Em Cambuquira terço da Irmã Laura será rezado em 2 horários.

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Desde o falecimento de Irmã Laura ocorrido no dia 13 de fevereiro de 2013 fiéis a cada dia 13 do mês durante todo o ano rezam o terço diante do túmulo de Irmã Laura no cemitério municipal de Cambuquira onde ela foi sepultada no dia 14 do mesmo mês e ano. A boa notícia é que neste mês de setembro além do horário das 9 horas da manhã o terço também começará a ser rezado às 15 horas. Em agosto passado a prefeitura municipal emitiu um documento tornando o tumulo perpétuo para não correr o risco de ser vendido, visto que ele apesar de ter sido reformado por boa vontade dos fiéis ainda pertence à prefeitura municipal. Ela (prefeitura) também permitiu que seja construído um jazigo no local, porém  ainda não apareceu ninguém que se proponha a realizar tal obra. É bom lembrar que a estátua da Irmã  que está colocada na praça da matriz foi construída com doações de alguns dos fiéis de Cambuquira e até de outros estados como São Paulo e Mato Grosso. Nos últimos meses o terço tem tido uma participação de fiéis da cidade de Três Corações que começaram  rezar por graças alcançadas como emprego e aposentadoria. 

Foto: Fiéis indo para o cemitério rezar o terço.

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SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA DE 12 A 18 DE AGOSTO

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A Igreja no Brasil celebra entre os dias 12 e 18 de agosto a Semana Nacional da Família, evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

Este ano, o evento que já faz parte do calendário das paróquias brasileiras tem como tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”, a mesma temática do IX Encontro Mundial das Famílias com o Papa Francisco, que acontece em Dublim, Irlanda, também em agosto.

“O ‘Evangelho da Família’ ressalta o lado positivo da Família, a família como boa notícia, como um bem, um dom de Deus. ‘Alegria para o mundo’ acentua o fato de que ser família não é um aspecto da doutrina, um valor apenas para os cristãos ou para as pessoas religiosas. É uma riqueza para o mundo, para a humanidade toda, destaca o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa.

Portanto, é preciso se preparar para viver intensamente a alegria que os eventos vão proporcionar. Para incentivar a participação da comunidade, dom Bosco ressalta que a Pastoral Familiar de cada comunidade, ou mesmo as que não contam com a pastoral, oferecem inúmeras ocasiões de encontros, celebrações, ações missionárias, palestras e eventos sobre os temas ligados à família.

Todo o conteúdo para as reflexões sobre temas familiares, roteiros de orações e cantos para motivar a celebração podem ser encontrados no subsídio “Hora da Família”, que já está disponível.

Encontro Mundial das Famílias

 

De 22 a 26 de agosto, acontece em Dublin, na Irlanda, o 9º Encontro Mundial das Famílias, e a esperada manifestação do Papa Francisco sobre esse tema. O encontro vem sendo preparado como um grande simpósio, muitas palestras, oficinas, reflexões e celebrações para os milhares de participantes do mundo todo, que levarão para seus países essa reflexão, para que continue dando frutos em toda parte.

“Esperamos que esse encontro reforce o trabalho de evangelização que vem sendo realizado pela Pastoral Familiar, esclareça questões, chame a atenção do mundo para a importância da família, construída segundo a vontade de Deus, pois só assim ela pode ser alegria para o mundo”, finaliza dom Bosco.

Do Brasil, além das famílias que se inscreveram no encontro, estarão presentes o presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, o assessor nacional da comissão, padre Jorge Alves Filho e o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz Zilfredo Stolf e Carmen Rodrigues Stolf.

O Encontro Mundial das Famílias foi idealizado pelo papa São João Paulo II em 1992 e acontece a cada três anos. O objetivo é “celebrar o dom divino da família” e aprofundar a “compreensão da família cristã como Igreja doméstica e unidade básica de evangelização”.

Fonte: CNBB

12 de agosto 19º Domingo do Tempo Comum. Evangelho do dia: João 6,41-51

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Discípulas e discípulos de Jesus, Feliz domingo,

Feliz dia dos Pais.

Deus os abençoe a todos!

A liturgia deste 19º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta, uma vez mais, da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus.

O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projeto, segui-lo no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora,

Pe. Agenor Sbaraini, CS

Missa do 19º. dom. comum.

Palavra de Deus: 1Reis 19,4-8; Efésios 4,30–5,2; João 6,41-51

Evangelho do dia: (João 6,41-51)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou o pão vivo, descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver. Eu sou o pão vivo, descido do céu, amém, aleluia, aleluia! (Jo 6,51)

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” 43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá.51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da salvação.

VOCÊ NÃO PRECISA MORRER NO DESERTO

Reflexão de Paulo Mazzi

            Por que algumas pessoas escolhem praticar uma religião e outras não? Por que algumas pessoas têm fé e outras não? A ciência já tentou responder a essas perguntas com a teoria de que existiria na genética das pessoas religiosas, isto é, das pessoas que têm fé, uma predisposição para Deus. Portanto, abrir-se para Deus, abrir-se para a fé, segundo alguns cientistas, é uma questão genética: alguns nascem biologicamente predispostos a isso e outros não.

            Jesus tem outra resposta para essa questão: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai” (Jo 6,44). A expressão “vir a mim” significa “crer em mim”. Diante da resistência de alguns judeus em crer n’Ele, Jesus entende que a fé não é um simples querer humano; ela não é uma invenção da mente humana, mas um dom de Deus. A fé carrega consigo um mistério chamado Deus. Misteriosamente, Deus tem caminhos que não conhecemos para falar à consciência e ao coração humano. Embora seja verdade que Deus queira salvar todos os seres humanos (cf. 1Tm 2,4), nem todos foram visitados por Sua graça insondável, que age no coração humano de uma maneira que não podemos controlar, entender ou explicar. Portanto, diante da fé nós só podemos ter uma atitude de humildade e gratidão: ela não é conquista nossa, não é mérito nosso, mas puro dom, pura graça de Deus.    

            Mas há outra verdade importante revelada por Jesus no Evangelho de hoje: “Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim” (Jo 6,45). Toda pessoa que escuta a voz de Deus em sua consciência e em seu coração abre-se para a fé em Jesus, isto é, sente-se atraída para Ele. Mas quem hoje escuta a voz de Deus? Quem hoje escuta seu próprio interior? Nós vivemos mergulhados no barulho; estamos cheios de barulhos: barulhos externos e também internos, e os piores são os internos! Portanto, o problema não é que Deus tenha deixado de falar com a humanidade, mas nós, humanidade, ou não queremos ouvi-Lo, ou não estamos compreendendo o que Ele está nos falando por meio da vida, por meio dos acontecimentos.  

            Quem se deixa instruir, ensinar, orientar pelo Pai, acolhe a verdade de que é uma pessoa que carrega em si uma profunda fome de salvação e essa fome só pode ser saciada por Jesus, o pão vivo descido do céu: “Eu sou o pão da vida… Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,48.51). Jesus não é apenas pão, mas “pão vivo”. Ele é fonte de vida e só Ele pode responder à nossa fome de paz, de justiça, de alegria, de amor e de salvação. A vida que Jesus transmite aos discípulos através do Evangelho e da Eucaristia é a mesma que Ele recebe do Pai, que é a fonte inesgotável de vida plena; uma vida que não se extingue com nossa morte biológica. Por isso Jesus afirma: “Quem comer deste pão viverá eternamente”; ‘Quem se alimentar de mim jamais morrerá interiormente’.

            Assim como o profeta Elias, nós passamos por momentos em que “entramos deserto adentro”, nos jogamos no chão e pedimos a morte (cf. 1Rs 19,4). Além de ser a imagem de cada um de nós, Elias é especialmente a imagem do pai que se cansou de lutar – lutar por sua família, por seu casamento, por seus filhos, por sua sobrevivência, por sua fé, por sua santidade, lutar por um mundo mais justo. Assim como Elias, muitos pais se tornaram homens abatidos, deprimidos e solitários, consumidos pelo medo e pelo desespero, tendo apenas uma vontade: morrer. Assim como Elias, muitos pais hoje se jogaram no chão e adormeceram, entrando num sono que funciona como fuga da realidade, um sono que ajuda a manter a consciência anestesiada, para não ter que se angustiarem com perguntas que não têm como responder (cf. 1Rs 19,5).   

