dos que nele creem. De fato, o próprio Jesus disse que o Pai lhe confiou o poder de salvar todo ser humano e de lhe dar a vida eterna (cf. Jo 17,2). Cabe a nós, cristãos, recuperar a consciência da nossa salvação em Cristo e de ajudar as pessoas do nosso tempo a se encontrarem com Aquele que nasceu como único e verdadeiro Salvador de cada uma delas.

            “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e para os que habitavam nas sombras da morte brilhou uma luz… Porque para nós nasceu um menino…” (Is 9,1.5). O profeta Isaías disse essas palavras numa época em que o povo de Israel se sentia engolido pela violência, pela ganância e pela destruição das nações inimigas que o rodeavam. Hoje nós, cristãos, somos chamados a profetizar sobre as sombras escuras do terrorismo, das guerras, da violência urbana, da destruição provocada pela fome, pela corrupção, pelas injustiças, pelo tráfico e pelo consumo de drogas, que “para nós nasceu um menino”. Nossa missão como cristãos, como “sal da terra” e “luz do mundo” (cf. Mt 5,13.14), é nos colocar junto daqueles que estão prostrados nas trevas e sentados na sombra da morte, para anunciar-lhes que nasceu Aquele que é a “luz que brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram apagá-la” (Jo 1,5); nasceu Aquele que é “a luz verdadeira que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano” (Jo 1,9).

            A narrativa do nascimento de Jesus também nos faz um alerta: “Não havia lugar para eles” (Lc 2,7); por isso, Maria deu à luz o seu Filho numa estrebaria. Hoje, diante de Jesus menino, podemos pensar nas crianças que, como Jesus, também não encontram um lugar digno para nascer, crescer e ser educadas. Não há lugar para elas no que diz respeito à saúde e à educação de qualidade; não há lugar para elas no que diz respeito a uma família estruturada; não há lugar para elas no que diz respeito à formação de uma personalidade saudável e de uma identidade sexual clara e bem definida. Pensemos também nas crianças para as quais não há lugar para a religião nem para a fé, na vida delas: são crianças cujos pais têm a preocupação em levá-las para visitar o Papai Noel e tirar foto com ele nos shoppings ou nas praças da cidade, mas não se preocupam em levá-las para visitar e tirar fotos junto de um presépio; são crianças que crescem desconhecendo que a razão de ser do Natal é justamente acolher o Menino que nasceu como nosso Salvador.

              Por fim, ao celebrarmos o Natal de nosso Senhor Jesus, tenhamos claro que não estamos aqui para olhar um fato do passado e simplesmente recordar o nascimento do Filho de Deus. Muito mais do que isso, a celebração do Natal é sempre uma oportunidade de reavivar a nossa esperança na gloriosa manifestação “do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2,13), cuja volta devemos aguardar procurando nos afastar do paganismo e da corrupção moral em que vive o nosso mundo, ao mesmo tempo em que nos esforçamos por viver a cada dia de maneira equilibrada, justa e piedosa (cf. Tt 2,12).    

24 de dezembro. Evangelho do dia: Lucas 1,26-38.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Feliz domingo!

A liturgia deste último Domingo do Advento refere-se repetidamente ao projeto de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer aos homens. Esse projeto, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Encarnação de Jesus.
O Evangelho refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projeto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer “sim” ao projeto de Deus, acolher Jesus e apresentá-lo ao mundo.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,

Pe. Agenor Sbaraini, CS

 Missa do 4o. dom. do advento. Palavra de Deus: 2Samuel 7,1-5.8b-12.14a.16; Romanos 16,25-27; Lucas 1,26-38. 

 Evangelho do dia: (Lucas 1,26-38)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

 1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,

27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”
35 Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível”.
38 Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.

Palavra da Salvação.

 FAÇA-SE EM MIM

Reflexões de Pe. Paulo Cezar Mazzi

Durante todo o tempo do Advento nós, Igreja, suplicamos: “Que as nuvens se abram e enviem o orvalho reconfortador; que da terra brote já a flor, que venha pra nós o Salvador!” Hoje, às vésperas do Natal, o Evangelho nos mostra o momento em que os céus se abrem e enviam o orvalho da salvação, Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que Maria é apresentada como a terra do coração humano que se abre docilmente para acolher o anúncio do Anjo e permitir que no seu ventre comece a germinar Aquele que veio nos trazer a salvação.  