            Mas Deus visita o pai no seu deserto, tomado pelo desejo de morrer. Deus fala à consciência e ao coração do pai: “Levante-se e coma!” ‘Alimente-se da Palavra e da Eucaristia do meu Filho! Não se entregue ao desânimo e ao fracasso. Você ainda não terminou sua missão’. “Levante-se e coma! Você ainda tem um caminho longo a percorrer” (1Rs 19,7). ‘Seu caminho não termina nesse fracasso, nessa queda, nessa derrota. Há algo que você ainda tem que realizar. Você não morrerá nesse deserto, mas chegará à meta para a qual aceitou caminhar comigo’.

“Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus” (1Rs 19,8). Sem a nossa comunhão com Jesus Cristo, nós não chegaremos à montanha de Deus. Sem nos alimentar com o “pão vivo” que Jesus nos oferece na sua Palavra e na sua Eucaristia, nós corremos o risco de ser consumidos pelo desânimo e morremos no deserto do nosso desespero. Só com a força do alimento espiritual que é Jesus, “o pão vivo descido do céu” (Jo 6,48) é que podemos reagir ao desânimo, nos levantar do nosso sentimento de fracasso e retomar nossos ideais, dirigindo a nossa vida para a meta que fomos chamados alcançar: a nossa salvação.

“Chegar ao Horeb, o monte de Deus” (1Rs 19,8) significa chegar à meta a que fomos chamados, seja como pessoas, seja como filhos de Deus; significa também chegar à realização da nossa vida familiar, afetiva e profissional. Elias só chegou ao monte de Deus “com a força” daquele alimento que o próprio Deus lhe providenciou. Como temos alimentado nossos sonhos, nossos ideais? Nós temos alimentado nossos relacionamentos? Com o quê? Temos alimentado nossa esperança, nossa fé, nossa espiritualidade? De que forma? “Você ainda tem um caminho longo a percorrer” (1Rs 19,7). Não nos entreguemos ao desânimo, muito menos ao pessimismo ou ao derrotismo. Retomemos a cada dia o nosso caminho. Alimentemo-nos diariamente do Senhor, por meio da nossa oração pessoal, e deixemos com que a força da Sua graça nos levante do chão e recoloque nossos pés no caminho rumo ao Seu monte, onde se dará a nossa comunhão definitiva com Seu Filho, no qual temos a vida plena e a salvação.   

            Oração: Pai, peço-Te a graça da fé, a graça de sentir-me atraído(a) para o Teu Filho Jesus, a graça de crer n’Ele com toda a minha alma. Quero deixar-me instruir por Ti; quero orientar-me por Tua verdade, e nela encontrar o sentido para a minha vida. Hoje eu renuncio a todo barulho que há em mim e silencio o meu interior para ouvir Tua voz. Preciso Te ouvir, Senhor! Preciso da Tua Palavra tanto quanto preciso de pão para viver. “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada. Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação” (Sl 25,4-5).

            Assim como Elias, algumas vezes eu fujo para o deserto e me entrego ao desânimo; algumas vezes eu desisto de lutar, desisto de crer e de esperar em Ti, desisto de viver. Visita-me, Senhor! Desperta-me do sono do pessimismo e do desespero. Fala à minha consciência e ao meu coração. Devolve-me a fé, a esperança, o ânimo, o sentido da vida! Quero levantar-me e retomar o meu caminho. Quero retomar a missão para a qual o Senhor me chamou. Alimenta-me com a Tua Palavra. Sustenta-me com o Teu Espírito. Fortalece meus passos para que eu continue a caminhar até chegar ao Teu monte, à Tua presença, à meta para a qual o Senhor me chamou, que é a salvação em Teu Filho Jesus, o pão vivo descido do céu. Amém!

Amar Cristo é amar a Igreja

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“Como é possivel separar o nosso amor a Jesus Cristo daquele que devemos à sua Igreja?

Jesus Cristo associou misticamente em si os filhos dos homens para formar com esses uma coisa só, deixando, todavia, subsistir a própria personalidade de todos aqueles que se teriam unido a ele. E como em Jesus Cristo não existe se não uma só pessoa, assim todos os cristãos devem formar com ele um só corpo. Ele serà a cabeça e esses os membros.

A Igreja é o preço do sangue de Jesus Cristo e o objecto do seu amor infinito pelos homens. Amou-a mais do que a sua vida e, através dele, esta é cara a Deus Pai que desde toda a eternidade a tinha amado até ao ponto de dar o seu Filho único:

“Deus amou de tal modo a humanidade que lhe entregou o seu Filho único” (Jo 3,16).

Também o Espírito Santo, prometido pelo Salvador Divino, veio para se unir a ela e nunca mais se separar, para ser como que a sua alma, para inspirá-la, iluminá-la, dirigí-la, sustentá-la e realizar nela as grandes obras de Deus (cf. Act 2, 11).

Todos aqueles que são membros da Igreja vivem na casa espiritual de Deus, ou melhor, são esses mesmos aquela casa, um templo imenso no qual todo o universo deve entrar e cujas pedras são todas vivas.(…) Foi Deus mesmo que construíu esta casa com cimento divino.

Ora, queridos irmãos, perguntar-vos-emos: não amar com um amor filial a Esposa de Jesus Cristo, a qual nos foi dada por ele como Mãe, não amar a família do Homem-Deus, a sua casa vivente, o seu templo santo, a sua cidade terrena, imagem da cidade eterna, o seu reino, o seu rebanho, a sociedade que ele fundou, em suma a obra que foi objecto de toda a sua actividade e que é o objecto de todas as suas complacências aqui na terra, não é não querer amá-lo a ele mesmo?

Não é desconhecer os planos da sua misericórdia, os direitos do seu amor e aqueles da sua potência?

Não é desconhecê-lo como Salvador, como Redentor dos homens, como vencedor do inferno e da morte, e como Senhor soberano ao qual foram dadas em posse todas as nações da terra? (cf. Sl 2, 8).

De “Lettera pastorale” de Santo Eugénio de Mazenod para a quaresma de 1860.

Oração

Oh Deus, que na tua misericórdia, quiseste enriquecer o santo Bispo Eugénio de Mazenod grandes virtudes apostólicas para anunciar o Evangelho às gentes, concede-nos, por sua intercessão, de arder no mesmo espírito e de tender unicamente ao serviço da Igreja e à salvação das almas. (Colletta della festa di sant’Eugenio de Mazenod)

Bênção da Fogueira na Noite de São João

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O Documento de Aparecida nos ensina que a religiosidade popular é “o precioso tesouro da Igreja Católica na América Latina”.[Devemos] “promovê-la e protegê-la. Essa maneira de expressar a fé está presente de diversas formas em todos os setores sociais, em uma multidão que merece nosso respeito e carinho, porque sua piedade ‘reflete uma sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer’”. (DA 258)

          Continua o texto: “Entre as expressões dessa espiritualidade contam-se: as festas patronais, as novenas, os rosários e via-sacras, as procissões, as danças e cânticos do folclore religioso, o carinho aos santos e aos anjos, as promessas, as orações em família”. (DA 259)

          No próximo dia 24 estaremos recordando o nascimento de São João Batista, o precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que “foi, em suma, uma figura ímpar na história de Israel. (…) Dentre todos os profetas do Antigo Testamento, só ele teve a incomparável glória de encontrar-se pessoalmente com o Divino Salvador e apontá-lo em termos inteiramente claros: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1,29)” (Revista Arautos do Evangelho nº 120, p 14)

          Apresentamos aos nossos leitores o belo cerimonial da bênção da fogueira na noite de São João. Tal benção encontra-se no RITUAL DE SACRAMENTOS E SACRAMENTAIS editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia da CNBB em 1965. No texto de apresentação deste, o então Secretário Nacional de Liturgia, Dom Clemente Isnard, OSB, assim se exprimia: “Na assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Roma, ao ser promulgadas, em dezembro de 1963 a Constituição Sacrosanctum Concilium, o nosso Episcopado decidiu introduzir o uso da língua vernácula nas partes permitidas da Missa e administração dos Sacramentos e Sacramentais. (…) Oxalá o uso destas versões contribua eficazmente para que os fiéis, acendendo aos Sacramentos numa iniciativa de Fé, participem ativa, consciente e mais facilmente das ações litúrgicas.

Bênção da Fogueira na noite de São João Batista

(Rit. Rom, tít. IX, cap III, 13)

 V. A nossa proteção está no nome do Senhor.

R. Que fez o céu e a terra.

V. O senhor esteja convosco.

R. E contigo também.

Oremos

Senhor Deus, Pai todo-poderoso, luz inextinguível e criador de toda luz, santificai + este fogo novo e dai-nos, um dia, após as trevas desta vida, que possamos, puros de coração, chegar a vós, luz inextinguível. Por Cristo, nosso Senhor.

R. Amém.

Asperge a fogueira com água benta. Em seguida:

Hino

 Doce sonoro, ressoe o canto.

Minha garganta, faça pregão.

Solta-me a língua, lava-me a culpa,

Ó São João

 Anjo no templo, do céu descendo,

Teu nascimento ao pai comunica,

De tua vida preclara fala,

Teu nome explica.

Da mãe no seio, calado ainda,

O Rei pressente num outro vulto,

E à mãe revelas o alto mistério

Do Deus oculto

Louvor ao Pai, ao Filho unigênito,

E a ti, Espírito, honra também,

Dos dois procedes, com eles sendo

Um Deus, amém.

V. Houve um homem por Deus enviado.

R. João era seu nome

Oremos.

Deus que nos concedeis este dia, para honrarmos o nascimento de S. João Batista, dai a vosso povo a graça da alegria espiritual e dirigi o coração dos vosso fiéis no caminho da eterna salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

R. Amém.       

“O que necessita hoje a Igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”. Evangelho do dia: Mateus 5,13-16

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Discípulas e discípulos de Jesus,

Paz e bem para todos.
Sejamos sal e luz dando sabor e iluminando nossa vida e a dos demais.
Com a bênção de Deus sob o manto de nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS

Evangelho do dia: (Mateus 5,13-16)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
5 13 Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.

Meditação da Palavra – Pe. José Antonio Pagola

Jesus dá a conhecer com duas imagens audazes e surpreendentes o que pensa e espera dos seus seguidores. Não deve viver pensando sempre nos seus próprios interesses, seu prestígio ou seu poder. Apesar de ser um grupo pequeno no meio do vasto Império de Roma, deve ser o “sal” que necessita a terra e a “luz” que faz falta ao mundo.

“Vós sois o sal da terra.” As pessoas simples da Galileia captam espontaneamente a linguagem de Jesus. Todo o mundo sabe que o sal serve, sobretudo, para dar sabor à comida e para preservar os alimentos da corrupção. Do mesmo modo, os discípulos de Jesus devem contribuir para que as pessoas saboreiem a vida sem cair na corrupção.

“Vós sois a luz do mundo.” Sem a luz do sol, o mundo fica nas trevas: já não nos podemos orientar nem desfrutar da vida no meio da obscuridade. Os discípulos de Jesus podem aportar a luz que necessitamos para nos orientar, aprofundar no sentido último da existência e caminhar com esperança.

As duas metáforas coincidem em algo muito importante. Se permanecer isolado num recipiente, o sal não serve para nada. Apenas quando entra em contato com os alimentos e se dissolve na comida pode dar sabor ao que comemos. O mesmo sucede com a luz. Se permanecer encerrada e oculta, não pode iluminar ninguém. Apenas quando está no meio das trevas pode iluminar e orientar. Uma Igreja isolada do mundo não pode ser nem sal, nem luz.

O papa Francisco viu que a Igreja vive encerrada em si mesma, paralisada pelos medos e demasiadamente afastada dos problemas e sofrimentos como para dar sabor à vida moderna e para oferecer a luz genuína do Evangelho. A sua reação foi imediata: “Temos de sair para as periferias existenciais”.

O Papa insiste uma e outra vez: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair à rua que uma Igreja doente por estar encerrada e pela comodidade de agarrar-se às suas próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada por ser o centro e que termina enclausurada num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

A chamada de Papa Francisco está dirigida a todos os cristãos: “Não podemos ficar tranquilos numa espera passiva nos nossos templos. O Evangelho convida-nos sempre a correr o risco do encontro com o rosto do outro”. O Papa quer introduzir na Igreja o que ele chama de “cultura do encontro”. Está convencido de que “o que necessita hoje a Igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”.

Oração
Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do teu Reino.

Segunda-feira da 10ª Semana do Tempo Comum. Evangelho do dia Mt 10,7-13. Festa de São Barnabé, Apóstolo.

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Discípulas e discípulos de Jesus,

Hoje recordamos na liturgia São Barnabé.
José, cognominado Barnabé, isto é, filho da consolação, é chamado apóstolo embora não tenha pertencido ao grupo dos Doze. Era membro da comunidade judaica de Chipre, em Jerusalém. Não conheceu pessoalmente Jesus, mas converteu-se logo nos primeiros anos do Cristianismo, e teve um papel importante na expansão da Igreja. Daí ser chamado apóstolo. Foi ele que apresentou Paulo à comunidade de Jerusalém, garantindo-lhe a sua recente conversão. Conduziu Paulo a Antioquia, apresentando-o também lá à comunidade dos fiéis. Acompanhou o Apóstolo na sua primeira viagem missionária, cerca do ano 60. Depois, separou-se de Paulo, regressando a Chipre onde terá sido martirizado no ano 60. 
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS

Evangelho do dia: (Mt 10,7-13)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ide ao mundo e ensinai a todas as noções!
Eis que eu estou convosco até o fim do mundo! (Mt 28,19s)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 7 “Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.
8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!
9 Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos,
10 nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.
11 Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida.
12 Entrando numa casa, saudai-a: ‘Paz a esta casa’.
13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

O REINO CHEGOU
Os discípulos foram enviados em missão com a tarefa de dar continuidade à missão de Jesus. A dupla face do messianismo de Jesus se expressaria no ministério dos apóstolos. Não somente com palavras, mas também com obras eles se poriam a serviço do Reino.
Aos apóstolos competia proclamar a chegada do Reino dos Céus na pessoa de Jesus. De que modo? Deus foi plenamente Senhor da vida de Jesus. Nada nem ninguém jamais o desviou do caminho traçado pelo Pai. Somente ao querer do Pai ele se submeteu. Jamais cedeu a qualquer tipo de tentação. Por isso, o Reino dos Céus se encarnou na sua pessoa e ação. Este evento deveria ser proclamado a todos os povos.
Por outro lado, como sucedeu com Jesus, a pregação dos apóstolos encontraria apoio nos milagres realizados por eles. Os quatro milagres apontados relacionam-se com a proteção da vida humana da investida das doenças, da morte e dos espíritos impuros. O ministério apostólico, portanto, estava destinado a colocar-se a serviço da vida. Onde a vida fosse defendida, restaurada ou garantida, aí estaria acontecendo o milagre do Reino, cuja presença seria historicamente perceptível.
A vida de Jesus é o ponto de referência da ação do apóstolo. A fidelidade à missão acontece na medida em que realmente Jesus continua atuando na pessoa de seus enviados.

Oração
Senhor Jesus, dá-me coragem suficiente para levar adiante tua missão, proclamando a chegada do Reino e me colocando a serviço da vida.

POR QUE QUEREM DESTRUIR A FAMÍLIA? Leia este texto e entenda por que, na luta pela família, está em jogo o destino do próprio ser humano.

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Os debates travados recentemente nas casas legislativas de todo o país – por conta da inclusão da “ideologia de gênero” nos Planos Municipais de Educação –, dão ensejo para que se pergunte por que, afinal, alguns indivíduos querem destruir a família. Já soaria absurdo se uma única pessoa se propusesse a fazê-lo – não tanto pela magnitude do trabalho que deveria empreender, mas pela própria insanidade que tal ideia carrega consigo. Que dizer, então, de um grupo estrategicamente organizado de pessoas determinadas justamente para esse fim?