Deus poderia ter enviado seu Filho ao mundo “a partir de cima”, descido como que “pronto” do céu, isto é, já adulto, formado. Mas Ele escolheu outro caminho: quis que Jesus percorresse o mesmo caminho que todo ser humano percorre ao vir ao mundo – o caminho da fecundação, da gestação, das dores de parto, do nascimento, do crescimento etc., até se tornar adulto e iniciar a sua missão como Salvador da humanidade. Além disso, Deus permitiu que seu Filho estivesse sujeito aos mesmos riscos que a vida de qualquer ser humano enfrenta neste mundo, inclusive o risco de ser eliminada pela violência e pela maldade dos homens (cf. Mt 2,13-18). Portanto, o caminho que Deus escolheu para nos salvar foi o caminho da Encarnação: seu Filho Jesus abriu mão da Sua condição divina e se fez pessoa humana no seio de Maria, estando exposto a tudo aquilo que nós, seres humanos, estamos expostos (cf. Hb 4,15).  

O Evangelho da Anunciação que hoje ouvimos nos fala não somente do divino que se faz humano; ele fala também do humano que é chamado a cuidar do divino! Assim como Maria, cada um de nós é chamado a ser como que uma terra aberta ao orvalho que o céu quer derramar para gerar a salvação entre os seres humanos. Assim como Maria foi convidada a assumir o seu lugar na história da salvação, cada um de nós é convidado a colaborar com Deus, para que a história da salvação tenha continuidade no hoje da história da humanidade. Assim como o “sim” de Maria foi fundamental para que Jesus nascesse no meio dos homens, da mesma forma o nosso “sim” hoje é fundamental para que Jesus possa renascer no coração do nosso mundo.

O Natal começa aqui, no exato momento em que Maria diz ao anjo Gabriel: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). E estas palavras de Maria nos questionam: Como ouvimos a Palavra do Senhor? Com que disposição? Até que ponto permitimos que a sua Palavra penetre e permaneça em nós? Até que ponto temos paciência e confiança em esperar na Palavra de Deus, até que ela se cumpra em nós? Assim como Maria, não podemos nos fechar à graça de Deus, como se fôssemos um terreno cimentado, coberto de concreto, impermeável à fecundidade da Palavra de Deus. Pelo contrário, precisamos nos tornar sempre mais uma terra boa, onde a Palavra de Deus possa não somente ser semeada, mas também germinar em nós. Sem a acolhida humilde e obediente da Palavra, não há como a salvação de Deus germinar no chão da nossa vida.

“Faça-se em mim”… Quanto custou a Maria dizer e sustentar essas palavras a Deus! Não foi apenas no momento da Anunciação que ela disse “Faça-se em mim”. Também no momento em que não havia lugar para ela dar à luz o seu Filho (cf. Lc 2,7); também no momento em que precisou fugir com Ele para o Egito, para que Herodes não O matasse (cf. Mt 2,13); também no momento em que Ele, depois de ser reencontrado no Templo, lhe deixou claro que devia cuidar das coisas do seu Pai (cf. Lc 2,49); também no momento em que saiu de Nazaré e iniciou sua missão… Mas foi, sobretudo, no momento em que comungou do sofrimento de Seu Filho na cruz que Maria teve que repetir: “Faça-se em mim” (cf. Jo 19,25).  

A exemplo de Maria, nós precisamos aprender a nos abrir aos desígnios de Deus, aos projetos que Ele tem a nosso respeito e a respeito da humanidade. Nós precisamos não apenas dizer de coração sincero “faça-se em mim”, como precisamos também sustentar o nosso “sim” a Deus em toda e qualquer situação, confiando que tudo concorre para o bem daqueles que se submetem ao querer de Deus e confiam nos Seus propósitos (cf. Rm 8,28). Deus ainda hoje procura por homens e mulheres que tenham a disponibilidade de Maria, que aceitem abrir mãos dos seus projetos pessoais, muitas vezes alimentados por interesses egoístas, para se abrirem a um horizonte maior, colaborando para que Ele reescreva a história da salvação no coração da humanidade. 

“Eis que conceberás e darás à luz um filho…” (Lc 1,31). Numa época em que se espalham no mundo campanhas favoráveis ao aborto, as quais defendem a ideia de que cabe à mulher decidir sobre o seu corpo, como se o filho que ela está gerando fosse apenas um “órgão” do seu corpo que ela pode decidir eliminar; numa época em que muitos filhos são gerados sem alegria, sem amor e sem esperança; numa época em que muitos casais, por medo da violência e da maldade dos homens, decidem não ter filhos; numa época em que muitas pessoas, devido a sofrimentos não superados e a dores não enfrentadas de maneira madura e libertadora, decidiram se tornar “estéreis”, isto é, pessoas sem alegria, sem fé, sem esperança e sem amor perante a vida, Deus nos convida a recuperar a confiança em nossa capacidade de sermos pessoas fecundas, pessoas que se tornem grávidas de um futuro e de uma esperança para si mesmas e para o nosso mundo.