Cabe dizer, em primeiro lugar, que não se trata de “história da carochinha” ou “teoria da conspiração”. Existem, de verdade, movimentos ideologicamente comprometidos com a destruição da família. De Engels, no final do século XIX – para quem o casamento monogâmico não passa de uma “forma de escravização de um sexo pelo outro” [1] –, até as autoras feministas contemporâneas – como Kate Millett, que pede o fim de tabus como “a homossexualidade” e “as relações sexuais pré-matrimoniais e na adolescência”, tendo em vista o desaparecimento da família [2]: são inúmeros os documentos que comprovam haver uma elite intelectual articulada para fazer sumir da face da terra a instituição familiar. Não é porque a Rede Globo ou os principais canais de notícias não reportam essas coisas, que elas deixam de ser verdadeiras. Levando em conta que é a própria mídia a promover certos hábitos e estilos de vida, facilmente se entende o porquê de seu silêncio.

Para entender, todavia, o que está na raiz do pensamento contrário à família, é preciso reconhecer o problema antropológico que o precede. Antes que se insurgissem contra o casamento, os arquitetos da engenharia social em curso traçaram o seu próprio conceito de ser humano – um conceito que, embora seja uma visão distorcida da realidade, já esteve em voga noutras épocas. Trata-se da separação radical entre o corpo e a alma. “O filósofo que formulou o princípio ‘cogito, ergo sum‘ (penso, logo existo), acabou por imprimir à concepção moderna do homem o caráter dualista que a caracteriza. É típico do racionalismo contrapor radicalmente, no homem, o espírito ao corpo e o corpo ao espírito.” [3]

Pela revelação divina, porém – como também pela razão natural [4] –, o homem pode compreender que é substancial e simultaneamente a junção de duas realidades: uma material, a que se chama corpo, e outra espiritual, a que se chama alma. Essa é a chave para entender o matrimônio como o único “significado teleológico intrínseco e adequado da sexualidade humana” [5] – já que é o único lugar em que são satisfeitos tanto o aspecto procriativo quanto o aspecto unitivo do ato sexual. Só no casamento o sexo pode ser vivido levando em conta a integridade do ser humano.

Serve como prova dessa verdade a curiosa e notável diferença que há entre o comportamento sexual dos animais e o da espécie humana. Diferentemente dos cachorros, dos coelhos ou dos macacos, que acasalam para procriar e estão plenamente satisfeitos depois do coito, o homem é capaz de fazer obstinada e repetidamente o mesmo ato sexual, em busca de um “algo mais” que não é possível encontrar na mera união dos corpos. Daí vem aquela terrível sensação de vazio depois do chamado “sexo casual”. Trata-se de um clamor silencioso da alma, alertando que a sexualidade humana é muito mais que uma realidade animal.

Por outro lado, homens também não são anjos. No outro extremo do dualismo moderno, está a mentalidade gnóstica de que “o espírito é bom, mas a carne é má”. Aqui deitam as raízes de uma ideologia que pretende eliminar as diferenças entre os sexos masculino e feminino, pois vê no homem “só espírito e vontade” [6], podendo a sua natureza ser manipulada como lhe apetece.

Não surpreende que uma das pioneiras da agenda de gênero, a feminista Margaret Sanger, estivesse ligada a grupos de matriz antropológica esotérica e gnóstica. Para acreditar nessas teorias insanas, de fato, é preciso ser profundamente religioso. Seja a “revolução sexual” utópica prevista por Shulamith Firestone – depois da qual “as diferenças genitais entre os seres humanos não mais importariam culturalmente”[7] –, seja o mito do “homem andrógino” da teosofia: nunca a modernidade esteve tão próxima dos falidos cultos pagãos e gnósticos da Antiguidade.

O Papa Francisco mostrou captar a essência dessa ideologia quando apontou, em sua encíclica Laudato Si’, para a necessidade de se “ter apreço pelo próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade”. Em uma referência inequívoca à “teoria do gênero”, o Papa escreveu que “não é salutar um comportamento que pretenda cancelar a diferença sexual, porque já não sabe confrontar-se com ela” [8].

No fundo – como alertou certa feita o Papa Bento XVI –, “na luta pela família, está em jogo o próprio homem” [9]. Não se destrói a célula mater da sociedade sem que se atinja de modo irreversível o ser humano. E esse processo, tragicamente, não é um desencadeamento natural ou simples obra do zeitgeist (o “espírito dos tempos”). Ao contrário, trata-se de um trabalho meticulosamente articulado e muito bem medido para implantar um projeto cruel e perverso de poder.

Não acredita? Então, estude! Não é preciso um ato de fé para dar crédito às verdades explicadas aqui. Consultar a bibliografia indicada logo abaixo pode ser um bom começo para entender de vez por que, afinal, querem acabar com a sua família.Mãos aos livros!

3 de maio Festa de São Filipe e São Tiago. Evangelho do dia: João 14,6-14

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Discípulas e discípulos de Jesus,
Celebramos hoje dos apóstolos de Jesus: São Filipe e São Tiago.
Como S. Pedro e S. André, Filipe era natural de Betsaida. O seu nome grego deixa supor que pertencia à comunidade helenista. Foi dos primeiros discípulos a ouvir o chamamento do Senhor: “Segue-me”. Pôs-se imediatamente ao serviço do Senhor e, bem depressa, começou a dedicar-se à missão. Segundo a tradição, S. Filipe evangelizou a Turquia, onde morreu mártir.
S. Tiago, o Menor, filho de Alfeu, era primo de Jesus e escreveu a Carta de Tiago. Foi testemunha privilegiada da ressurreição do Senhor (cf. 1 Cor 17, 7), ocupando um lugar proeminente na comunidade de Jerusalém. Depois da dispersão dos Apóstolos, nos anos 36-37, aparece como chefe da igreja-mãe (At 21, 18-26). Morreu mártir por volta do ano 62, sendo precipitado pelos Judeus do Templo e lapidado como Estêvão. Na sua carta, deixou-nos o testemunho da prática da Unção dos Enfermos já nos tempos apostólicos.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora continuemos testemunhando os valores que Jesus introduziu em nossa história.

Pe. Agenor Sbaraini, /Cs

Evangelho do dia: (João 14,6-14)


Aleluia, aleluia, aleluia.
Sou o caminho, a verdade e a vida, diz Jesus; Filipe, quem me vê, igualmente vê meu Pai! (Jo 14,6.9)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, 14 6 Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
7 Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto”.
8 Disse-lhe Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”.
9 Respondeu Jesus: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: ´Mostra-nos o Pai´.
10 Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
11 Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras.
12 Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.
13 E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
14 Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte: www.domtotal.com

JESUS E O PAI

Não se pode de compreender a existência de Jesus, prescindindo de sua íntima comunhão com o Pai. Suas palavras e seus gestos foram sempre referidos ao Pai. A consciência de ser o Filho enviado estava sempre presente em tudo quanto fazia. E mais: tinha consciência de estar chegando a hora de voltar para junto do Pai.
Sendo assim, o Filho divino pode ser considerado como a transparência do Pai. Quem o conhece, conhece o Pai. Quem o vê, vê também o Pai. Ouvi-lo, significa ouvir o Pai. Contemplar seus milagres, corresponde a contemplar o Pai manifestando seu amor pela humanidade. É, pois, inútil pretender ter acesso a Deus, prescindindo de Jesus.
Evidentemente, o Pai não é Jesus. E Jesus não é o Pai. As palavras de Jesus não dão margem para equívocos. Seria falsa qualquer identificação, e não corresponderia ao pensamento de Jesus. A comunhão entre ambos não redunda da fusão de um no outro.
Apesar disto, Jesus não titubeou em fazer esta afirmação ousada: “Quem me vê, vê o Pai”. Da contemplação da vida de Jesus, é possível chegar a compreender quais são as pautas da ação de Deus, ou seja, a maneira como ele se relaciona com os seres humanos, e o que espera deles.
Portanto, não é preciso ir longe para encontrar Deus. Jesus é o caminho pelo qual chegamos até o Pai.

Oração
Espírito de discernimento ilumina minha mente e meu coração para que eu possa reconhecer o Pai na contemplação do Filho Jesus.