“O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35). Coloquemo-nos debaixo da sombra do Altíssimo; deixemo-nos “cobrir”, isto é, fecundar pelo Espírito Santo de Deus; deixemo-nos conduzir por Ele, pois somente o Espírito Santo pode gerar Jesus em nós, e somente Ele pode nos fazer portadores de Jesus para os outros… Alegrando-nos com Maria. Aprendamos com ela a dizer a cada dia o nosso “Fiat” (Faça-se, em latim), o nosso “Faça-se” ao que Deus nos propõe na sua Palavra, e que o nosso “Faça-se” não seja dado somente hoje, mas em toda e qualquer circunstância, permitindo que Jesus continue a ser gerado em nós e, por meio de nossas atitudes, nos ambientes em que nos encontramos e no coração daqueles que convivem conosco.        

 

Oração: Chamas por mim. Ouço tua voz. Que queres de mim, ó meu Senhor? Estou aqui ao teu dispor, servo fiel à tua vontade eu serei. Teus planos vão além do que eu possa entender. Quem sou eu pra merecer tantas graças assim? Meu “sim” eu quero te dizer. Querer o teu querer, e assim viver. Eu sei: já não posso mais calar a voz que grita em mim! Fiat, faça-se, faz em mim, quero que faças sim. Tua vontade sim, faz em mim, quero que faças sim!Simples mulher, pura e fiel, como tua mãe eu quero ser. Silenciar diante de ti e guardar tudo dentro do meu coração. Não quero que a embriaguez dos vinhos que bebi me impeça de provar o sabor do teu vinho novo. Sede nunca mais terei. Contigo eu posso sempre renascer. Eu sei: já não posso mais calar a voz que grita em mim! Fiat, faça-se, faz em mim, quero que faças sim. Tua vontade sim, faz em mim, quero que faças sim!

Fiat (Faça-se) Banda Dom.

https://www.youtube.com/watch?v=vzAwnKrMH30

Sábado da 3ª Semana do Advento. Evangelho do dia: Lucas 1,57-66.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
O Natal está às portas.
A narrativa do Evangelho de  hoje mostra que estão maduros os tempos, que o Messias está próximo. Há que preparar-se para recebê-lo, como João, e reconhecer na história uma nova e radical forma de relação entre Deus e o homem.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 
 

Evangelho do dia: (Lucas 1,57-66)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó rei e Senhor das nações e pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

1 57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.
58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.
59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.
60 Mas sua mãe interveio: “Não, disse ela, ele se chamará João”.
61 Replicaram-lhe: “Não há ninguém na tua família que se chame por este nome”.
62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.
63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: “João é o seu nome”. Todos ficaram pasmados.
64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus.
65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia.
66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: “Que será este menino?” Porque a mão do Senhor estava com ele.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – FONTE: www.domtotal.com

O FILHO DA ESTÉRIL
O nascimento de João Batista foi motivo de regozijo para os vizinhos e parentes de Zacarias e Isabel. Todos reconheciam neste acontecimento a manifestação da grande misericórdia de Deus, interpretando-o à luz de fatos do passado. Estes revelaram que aos filhos das estéreis estavam reservadas importantes missões em favor do povo.
É de notar que as três grandes matriarcas do povo tenham sido estéreis. Assim, a esposa de Abraão – Sara – deu à luz já na velhice, a ponto de temer que caçoassem dela. A esposa de Isaac – Rebeca – também concebeu, apesar de ser estéril. Sua gravidez foi resultado da súplica dirigida a Deus por seu marido. Igualmente a esposa de Jacó – Raquel – só foi capaz de gerar por especial intervenção divina. Outros personagens importantes da história de Israel também nasceram de mães consideradas estéreis. Tal é o caso de Samuel, nascido de Ana.
O nascimento do Batista colocava-se no sulco de uma plêiade de personagens ilustres. Daí o temor que se apoderou do povo, o interesse com que narravam o fato, e as interrogações que se faziam a respeito do destino do menino. Sendo evidente que a “mão do Senhor estava com ele”, tinham certeza de que se tratava de alguém ao qual Deus confiaria tarefas importantes. Desde o seu nascimento, o Batista foi considerado homem de Deus, na mais perfeita consonância com o caminho que haveria de trilhar.
Oração

Pai, conta comigo para realizar o teu projeto, como contaste com João cujo nascimento foi revestido de gestos amorosos de tua providência.