 
 

5º Domingo da Páscoa. Evangelho do dia: João 15,1-8

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Bom domingo a todos!

A liturgia do 5º Domingo da Páscoa convida-nos a refletir sobre a nossa união a Cristo; e diz-nos que só unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira.

O Evangelho apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que dá os frutos bons que Deus espera. Convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que eles recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus.

Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.

Pe. Agenor Sbaraini, cs

 Missa do 5º. dom. da Páscoa.

Palavra de Deus: Atos dos Apóstolos 9,26-31; 1João 3,18-24; João 15,1-8.

 Evangelho do dia: (João 15,1-8)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece; esse dá muito fruto (Jo 15,4s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


15 1 Disse Jesus: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;
2 e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.
3 Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
4 Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5 Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6 Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.
7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.
Palavra da Salvação.

 PERMANECER: UMA RESPONSABILIDADE PESSOAL

Reflexão de Padre Paulo Mazzi

 

Ao começar a preparar a sua despedida, Jesus disse aos discípulos: “Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vocês não poderão dar fruto, se não permanecerem em mim” (Jo 15,4).

Como estão os ramos da nossa vida afetiva e profissional? Como estão os ramos da nossa vida espiritual? Eles estão produzindo frutos? Os frutos que estamos produzindo são saudáveis e saborosos, ou estão doentes, estragados? Como você está se sentindo nesse momento: uma pessoa fecunda, com vitalidade interior, ou uma pessoa sem seiva, sem vitalidade, uma pessoa que, apesar dos seus esforços, não produz aquilo que desejaria produzir?

Estamos no outono, uma estação que nos fala de perda, de adormecimento: muitas árvores perdem suas folhas; ficam, de certa forma, “feias”, parecendo mortas; mas, na verdade, não estão mortas; estão adormecidas. Dentro delas existe seiva, existe vida. Elas despertarão na primavera, voltarão a florescer e produzirão frutos novamente. Da mesma forma, nossa vida é feita de estações: não existe apenas a primavera, existe também o outono. Precisamos acolher as estações, as mudanças, a perda das nossas folhas. O importante é manter nossas raízes em Deus; o importante é manter nosso relacionamento pessoal com Jesus, pois é d’Ele e somente d’Ele que recebemos a seiva do Espírito Santo, que nos devolve fecundidade, que nos faz florescer e frutificar, mesmo quando à nossa volta existe deserto e aridez.

O que nos chama a atenção nessas palavras de Jesus é a sua insistência conosco: “permaneçam”; “permaneçam em mim”. Atitude desafiadora essa de “permanecer”! No mundo do trabalho já não se permanece no mesmo emprego por muito tempo, assim como no campo afetivo muitas pessoas não permanecem por muito tempo no mesmo relacionamento. Até mesmo no campo da fé já não há permanência: muitos não permanecem na mesma igreja, na mesma religião. Desse modo, é muito comum nós vermos muitas pessoas sendo levadas pela vida como folhas secas empurradas pelo vento. São pessoas que não foram habituadas a criar raízes, e pessoas sem raízes tombam com facilidade; pessoas sem raízes são superficiais: vivem uma fé superficial, relacionamentos superficiais e são superficiais inclusive em relação a si mesmas, não cultivando a sua própria interioridade.

            “Permaneçam em mim”, nos diz Jesus. ‘Aprofundem o relacionamento de vocês comigo. Não sejam superficiais na vida espiritual. Direcionem as raízes de vocês para mim. Independente da “estação” em que vocês estão vivendo, mesmo que suas folhas estejam caindo e não seja época de encontrar frutos em seus ramos, permaneçam em mim; confiem na fecundidade do meu Espírito que está escondida dentro de vocês e que fará com que vocês produzam frutos, independente das condições externas! Permaneçam em mim, com a convicção de que Eu sou absolutamente necessário para vocês, independente se vocês estão produzindo frutos ou não. Relacionem-se comigo de maneira profunda e não superficial, pois só quando suas raízes forem profundas é que seus frutos serão abundantes’.

            Quando comparamos a humanidade a uma imensa floresta, ficamos assustados com a quantidade de árvores secas, doentes, estéreis, árvores que se tornaram incapazes de produzir bons frutos, homens e mulheres que “secaram” no amor conjugal, pais que desenvolveram um relacionamento superficial com seus filhos, criando-os também como pessoas superficiais, pessoas sem raízes, adolescentes e jovens que tombam diante do vento de qualquer dificuldade, de qualquer frustração. Neste sentido, vale a pena resgatar a importância da poda: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa (poda), para que dê mais fruto ainda” (Jo 15,1-2). A grande maioria dos pais hoje não tem a coragem de “podar” seus filhos, seja porque não querem ter conflitos com eles, seja porque não querem frustrá-los. Com isso, nós temos uma geração que esbanja beleza e saúde física, mas é totalmente fraca, emocional e espiritualmente, uma geração desprovida de seiva interior, uma geração que quebra diante de qualquer vento que sopre contrário.   

            Mas não só os adolescentes e jovens! Todos nós temos nos tornado avessos às podas. Embora Jesus tenha comparado Deus Pai a um agricultor, nós não admitimos que esse Agricultor interfira na maneira como conduzimos nossa vida afetiva e profissional, na maneira como usamos nossa liberdade e lidamos com nossa sexualidade. E ao rejeitarmos a “interferência” de Deus em nossa vida, nós crescemos de qualquer jeito, como uma árvore selvagem, nunca podada, e que, justamente por falta de poda, produz frutos de baixíssima qualidade, isso quando produz algum fruto…

“Eu sou a videira e vocês são os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15,5). Jesus fala do “permanecer” como uma necessidade vital: sem alimentar um relacionamento profundo com Ele, nossa fé morre; se não nos esforçamos para nos manter junto d’Ele e do seu Evangelho, nós murchamos, secamos e morremos, como um ramo que se desprendeu do tronco da videira. “Permanecer” na comunhão com Jesus é responsabilidade nossa. Somos responsáveis por criar um espaço diário em nossa vida onde nos voltamos para as nossas raízes, onde cultivamos a nossa comunhão com o Senhor por meio da oração e da meditação da sua Palavra. A oração raramente nasce em nós como algo espontâneo; nós só encontramos tempo para a oração quando estamos convencidos acerca do que Jesus disse: “Sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15,5). Se hoje mais do que nunca estamos tendo a sensação de que corremos muito e cada vez mais rápido, mas não chegamos a lugar algum, é hora de nos voltarmos para Jesus como nossa única fonte de vitalidade, de fecundidade. Só d’Ele procede o nosso fruto.          

            Olhemos para as nossas raízes. Perguntemos a nós mesmos se somos pessoas profundas ou superficiais; se buscamos a Deus com profundidade ou de maneira superficial; se O buscamos diariamente, convencidos de que a oração vale por si mesma, independente se “produz” algo em nós ou não. Se porventura nossos ramos estão murchos, secando, perdendo a vitalidade, voltemos a nos enxertar em Jesus; voltemos a nos alimentar da seiva da sua Palavra e da sua Eucaristia. “Permanecer” na comunhão com Jesus não é uma atitude automática em nós, mas uma decisão diária, um desejo da nossa vontade, uma vontade consciente de que, sem Ele, nada podemos, nada construímos, nada alcançamos. Enfim, “permanecer” em Jesus é algo que depende da minha decisão pessoal; sou eu que me empenho em alimentar meu relacionamento com Ele, não mais movido pelo meu cônjuge, por minha mãe ou por qualquer outra pessoa, mas movido pela consciência de que, sem Ele, eu nada posso e nada sou.

 

25 de abril, Festa de São Marcos Evangelista. Evangelho do dia: (Marcos 16,15-20)

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
Paz e bem a todos.
Hoje recordamos s. Marcos Evangelista.
Parabéns a todos os que se chamam Marcos.
Com a bênção de Deus sob o manto De Nossa Senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (Marcos 16,15-20)

Aleluia, aleluia, aleluia.
É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o crucificado, poder e sabedoria de Deus (1Cor 1,23s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


Naquele tempo, 16 15 disse Jesus aos seus onze discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.
17 Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,
18 manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados”.
19 Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.
20 Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

IDE PREGAR O EVANGELHO
A ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre.
Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão.
Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.

Oração
Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.

 
 

4ª Semana da Páscoa. Evangelho do dia: João 10, 1-10

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Seguidoras e seguidores de Jesus,

Paz e bem a todos com a bênção de Deus sob o manto de Nossa Senhora.

Evangelho: João 10, 1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1«Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador. 2Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre-a e as ovelhas escutam a sua voz. E ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair. 4Depois de tirar todas as que são suas, vai à frente delas, e as ovelhas seguem-no, porque reconhecem a sua voz. 5Mas, a um estranho, jamais o seguiriam; pelo contrário, fugiriam dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos.» 6Jesus propôs-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. 7Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. 8Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção. 9Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. 10O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

 Acertar a porta 

Reflexão de Pe. José Antônio Pagola

O Evangelho de João apresenta Jesus com imagens originais e bela. Quer que seus leitores descubram que só ele pode responder plenamente às necessidades mais fundamentais do ser humano. Jesus é “pão da vida”: quem se alimenta dele não terá mais fome. É “a luz do mundo”: quem o seguir não caminhará na escuridão. É o “Bom Pastor”: quem escuta a sua voz encontrará a vida.

Entre essas imagens há uma, humilde e quase esquecida, que, no en­tanto, encerra um conteúdo profundo. “Eu sou a porta.” Assim é Jesus: uma porta aberta. Quem o segue cruza o umbral que conduz a um mundo novo: uma maneira nova de entender e viver a vida.

O evangelista explica isto com três traços: “Quem entrar por mim se salvará. A vida tem muitas saídas. Nem todas levam ao êxito, nem ga­rantem uma vida plena. Quem, de alguma maneira, sintoniza com Jesus e trata de segui-lo, está entrando pela porta certa. Este não porá a perder sua vida, mas a salvará.

O evangelista diz ainda algo mais: quem entrar por Jesus “poderá sair e entrar”. Tem liberdade de movimentos. Entra num espaço onde pode ser livre, pois só se deixa guiar pelo Espírito de Jesus. Não é o país da anarquia ou da libertinagem. “Entra e sai” passando sempre através dessa “porta” que é Jesus, e se move seguindo seus passos.

O evangelista ainda acrescenta outro detalhe: quem entra por essa porta que é Jesus “encontrará pastos”, não passará fome nem sede. Encontrará alimento sólido e abundante para viver.

Cristo é a “porta” pela qual também hoje nós cristãos temos de entrar, se quisermos reavivar nossa identidade. Um cristianismo formado por pessoas batizadas que se relacionam com um Jesus mal conhecido, vagamente lembrado, afirmado de vez em quando de maneira abstrata, um Jesus mudo que não diz nada especial ao mundo de hoje, um Jesus que não toca os corações… é um cristianismo sem futuro.

Só Cristo pode conduzir-nos a um nível novo de vida cristã, mais bem fundamentada, motivada e alimentada no Evangelho. Cada um de nós pode contribuir para que, na Igreja dos próximos anos, Jesus possa ser sentido e vivido de maneira mais viva e apaixonada. Podemos fazer que a Igreja seja mais de Jesus.

2ª feira da Segunda Semana da Páscoa. Solenidade da Anunciação do Senhor.

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Seguidoras e seguidores de Jesus,
” Espírito de perfeita santidade, como Maria, plenifica com a graça de Deus o meu coração, 
de forma a não sobrar espaço para o egoísmo e o pecado”.
Com a bênção de Deus sob o manto de Nossa senhora.
Pe. Agenor Sbaraini, CS
 

Evangelho do dia: (Lucas 1,26-38)

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
A palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai (Jo 1,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”
35 Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível”.
38 Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.

Meditatio

Os primeiros cristãos reagem às perseguições com a oração. Não rezam para serem livres dos incómodos da perseguição. Rezam para não se deixarem bloquear pelas dificuldades e para não perderem a coragem de anunciar a Palavra. A sua oração é escutada, porque o Espírito vem dar-lhes força e coragem.
Não se pode evangelizar sem fazer oração, muita oração. A evangelização, com efeito, é obra do Espírito Santo, que toca, não só o coração dos ouvintes, mas também o do evangelizador, tantas vezes tíbio e vacilante.
O evangelho de hoje parece ter pouco a ver com o mistério pascal que estamos a celebrar: não fala de morte nem de ressurreição. Mas há uma relação profunda com a Páscoa e, na verdade, fala-se da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição. De facto, a Sagrada Escritura fala da ressurreição de Cristo como de um novo nascimento. Paulo, num seu discurso, aplica à ressurreição de Jesus o Salmo 2, onde Deus diz ao Filho: «Hoje Te gerei» (cf. Act 13, 16ss.). Na ressurreição, Cristo foi gerado para uma vida nova: era home
m de carne e tornou-se homem «espiritual», de Espírito Santo. O mesmo Paulo, noutra passagem das suas cartas explica que, primeiro há o homem feito de terra e, depois, o homem celeste, que é Cristo ressuscitado (cf. 1 Cor 15, 44ss.). E tudo aconteceu por nós. O Filho assumiu corpo humano, de que não precisava, para tornar possível um novo nascimento para todos nós: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus» (Jo 3, 5). Renascer da água e do Espírito Santo é dom de Cristo ressuscitado. Esse dom vem pelo sacramento do Baptismo que nos faz
«renascer do alto» (v. 7) e introduz em nós um dinamismo que nos permite crescer e desenvolver-nos até à estatura de Cristo.
Este nascimento, preanunciado a Nicodemos (cf. Jo 3, 3.5), realizou-se na transfixão do Lado, onde a água que brota de Cristo é sinal do dom do Espírito, do Baptismo, do nascimento da Igreja e, na Igreja, de cada um de nós. «Do Coração de Cristo, aberto na cruz, nasce o homem de coração novo, animado pelo Espírito e unido aos seus irmãos na comunidade de amor, que é a Igreja» (Cst 3).

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

SUPERANDO O PECADO ORIGINAL
A celebração da Imaculada Conceição de Maria leva-nos reconhecer a possibilidade de superar a marca do pecado, que acompanha a história da humanidade. É possível considerar isso como uma forma de reversão da história: finalmente, alguém viu-se totalmente livre da tirania do pecado.
A experiência de Maria é melhor entendida, se a confrontamos com a de Eva. A primeira mulher, criada para a plena comunhão com Deus, deixou-se envolver pela força dos instintos, a ponto de romper com o Criador. Maria, a mãe do Redentor, mostrou-se tão radicalmente fiel a Deus, a ponto de não ser contaminada pelo pecado.
Aquela foi a “mãe de todos os viventes”, que contaminara, com sua infidelidade e pecado, todas as gerações humanas. Aquela que traria em seu ventre o Salvador, ao invés, por sua fidelidade transformou-se em fonte de bênção para a humanidade que seria redimida por seu Filho. Enquanto Eva representa a humanidade que passa da graça ao pecado, Maria, pelo contrário, aponta para a humanidade que supera o pecado, e se volta totalmente para a graça de Deus.
Quando o anjo chamou Maria de “cheia de graça”, estava indicando a profundidade do enraizamento da graça no coração dela. Com isto, apresentava-a como exemplo de humanidade salva por Jesus: o ser humano como saíra das mãos do Criador.

Oração
Espírito de perfeita santidade, como Maria, plenifica com a graça de Deus o meu coração, de forma a não sobrar espaço para o egoísmo e o pecado.

 
 

Sábado da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Marcos 16,9-15

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.


16 9 Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios.
10 Foi ela noticiá-lo aos que estiveram com ele, os quais estavam aflitos e chorosos.
11 Quando souberam que Jesus vivia e que ela o tinha visto, não quiseram acreditar.
12 Mais tarde, ele apareceu sob outra forma a dois entre eles que iam para o campo.
13 Eles foram anunciá-lo aos demais. Mas estes tampouco acreditaram.
14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho

A ALEGRE NOTÍCIA

O encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e, sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a mesma.
No entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade às palavras de uma mulher.
A reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena. Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
Da mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se debateram com a incredulidade dos companheiros.
Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora.

Oração
Espírito de comunicação, apesar da incredulidade do mundo, que eu proclame, com vibração, a alegre notícia da ressurreição do Senhor.

Quinta-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Lucas 24,35-48

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 24 35 Os discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!”
37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.
40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”
42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
43 Ele tomou e comeu à vista deles.
44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.
45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: www.domtotal.com

A PAZ ESTEJA CONVOSCO

Os encontros do Ressuscitado com os discípulos começavam, muitas vezes, com o augúrio de paz. O desejo de que houvesse paz entre eles não era pura formalidade. Antes, a saudação de Jesus adquiria uma consistência especial.
Para os discípulos, perturbados com a ressurreição, essa paz consistia em estabelecer um relacionamento correto com o Ressuscitado. Tratava-se de superar o medo, a perplexidade, o espanto, a perturbação, a dúvida, a incredulidade, a desconfiança, e acolher, na fé, o Ressuscitado presente no meio deles. Todos estes sentimentos revelam ausência de paz. Eis por que Jesus é apresentado como quem se esforça por fazer a paz acontecer no coração dos discípulos, em forma de abertura para a fé, de capacidade para reconhecê-lo como o Mestre de outrora, de iluminação da inteligência para penetrar o sentido das Escrituras, de superação da dureza de coração.
Portanto, sem a paz, no sentido querido por Jesus, eles não poderiam abrir-se para a novidade da ressurreição. Só na paz, os discípulos estariam em condições de reconhecer Jesus ressuscitado, e experimentar a comunhão com ele. Este era o primeiro passo a ser dado pelo discípulo no processo de concretizar sua fé no Senhor.

Oração
Espírito de paz, coloca, em meu coração, as disposições adequadas para que eu viva a comunhão com o Ressuscitado.

A distância não nos separou, a morte menos ainda!

Dom-Ricardo-50-anos

“Apesar do parentesco do sangue ter um grande valor, o laço da amizade é maior”. (Santo Agostinho, Carta, 84,4).

“A amizade que pode acabar nunca foi real” (São Jerônimo).

“A amizade é a mais perfeita realização da pessoa” (Santa Teresa de Jesus).

“No mundo é necessário que aqueles que se entregam à prática da virtude se unam por uma santa amizade, para mutuamente se animarem e conservarem nestes santos exercícios” (São Francisco de Sales).

“A amizade consiste em um compromisso pleno da vontade em relação a outra pessoa, em vista do seu bem” (São  João Paulo II).

“A amizade cuja fonte é Deus, não se esgota jamais” (Santa Catarina de Sena).

“Eu não saberia viver sem amizades” (Santo Agostinho).

“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que as nossas almas fossem uma só em dois corpos” (Santo Agostinho).

O amor, matrimonial é exclusivo. O amor da amizade, para ser verdadeiro, tem que ser aberto a outras pessoas. A nossa consagração a Deus, com um amor exclusivo, não fecha as portas ao amor da amizade. E quem não vive o amor da amizade não consegue saborear a exclusividade de seu amor a Deus! A novidade da pregação de Jesus não foi a de amar os inimigos. Isto Já havia no Antigo Testamento. A novidade Evangelho foi a do amor de amizade: reconhecer o outro com seu nome, como uma pessoa única, irrepetível e insubstituível.

Quero partilhar com o leitor desta página, não a perda de um amigo, mas a graça de ter podido saborear uma amizade verdadeira, real, fiel e profunda com Dom Ricardo, ao longo de vinte e oito anos.

A amizade verdadeira acontece. Ela não é calculada. Ela é desinteressada. Ama-se na necessidade de se ver o amigo feliz, sem nada esperar em  troca. Na amizade verdadeira, os desajustes não atingem o cerne da amizade (Rogers).

Agradeço, pois, a Deus, ter permitido que eu pudesse conhecer mais de perto o coração e a mente de Dom Ricardo. Penso que eu não seria infiel a ele, ao colocar, aqui, algumas notas características de sua personalidade, sem querer colorir os fatos.

Sua alegria interior e permanente que se revelava em seu sorriso, como o de uma criança, desarmado, espontâneo e sereno. Assim ele apareceu em uma de suas últimas fotos que lhe fizeram, ainda no hospital. Essa alegria, penso, a recebeu da senhora sua Mãe, Dona Paula. Quando ela completou 100 anos, convidava os amigos para virem à festa de “seu primeiro centenário”! Participei da Missa em Ação de Graças. Ela havia ido ao salão, feito escova, etc., entrou sozinha na igreja com seus cabelos brancos prateados, com óculos sem aro, sem se apoiar em ninguém!

Uma bondade de coração, que por ser tanta, chegava às raias de um defeito. Ele não conseguia responder ou retrucar a uma  ofensa ou crítica que lhe fosse feita, quer em público quer em particular. Calava-se. Quando sozinho, depois, às vezes, chorava. E, sobretudo, não  guardava mágoas de quem quer que fosse. Houve quem abusasse de sua bondade. Mas ele limitava-se ao silêncio, não se justificava. Seu excesso de bondade, se assim o pudesse dizer, era incorrigível. Sofreu muito pelas consequências de tanta bondade!

Seu profundo espírito de fé que se revelava numa intensa vida de oração. Isso pude acompanhar melhor nas eucaristias que celebrávamos e nas orações do Breviário que fazíamos em nossos passeios e viagens.

Amava a Igreja, amava a Arquidiocese, gostava dos Padres, dos seminaristas. Gostava de estar com os padres. Lembrava, com alegria, histórias amenas e alegres do dia a dia de seus padres. Mas não os despreciava.

Não falava mal de ninguém. Mas tal atitude já é uma consequência da sua bondade de coração.

Era uma pessoa humilde. Viveu sem ambições de honras e cargos. Não se comparava com outros bispos ou com outras pessoas. Aceitava-se nas suas qualidades e era feliz em seu modo de viver.

Não pude partilhar com ele seus sentimentos na reta final de sua vida. Seu cérebro fora atingido. Mas, por tudo o que soube, a morte não o pegou de surpresa.

Agradeço a Deus por tê-lo conhecido e por ter saboreado a sua amizade.

Nesta madrugada de  Domingo de  Páscoa, Deus o libertou das limitações do tempo e da matéria para poder penetrar definitivamente na alegria sem limites da eternidade.

Agradeço a todos que, percebendo nossa grande amizade, me dirigiram palavras de conforto pela ausência  visível desse amigo! Deus os abençoe!

Dom João Bosco Óliver de Faria

Arcebispo Emérito de Diamantina – MG

Durante a oitava da Páscoa acontece a novena da Divina Misericórdia

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Novena à Divina Misericórdia

É tradição que a novena seja rezada, principalmente, antes da Festa da Misericórdia, iniciando na Sexta-feira da Paixão. “Em cada dia da novena, conduzirás ao meu coração um grupo diferente de almas e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai. Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que Tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás ao meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas.” A Novena é rezada junto com o Terço da Divina Misericórdia.

Primeiro dia

Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Segundo dia

Hoje traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.

Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Terceiro dia

Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o vosso Coração para com o Pai Celestial.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa bênção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quarto dia

Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Quinto dia

Hoje traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os vossos bens e abusaram das vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.


Sexto dia

Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Sétimo dia

Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória.” Amém.


Oitavo dia

Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa Justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.


Nono dia

Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia… Amém. Diário 1210-1228

Quarta-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: Lucas 24,13-35.

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Aleluia, aleluia, aleluia. 
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117) 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
24 13 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.
16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
17 Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?”
18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?”
19 Perguntou-lhes ele: “Que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.
20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.
22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;
23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.
24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram”.
25 Jesus lhes disse: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!
26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?”
27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.
29 Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia”. Entrou então com eles.
30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram mas ele desapareceu.
32 Diziam então um para o outro: “Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”
33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.
34 Todos diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão”.
35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho – fonte: José Antonio  Pagola

ACOLHER A FORÇA DO EVANGELHO

Dois discípulos de Jesus vão-se afastando de Jerusalém. Caminham tristes e desolados. Quando O viram morrer na cruz, nos seus corações, apagou-se a esperança que tinham posto Nele. No entanto continuam a pensar Nele. Não o podem esquecer. Terá sido tudo uma ilusão?

Enquanto conversam e discutem sobre tudo o que viveram, Jesus aproxima-se e caminha com eles. No entanto, os discípulos não o reconhecem. Aquele Jesus em quem tinham confiado e que tinham amado com paixão parece-lhes agora um caminhante estranho.

Jesus junta-se à conversa. Os caminhantes escutam-No primeiro surpreendidos, mas pouco a pouco algo vai despertando nos seus corações. Não sabem exatamente o que lhes está sucedendo. Mais tarde dirão: «Não ardia o nosso coração enquanto nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?».

Os caminhantes sentem-se atraídos pelas palavras de Jesus. Chega um momento em que necessitam da Sua companhia. Não querem deixa-Lo partir:«Fica conosco». Durante o jantar abrir-se-ão os olhos e reconhecem-No. Esta é a grande mensagem deste relato: quando acolhemos Jesus como companheiro de caminho, as Suas palavras podem despertar em nós a esperança perdida.

Durante estes anos, muitas pessoas perderam a sua confiança em Jesus. Pouco a pouco converteu-se num personagem estranho e irreconhecível. Tudo o que sabem Dele é o que podem reconstruir, de forma parcial e fragmentada, a partir do que escutaram de pregadores e de catequistas.

Sem dúvida, a homília dos domingos cumpre uma função insubstituível, mas é claramente insuficiente para que as pessoas de hoje possam entrar em contacto direto e vivo com o Evangelho. Tal como se leva a cabo, ante um povo que há de permanecer mudo, sem expor as suas inquietudes, interrogações e problemas, é difícil que consiga regenerar a fé vacilante de tantas pessoas que procuram, por vezes sem o saber, encontrar-se com Jesus.

Não terá chegado o momento de instaurar, fora do contexto da liturgia dominical, um espaço novo e diferente para escutarmos juntos o Evangelho de Jesus? Porque não, reunirmos laicos e presbíteros, mulheres e homens, cristãos convictos e pessoas que se interessam pela fé, para escutar, partilhar, dialogar e acolher o Evangelho de Jesus?

Temos de dar ao Evangelho a oportunidade de entrar com toda a sua força transformadora em contacto direto e imediato com os problemas, crises, medos e esperanças das pessoas de hoje. Em breve será demasiado tarde para recuperar entre nós a frescura original do Evangelho. Hoje é possível. Isto é o que se pretende com a proposta dos Grupos de Jesus.

Oração
Espírito de otimismo, abre meus olhos para que eu perceba a presença do Ressuscitado junto de mim, e assim, reencontre a razão de viver.

NOTA PELO DIÁLOGO ACADÊMICO. Contra a intimidação e a censura promovida nas Universidades.

A imagem pode conter: texto

A Arquidiocese de Belém do Pará emite a presente Nota Pública acerca de um caso de intimidações de ordem ideológica que vêm ocorrendo no âmbito da Universidade Federal do Pará (UFPA) em relação à aluna de Pós-Graduação Dienny Estefhani Magalhães Barbosa Riker e seu orientador, Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro, em função da dissertação de mestrado intitulada “O BEM HUMANO BÁSICO DO CASAMENTO NA TEORIA NEOCLÁSSICA DA LEI NATURAL: RAZÃO PRÁTICA, BEM COMUM E DIREITO”. Tomamos conhecimento que ambos estão sendo acusados erroneamente de defenderem no texto acadêmico acima mencionado, uma visão de matriz teorética-filosófica que estimularia o preconceito e a violência para Grupos com sensibilidades diversas.

A referida aluna do Programa de Pós-graduação em Direito da UFPA, Dienny E. M. B. Riker, teve o seu projeto de pesquisa, intitulado originalmente “Casamento: Sua Natureza Conjugal e Relevância para o Bem Comum”, aceito e aprovado pelo PPGD-UFPA, com a designação da orientação ao Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro. Depois de dois anos de pesquisa, o seu trabalho foi qualificado segundo as normas em vigor, em agosto de 2017.

Em março de 2018, foi feito pela mestranda o depósito da dissertação “O Bem Humano Básico do Casamento na Teoria Neoclássica da Lei Natural: Razão Prática, Bem Comum e Direito”, com defesa marcada e aprovada pelo PPGD-UFPA para o dia 4 de abril de 2018.

Alguns movimentos sociais ao tomarem consciência da existência do referido trabalho de pesquisa acadêmica e de seu conteúdo, começaram a organizar uma série de protestos nas redes sociais e no próprio campus da UFPA, com o escopo de desqualificar o referido trabalho acadêmico acusando-o de ser uma “pesquisa não científica de caráter religioso”, cujo conteúdo seria ameaça aos Direitos Humanos, o que violaria o regimento do PPGD-UFPA.

Em defesa da inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença (art. 5º, inciso VI, da CF/88), e da Universidade pública como lugar democrático e plural de formação, de pesquisa e de debate acadêmico-científico, assim sendo, a Arquidiocese de Belém do Pará repudia a todo tipo de movimento que vise intimidar, limitar ou censurar qualquer tipo de atividade intelectual-científica, apenas pelo fato de estar virtualmente ligada a uma tradição filosófica ou religiosa que contrarie o interesse de um determinado grupo descontente com o seu conteúdo científico. Tal fato, se comprovado, constitui um grave desrespeito aos direitos constitucionais da discente e do docente em questão, um ato de intolerância radical e violenta contra a liberdade de pesquisa e de expressão que devem nortear o espírito de uma Universidade, uma iniciativa que não contribui para a construção de uma sociedade baseada no respeito, na tolerância e na paz.

Seria muito mais proveitoso para a Universidade e para a sociedade, que as discordâncias de matriz filosófica, científica ou religiosa, se tornassem não um espaço para a violência e a desordem, mas a oportunidade para um autêntico, honesto e claro debate sobre a matéria em questão. Deste modo, pelo diálogo respeitoso, na busca da verdade pelos melhores argumentos, e não pela violência verbal, moral ou física, estaremos contribuindo para uma autêntica cultura de diálogo e de respeito pelas diferenças.

Belém do Pará, 02 de Abril de 2018

ARQUIDIOCESE DE BELÉM DO PARÁ
Assessoria de Comunicação Social

Terça-feira da Oitava da Páscoa. Evangelho do dia: João 20,11-18.

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Aleluia, aleluia, aleluia.
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.


Naquele tempo, 20 11 entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”.
14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
15 Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.
16 Disse-lhe Jesus: “Maria!” Voltando-se ela, exclamou em hebraico: “Rabôni!” (que quer dizer Mestre).
17 Disse-lhe Jesus: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.
18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.
Palavra da Salvação.

Meditando o evangelho- fonte:www.domtotal.com

NÃO ME RETENHAS!

A cena comovente do encontro de Maria de Mágdala com Jesus evidencia a mudança de relacionamento entre o discípulo e o Mestre, operada a partir da ressurreição. A nova condição de Jesus exigia um novo tipo de relacionamento.
Maria expressou o carinho que nutria por Jesus nos vários detalhes de seu comportamento. A notícia do desaparecimento do corpo do Senhor deixou-a perplexa. Com isso, perdia um sinal seguro da presença do amigo querido, mesmo reduzido a um cadáver. Sem ele, não teria um lugar preciso ao qual se dirigir quando quisesse prantear a perda irreparável do amigo. Por isso, mesmo que todos tivessem se afastado, ela permaneceu sozinha, à entrada do túmulo, chorando.
Seu diálogo com os anjos ocorreu de maneira espontânea, sem ela se dar conta de estar falando com seres celestes. Só lhe importava saber onde puseram “o meu Senhor”. Da mesma forma aconteceu o diálogo com o Ressuscitado. Num primeiro momento, Maria pensou tratar-se de um jardineiro. Demonstrando uma admirável fortaleza de ânimo mostrou-se disposta a ir, sozinha, buscar o cadáver do Mestre para recolocá-lo no sepulcro. Tão logo reconheceu a voz do Mestre, tentou agarrar-se a ele. Ele, porém, exortou-a a mudar de comportamento. Doravante, o sinal de amizade que o Senhor queria dela era que se tornasse missionária da ressurreição. Já se fora o tempo em que podia tocá-lo fisicamente.

Oração
Pai, ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da ressurreição.